Mostrar mensagens com a etiqueta galiza. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta galiza. Mostrar todas as mensagens

domingo, 5 de janeiro de 2014

A Etnia contra o monstro do Estado

Identidade Vs Estado

A maioria das vezes quando se discute com os Nacional-Espanholistas que dim em chamar-se Nacional-Socialistas, tiram à palestra normalmente os mesmos argumentos:

"No se diferencian a simple vista un gallego de un castellano, o un vasco de un catalán; no existen diferencias raciales entre españoles; por lo tanto la única nación existente es la española"

O Nacional-Socialismo histórico fixo diferenças entre sub-raças dentro da mesma naçom/etnia, e é evidente que os espanholistas confundem as identidades étnicas com a determinaçom da sub-raça ariana correspondente (nórdicos, eslavos,...).

Devido à falta de entendedeiras e a que as discussons riçarom tanto, os N-S decidimos jogar ao mesmo jogo dialectico e apresentamos exemplos de indivíduos para que adivinharam a sua prodecência dentro do estado espanhol.


A resposta maioritária por parte dos espanholistas foi que "Podrían ser de cualquier parte de España", mas a nossa estratégia residia precisamente na procedência estatal dos indivíduos, pois nom eram cidadans espanhois; senom que eram cidadans dos estados: Francês e Italiano. Segundo a sua absurda teoria das "diferencias inexistentes a simple vista" nom deviam ser consideradas naçons aos estados Francês e Italiano, e pertenceriam por tanto a essa naçom espanhola que postulam.

Sub-raças Arianas


Desastres migratórios hispânicos

No passado nas diferentes monarquias e ditaduras houvo tentativas de desvirtuar as identidades étnicas hispânicas com migraçons forçadas intra-ibéricas. É evidente que a inclusom (pacífica ou nom) de 5 milhons de castelans, occitanos, bascons ou de qualquer naçom europeia em território galaico significaria a desvirtuaçom vagorosa da paisanagem étno-cultural (nunca racial). Outra cousa é que se fizera de maneira oportuna em casos ilhados, e que esses indivíduos de origem nom galaica ou mixta com outra naçom europeia adaptara-se com completo à paisanagem etno-cultural que o acolhe.

Temos vários exemplos no estado espanhol. Os bairros de castelans do sul (Andaluzes) e galaicos em Gothalaunia nom forom nunca um exemplo de adaptaçom etno-cultural, polo geral mostravam umha total falta de respeito a cultura nacional catalana, chegando a querer passar por costume local a chamada "Feria de Abril". O efeito rebote foi que os seus descendentes sairom com sentimento "nacional catalám" na sua maioria, xarnegos nacionalistas tanto da esquerda como da direita, baseando o seu sentimento em temas materialistas (economia "Espanya ens roba"), com o qual demostra que a fórmula "Sangue e Terra" é a que melhor funciona.



Outro exemplo temo-lo em Baskonia, onde a meirante parte dos descendentes dos galaicos e castelans que forom trabalhar ali, passarom a ser grandes militantes da esquerda abertzale e incluso da actual banda terrorista marxista ETA; um nacionalismo esquerdalho e maketo.

De Juana Chaos, exemplo de maketo abertzale


Na Galiza temos os desastres etnoculturais nas cidades, mas o problema especialmente étnico reside na cidade de Ferrol, cidade militar onde durante muitos anos viriam gentes de Castilla (Madrid, Cádiz, Cartagena) dando como resultado umha cidade mais semelhante a um bairro madrilenho que a umha cidade galaica propriamente dita; os filhos saim educados da casa em castelám e excluidos da cultura e tradiçom galaica na sua ampla maioria.

A capital castelã, Madrid, nunca tivo esse problema, pese a receber sempre migraçons intra-espanholas sempre foi regida pola norma centralista do estado que à sua vez coincidia com a cultura da naçom castelã, é por isso que um nacionalista espanhol em terras castelãs nom desentoa tanto como no resto de naçons hispânicas, e isso tivo como resultado a adaptaçom quase perfeita das gentes vidas do resto do estado. Quem nom conhece a filhos de emigrantes galaicos (galegos e asturianos) em Madrid que som dos melhores militantes de qualquer Falange, ou que som dos mais destacados membros dos grupos ultra-futeboleiros como Ultrassur e Frente Atlético? 

Qual é a tua Etnia?

Um exemplo de adaptaçom total a etnia, é a gaiteira galaica Susana Seivane. É de origem galaico e castelám (a sua nai é andaluza); mas a sua língua é a galega, vive sumergida na cultura galaica defendendo-a fervorosamente, e em definitiva soubo fundir-se com a naçom que lhe deu acolhida.



Um outro exemplo étnico é o caso do bascom Iñaki Perurena, fazendo-se-nos indiferente a ideologia que professe dentro do nacionalismo bascom.



É um homem fiel à tradiçom do sangue e a terra à qual pertence; do melhor no desporto nacional harriiasoketa, no eido cultural como poeta em língua bascona e bertsolari. Em política publicou artigos na defesa da identidade de Nabarra como eixo da nacionalidade bascona. E o mais importante para nós, deixa todo o seu legado ensinado aos seus próprios filhos.

Perurena dando liçons de história da sua pátria a um maketo ignorante



Exemplos como estes som os que queremos para todas as naçons europeias, é o material humano necessário para vertebrar umha verdade EUROPA, grande em CULTURA e sã RACIALMENTE.

Que alguem nom seja um exemplo étnico como ocorre na maioria de exemplos de nacionalistas espanhois polas suas diversas origens, nom quer dizer que o resto também o sejamos, ou que tenhamos que aceitar a sua história como única. Os modelos étnicos nom os atoparemos nas cidades ou povos grandes da nossa pátria, sempre apareceram nas zonas rurais, e com eles devemos trabalhar e tomar exemplo.

Sabemos que como ARIANOS temos um inimigo primordial que é o Multirracialismo Mundial, mas nom por isso imos esquece-nos dos problemas que como Europeus temos, e que ademais forom problemas projectados dende ideologias que promovem precisamente o mundialismo a escada menor.


segunda-feira, 9 de setembro de 2013

A guerra N-S contra o cancro

"Tens o dever de estar saudável"

 “Quantos de nós sabemos que os prisioneiros de Dachau produzirom mel orgânico? Ou que os agentes de saúde Nacional-Socialistas lançarom a campanha anti-cigarro mais poderosa do mundo? Quantos de nós sabemos que a guerra dos Nacional-Socialistas contra o cancro era a mais agressiva no mundo?”

Estas reivindicaçons som feitas por Robert Proctor, um mestre de História da Ciência da Universidade do Estado da Pensilvânia, no seu livro “The Nazi War on Cancer”.

“Os nutricionistas Nacional-Socialistas destacaram a importância dumha dieta isenta de corantes e de conservantes petroquímicos; os agentes de saúde Nacional-Socialistas realçarom as virtudes do pam integral (Vollkornbrot) e dos alimentos ricos em vitaminas e fibras. Muitos Nacional-Socialistas eram ambientalistas e muitos eram vegetarianos. A proteçom das espécies era umha preocupaçom constante, tal como o bem-estar dos animais.”

 Eles também informarom às mulheres sobor a importância do auto-exame da mama (Selbstbrustuntersuchung) e introduziam exames de raio-x para reduzir a taxa de cancro de mama na populaçom germana.

Campanha Anti-Tabaco


E foi na Germânia N-S, no final da década de 30, onde o caráter de dependência (vício) do tabaco foi primeiramente descrito.

 Os médicos germanos, como alguns hoje em dia, ousaram mesmo a desafiar a indústria de tabaco nacional, umha importante entidade econômica antes e durante a guerra. Por exemplo, logo em 1929, Fritz Lickint publicou dados que ligavam o cancro dos pulmons aos cigarros. Em 1939 publicou o “Tabak und Organismus” (tabaco e o organismo), um tratado de 1100 páginas produzido em colaboraçom com o “Comitê do Reich para o esforço contra as drogas” e a “Liga Germana Anti-Tabaco”.

 Lickint indicou só que o tabaco era a causa do cancro ao longo do Rauchstrasse (“caminho do fumo”, ou seja, beiços, língua, boca, esôfago, traquéia e pulmons), como também umha causa de arteriosclerose. Ele mesmo etiquetou o Passivrauchen ("fumo passivo") como um perigo grave para os nom-fumantes.

 O primeiro Campo de Trabalho Nacional-Socialista, Dachau, “vangloriou-se eventualmente como a maior estaçom da procura médico-botânica no mundo, com 1000 prisioneiros cultivando, secando e empacotando ervas medicinais e especiarias de 200 acres tediosamente cultivados, que produzirom quase todos os temperos do exército durante a guerra.”

 “Os judeus nom forom ditos ser mais ou menos propensos ao cancro; os judeus forom ditos igualmente serem os provedores do cancro, em variadas maneiras. A conferência de 1941 que comemorou a fundaçom do “Instituto anti-tabaco” (na cidade de Jena)… responsabilizou os judeus de terem introduzindo o tabaco na Germânia, e os judeus forom acusados pola dominaçom dos centros de importaçom do tabaco em Amsterdam. Os judeus forom indicados igualmente de negociar outros produtos perigosos. Hugo Kleine, num popular livro de nutriçom, responsabilizou os “especiais interesses capitalistas” e as “meio-mulheres judeas masculinizadas” pola deterioraçom dos alimentos algermanos, com o cancro como conseqüência.”

 "Tens o dever de estar saudável"

O partido Nacional-Socialista proibiu o uso do cigarro em muitos lares públicos.

 O ato de fumar era visto como um vício e decadência, explorando o racismo de modo que os germanos parassem de fumar.

 A política Nacional-Socialista era "Du hast die Pflicht gesund zu sein für Volk und Staat" — pola Naçomo e polo Estado, vosté tem o dever de estar saudável. Este foi também o “tema do ano” das Mocidade Hitlerista (HJ), em 1942.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

A nossa simbologia


Gallaecia e o resto da Europa encaminha-se cara umha nova era. Um novo período histórico que precisará dumha nova simbologia. Nós queremos propor um símbolo milenário com o qual a nossa terra se poida abandeirar. Um símbolo que representa a origem celta do nosso povo e os seus valores espirituais: o trisquel.

O trisquel (trisquele ou triskel dependendo da escrita) é um motivo curvilíneo triplo utilizado polos celtas. Ténhem-se restaurado os trazes em moedas e jóias que datam a vezes de 450 ou 200 anos a.C, mais, em realidade, aparecem bastante antes dessa data. Os homens da Idade de Ferro já o utilizavam para enfeitar os seus megalitos.

Pero qual é o significado do trisquel? As opinions dos historiadores estám divididas sobre o tema: o trisquel significaria "as três pernas" em grego antigo. A forma espiral das ramas do trisquel som símbolo da vida, do dinamismo e do entusiasmo em contraposiçom a todo aquilo que está recto e semelha fijo. Significa por tanto o movimento da vida. Em bretom significa "os três raios". Certamente, assemelha-se ao Sol olhando cara os seus três braços, nas três direcçons, controlando o universo. Outros afirmam que representa o ciclo da vida (infáncia, madurez e velhez). Deste jeito também assemelharia ao que faz o Sol, que nasce e morre todos os dias. É possível que o trisquel represente as diferentes idades dum mesmo ser "a vigília", "o sono" e "o ensono". Pode representar também a passagem a través dos três mundos (céu, ar e terra) da cosmologia celta ou o que simboliza o passado, o presente e o futuro.

Os celtas codificárom os seus conhecimentos a través dos círculos: o círculo dos deuses, o círculo dos animais totêmicos, o círculo das cores, o círculo dos ventos, o círculo das árvores, o dos minerais... Três círculos som necessários para a conexom da consciência do humano e das diferentes formas do divino (terrestre e do ar). O trisquel é um dos círculos primários, um dos três círculos sem os que um nom pode começar umha aproximaçom da compreensom do mundo.

Por outra banda, volta-se de duas maneiras: um sentido positivo ou diurno e um negativo ou nocturno. Quando os círculos do trisquel se voltam cara a esquerda e cara abaixo é um símbolo bélico e maléfico anunciando umha guerra próxima. Quando os círculos se voltam cara a direita com sentido anticiclônico, simboliza a vitória e a paz. Topamos aqui o simbolismo das danças de guerra celtas que começam sempre por virar à esquerda, manifestaçom de desafio e hostilidade, pero que se rematam pondo à direita, símbolo da vitória.

A cifra três, como em muitas religions, é mui importante para os celtas. Também se topam três deuses fundamentais, três druidas primordiais, três deusas da guerra, três rainhas da Éire... O trisquel pode ser umha homenagem a todas essas personagens.



No passado da Gallaecia o trisquel tivo grande importáncia destacando o trisquel de Castromao que é um dos mais formosos por ser o único no mundo celta que é calado. Esta feito em granito. Ainda que existem outros com um desenho mais puro e geométrico, como o de Sam Cibram de Lãs, há-nos semelhantes ao de Castromao: dous no Castro da Tegra, dous em Briteiros, um em Armea, dous em Santa Luzia, …

Queremos que imagineis umha bandeira que num futuro nom mui afastado há desafiar ao vento na nossa terra. Um trisquel preto vai alojado no centro dum disco branco, à vez superposto sobre um fundo vermelho. O vermelho simboliza o socialismo, o branco o nacionalismo e o trisquel as tradiçons e os valores da naçom galaica.

Mentres tanto deixai-nos fazer umha sugestom. Prendedei-lhes lume a isses trapos que se ténhem por bandeiras galegas, levando no seu centro estrelas vermelhas ou coroas borbónicas, e içai umha vez mais os velhos estandartes nacionais. Já no 1932 o “Grupo Ultreia” utilizava a bandeira galega com o trisquel no meio. Assim, na “Carta da Organizaçom” descrevia-se do seguinte jeito: “4.- Cada Linha {doce dúcias -264- de rapazes} terá umha bandeira que será a galega azul e branca co trisquele no meio (...). A bandeira do Conselho é toda azul co trisquele cubrindo o campo da bandeira.”



segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Galiza, a naçom desconhecida. Ramon Bau




1. Introduçom
2. O nacionalismo galego.
3. A raça celta e sueva no nacionalismo galego.
4. Antisemitismo no nacionalismo galego.
5. O carácter nacional.
6. Vicente Risco e o Nacionalismo político.
7. A esquerda ‘’nacionalista’’.


Introduçom

Para compreender Galiza, haveria que começar por lembrar aquela deliciosa anedota que contava Castelão em SEMPRE EM GALIZA, e que me relatou un bom camarada galego, sobre o velho gaiteiro que levam para Madrid a tocar e que ao sentir saudades pergunta aos seus companheiros: “E quando voltaremos para Espanha?”. Sim, nom é questom de palavras mas sim de ‘estar em casa’. E o galego nom se sentia na sua casa em Madrid, e queria voltar à ‘sua Espanha’, como lhe tinham dito, à sua ‘Galiza’, desconhecida como nome, porém sentida como “a sua casa”.

Julgo ser necessário falar um pouco da Naçom Galega porque é para muitos a grande desconhecida, sempre oculta detrás de Bascos e Catalães, sempre longínqua na sua geografia e sempre esvaecida pola falta de agressividade nacional, que se refugia mais no sentimiento que no político.

Esta ausência de sentido nacional na sua classe dirigente, falando historicamente, tem a sua origem no que o cronista dos Reis Católicos, Zurita, menciona quando fala das medidas tomadas por estes contra os revoltados galegos, medidas que chama ‘’Doma e Castraçom do reino de Galiza’’; isto nom é retórica de um escrivão senom que foi rigorosamente real. Esta castraçom deixou a Galiza sem nobreza e clero próprios, sem direcçom autóctone, um povo perdido de campesinhos e marinheiros dirigidos por estrangeiros. Nestas circunstâncias Galiza nom é quem de gerar umha burguesia própria, sendo estrangeira a pouca que pode haver, catalã, basca e também algo castelhana, instalando as primeiras fábricas neste país. A propósito, é significativo mencionar que os bascos chegados a Galiza acabam por se integrar, de facto temos exemplos significativos dentro do nacionalismo galaico de basco-galegos, sem ir mais longe o próprio Murguia é de mai basca. Os catalães nom botarám raízes e irám-se.
É todo isto que explica o menor vigor do nacionalismo galego frente ao basco, dotado de umhas classes dirigentes próprias que puderom apoiar economicamente o acordar da naçom basca. No entanto, os galegos lidarom com umhas classes dirigentes estrangeiras e hostis, tendendo a ser umha naçom humilhada que se envergonha do seu próprio ser. Porém, tivo grandes pensadores, artistas, e tem a sua língua, bem como o seu sentido étnico e a sua identidade nacional. Daí termos escolhido a dous dos grandes representantes do galeguismo: Manuel de Murguia e Vicente Risco. E como sempre, ambos som um exemplo (um mais que o outro, mas sempre os dous) do sentido étnico nacional que defendemos.

Manuel de Murguia (1833-1923) nom é um nacionalista tal e como hoje entendemos o termo, é un homem do seu tempo; porém, sim é fundamental na hora da gênese do nacionalismo moderno galego cujas teses teóricas desenvolverá Vicente Risco. Murguia é um estudioso da identidade galega, um romântico amante de Galiza, íntimo amigo de Eduardo Pondal, o mais grande poeta que cantou a esta terra. Murguia conhece a obra de Gobineau, conhece Darwin, e portanto é um homem ciente das doutrinas da nacionalidade imperantes nessa época. É, junto a Benito Vicetto, o primeiro em classificar os galegos como pertencentes à grande família dos povos arianos, algo que recolheria com mais força Vicente Risco, quem após a sua viagem a Mitteleuropa, sobretodo pola sua experiência alemã, introduzirá um forte carácter racista no pensamento nacionalista galego, a determinaçom da singularidade galega através da nossa específica raça (ligur-celto-germana), introduzindo termos como VOLKGEIST ou escrevendo ensaios como ‘’O sentimento da terra na raça galega’’.

Vicente Risco é o nacionalismo galego, conhecedor dos românticos alemães e da cultura Europeia, en Galiza traduze-se a Spengler através do grupo de Risco, ele próprio escreve umha obra sobre a decadência do ocidente que se adianta nuns anos à spengleriana. De Risco poderia-se dizer que é um NS, mas nom na acepçom militarista e imperialista da que tanto gostam alguns filofascistas, senom mais bem na que lhe dá Walter Darré em BLUT UND BODEN. Devemos fugir desses que dam ‘certificaçons de ser NS’, podemos dizer que o NS é umha síntese de algo que se manifesta em cada povo de umha forma externa distinta, mas que na sua essência mantém uns valores comuns, inclusivamente presentes na própria Alemania sob outras denominaçons, como em parte da revoluçom conservadora alemã, e é aí onde teria o lugar mais adequado Vicente Risco, de forma que é NS mas nom umha caricatura alemã transladada à Galiza, senom a forma do povo galego de ser NS.

Talvez a obra fundamental de Vicente Risco é MITTELEUROPA, que é a crónica da sua viagem polo centro de Europa, certamente reveladora por dous aspectos:
a) Que nom se tem de ser alemám para ser NS, porque em Galiza houvo contemporâneos de Hitler que de forma independente chegaron a umha semelhante cosmovisom, à vez própria dos povos arianos.

b) Descobrir que a muitos galegos lhes acontece o mesmo que ao gaiteiro de Castelão, confundem Espanha com Galiza, e é com Risco que descobrem a própria nacionalidade e com isso o próprio Ser.

De Vicente Risco podem-se comprar as suas obras “Completas’’ que estám editadas por Galaxia. Os livros que se podem encontrar en castelhano, exceptuando as novelas, que estám todas traduzidas, seriam:
- A História dos judeus desde a destruiçom do Templo (Nom está nas obras ‘’completas’’ e é muito difícil de encontrar). Há, no mínimo, duas ediçons, umha anterior à guerra mundial e outra posterior. Nom estamos ante um panegírico antijudeu, senom ante umha história objectiva do judaísmo mundial, o que aos olhos dos censores da Nova Ordem fai dele umha obra antisemita.
- A já mencionada Mitteleuropa.
- As Trevas do Ocidente (Um precedente do que mais tarde seria ‘’A Decadência do Ocidente’’ de Spengler)
- Teoria do nacionalismo galego, do que falaremos mais para a frente.
- O problema político de Galiza (Obra bastante suave em castelhano)

Ora bem, existe un livro titulado ‘’Léria’’ só em galego e que está recolhido nas obras ‘’completas’’, mas que é de grande interesse para compreender o nacionalismo revolucionário e racial de Risco. Esta obra recolhe umha série de ensaios de Vicente Risco do maior interesse como os intitulados ‘’O sentimento da terra na raça galega’’, ‘’Karma’’ ou algum outro dedicado ao Romantismo.

O NACIONALISMO GALEGO

Da mesma forma que, em Catalunya, para compreender o catalanismo primeiro hai que compreender o romantismo catalán e a sua ‘Renaixença’, deveriamos fazer o mesmo com a Naçom Galega.
Devemos fazer umha retrospectiva que dê umha ideia geral sobre as origens e posterior desenvolvimento do mesmo, fazendo mençom breve das pessoas mais destacadas, em suma, umha breve história do nacionalismo galego, e quando digo nacionalismo originário, devemos referir-nos ao que nós chamamos de ‘’direita nacional’’ mais ou menos ‘’nazificado’’ consciente ou inconscientemente.

Em Galiza, este nacionalismo na sua expressom política pública morre em 1936, e devemos dizer que estava fortemente ligado com os movimentos análogos da época em Euskalerria e Catalunya. Seguramente esta uniom era mais intensa com os catalães, polo menos no nível dos contactos (já provenientes da época de Murguia), embora ideologicamente, sobretodo na concepçom racial da nacionalidade, encontrava-se próxima dos ideólogos da naçom basca: como em Euskadi, umha importante parte dos nacionalistas galegos provenhem do carlismo. Som precisamente os carlistas galegos de Ourense a última expressom desse nacionalismo de ‘’direitas’’ galego nos anos 70, quando fam um apelo para um grande pacto entre naçons soberanas de Ibéria para constituir um estado confederal, muito distante da Espanha borbónica constitucional e tremendamente centralista que se dissimula sob esse eufemismo do “estado das autonomias”.

Podemos portanto citar a Verea en 1838 ou a Benito Vicetto con 8 volumes em 1873. Estes já começam a estudar em sério o galeguismo mas sem aprofundar mais. Alfredo Branhas, um dos clássicos do tradicionalismo galego, escreveu: ‘O conceito de pátria’ em 1891, já fala de naçom desde a sua óptica tradicional, romântica e católica de Galiza.

Porém, neste pequeno estudo, vamos centrar-nos em Manuel de Murguia precisamente porque é a base ‘’tradicional’’ de um galeguismo nacional.
A sua História de Galiza, publicada de 1865 a 1911 em cinco volumes, tem como grande novidade a de iniciar o facto de compreender Galiza como naçom.
‘’A península ibérica nom constitui umha entidade nacional, e o que é mais grave, evidencia-se assimesmo que se encontra desde logo dividida em grandes fragmentos territoriais que informam respectivamente o sangue e a tradiçom. O pensamento que abrigam dá-lhes fisonomias próprias e condiçons de verdadeira nacionalidade. Até tal ponto e com tal força que cada umha das agrupaçons em que aparece naquela altura dividida a Península dá vida a umha civilizaçom e cria umha língua, signo o mais característico e declarado de toda nacionalidade legítima’’.

Em ‘El Regionalismo’, publicado no El Eco de Galicia em 1899, diz Murguia:
‘’Galiza tem território perfeitamente delimitado, raça, língua distinta, história e condiçons criadas mercê a essa mesma diversidade, e portanto necessidades que ela só mede em toda a sua intensidade, aspiraçons que ela só sabe aonde chegam. Constitui, pois, umha Naçom porque tem todos os caracteres próprios de umha nacionalidade’. Mas, é mister esclarecer qual é a noçom de ‘nacionalidade’ que tem Murguia.

Em ‘El Regionalismo gallego’ diz: ‘’Segundo Manzini, e é a definiçom que aceitamos, naçom é umha comunidade natural de homens que, unidos numha vida comum polo território, a origem, os costumes e a língua, tenhem consciência dessa comunidade’’.

É importante neste momento comentar as duas variantes na concepçom do nacionalismo mais importantes:

1. Umha liberal, o nacionalismo jacobino, na que a cidadania está dada pola lei, unida ao conceito de Estado, conceito fronteiriço, nascido como Estado burguês na França, que absorve todo poder e decisão frente à sociedade civil. Robespierre diz: ‘’queremos umha ordem de cousas na que as distinçons nom nasçam senom da igualdade mesma’’. E o mais igual é um papel onde um organismo artificial chamado Estado indica qual é a ‘nacionalidade’ que se tem, seja qual for a nossa origem, cultura, história, e mesmo vontade, quer dizer, os nossos elementos naturais.

2. Um conceito orgânico, de origem histórica e racial, defensor da identidade de cada povo face à unificaçom igualitária de umha administraçom, que tem umha raíz imediata no germânico e que obtém o seu último exemplo no NS, ao definir claramente a origem étnico-cultural da nacionalidade, que comporta para um racialista a existência de umha comunidade de certa semelhança ou origem étnica, cultural e lingüística como parte essencial da nacionalidade. Esta tendência, que é a nossa, baseia-se em ideias fundamentais como:

• A Comunidade é superior ao individualismo. O egoísmo individual é um erro, o socialismo nom é só de economia, é umha vontade da comunidade de ser justa em todo acima de qualquer interesse particular.
• Umha forma de ser ligada ao Povo, nom como norma única, senom como expressom dessa generalidade cultural e étnica, e portanto o Povo e a Comunidade ficam por acima dos actos administrativos ou jurídicos.
• Umha vontade de defesa da componente étnica e cultural frente às invasões maciças de outros povos ou as imposiçons de outros poderes como o dinheiro ou os desejos de outros povos.
O mundo democrático baseia-se na primeira concepçom, legalista, robespierriana, genocida de diferenças e povos. A segunda tem, em troca, as grandes tendências que é necessário compreender para a abordagem do tema galego (como o catalán ou basco).

Murguia, como Manzini, inclui a necessidade de umha vontade de ser Naçom no povo para obter a ‘nacionalidade’. Baseia-se por completo no conceito orgânico, e por isso estabelece claramente como condiçom da nacionalidade o conceito de ‘ORIGEM’ comum, mas acresce um voluntarismo que está acima dos elementos naturais.

Este tema é importante pois marcará o início da diferença que levará a umha oposiçom entre fascismo e nacionalsocialismo no tema nacional, diferença que foi a pedra angular dos problemas en Espanha.

Murguia, com Manzini e outros, exige AMBAS AS DUAS REALIDADES, umha base natural e umha vontade político-histórica de nacionalidade. Porém, mais tarde os fascistas eliminarom a parte de base natural e convertirom a nacionalidade num mero destino histórico, umha simples vontade de poder, o que permite o imperialismo e a dominaçom de vários povos num só destino forçado chamado Estado, que lhes é superior e anula os direitos de diferença de raça e cultura, o que foi a base do fascismo e do seu genocídio contra os povos.

Murguia acrescenta sempre essa vontade, que podemos chamar consciência nacional de fazê-la efectiva (tema que foi essencial no caso galego como veremos). Vejamos o que escreve Manzini em ‘Aos jovens da Itália’ 1859:
‘’Língua, território, raça, mais nom som que indícios de nacionalidade, em precário, como confirma toda a tradiçom histórica, quando nom som vinculados polo longo desenvolvimento de umha vida colectiva diferenciada dos caracteres alheios’’.

Em ‘Da nacionalidade como fundamento do direito de gentes’, 1873, diz que os elementos naturais ‘nom som suficientes’, necessita-se essa consciência nacional.
Nada mais longe de Murguia que esse fascismo imperialista e estatalista, Murguia repugna o jacobinismo e o conceito jurídico de ‘naçom’ e também todo domínio antipopular. Claramente indica que se identifica com a necessidade de Origem, Raça, História, Cultura e Território comum mas ADEMAIS disso necessita-se umha consciência de naçom. Quer dizer, hai povos com essa origem, língua, e cultura comuns, e esses serám Naçom se tenhem consciência de tal, como objectivo político a lograr. Caso contrário, serán só ‘turbas’ sem identidade comunitária real embora sim ‘natural’
Para Murguia, Raça, Língua e Cultura som o alicerce essencial da Naçom. E só necessita umha vontade política para merecer sê-lo. E por isso som antiliberais, contrários à igualdade do voto, etcétera
Para Murguia o nacionalismo galego baseia-se em História e Raça. A ‘Naçom de Breogám’.

A Naçom de Breogám é a pátria do rei celta Breogám, o mítico rei do livro das invasões irlandesas, cujos filhos povoam Irlanda tendo saído de Galiza. A naçom de Breogám é Galiza, nom Espanha como às vezes a manipulaçom fai aparecer nas traduçons ao castelhano para desanimar o galeguismo. É pois a Naçom que constitui o primeiro estado européu germano-romano com a soberania sueva em Gallaecia, e única naçom reconhecida e nom conquistada por Al-Andalus na península Ibérica.

A RAÇA CELTA E SUEVA NO NACIONALISMO GALEGO

O nacionalismo galego é claramente étnico, diríamos que mais étnico que o catalám, pois tem umha consciência de origem étnica diferencial mais clara que aquele, no que há umha base étnica menos definida (frente às diferenças culturais e históricas muito mais desenvolvidas, embora o elemento étnico não esteja por completo ausente).

Com influências de Gobineau (o seu livro ‘A Desigualdade das Raças humanas’) e de H.S.Chamberlain (‘Os Fundamentos do século XIX’) e de Louis Gumplowicz (‘A luita das raças: Investigaçom sociológica’), dentro desta linha o que chateia enormemente aos intelectuais democratas do sistema é a profundizaçom no tema celta e suevo.

Maurice Barees já falou disso muito, em parte para afastar França da herança germana e ligá-la umha outra herança celta própria.
Esta tendência racial tem também as suas bases no historiador Taine, para quem a Raça é a fonte primeira dos povos, ou na influência de Carlyle, racista que defende a arianidade frente à negritude ou o semitismo, por exemplo.

Diz Murguia: ‘’O povo galego leva ainda impressos no rosto os sinais inequívocos da raça à que pertence’’ (História de Galiza)
‘’Bem é verdade que nom soubemos conservar a nossa raça protegida de toda irrupçom e que a cada momento vemos como o colono romano se mistura e confunde com os homens de origem céltica’’.

Fala de arianidade sem hesitaçom e como algo superior a toda outra origem. ‘’É mais, o ário nos seus começos é superior ao preto, em todo o esplendor da sua civilizaçom possível’’. Manzini já o dizia também, porém de umha maneira muito mais moderada.

A origem celta de Galiza é o alicerce da ‘razom de origem’ de Murguia sobre o povo galego, tal como já figeram outros historiadores como Verea. ‘Pola linguagem, pola religiom, pola arte, pola raça, está o povo galego ligado à grande e nobilíssima familia ariana’.

Mas dentro dessa raíz ariana, que contrapom às influências semitas que puderam ter ficado noutras zonas após o domínio árabe (algo que nem sempre é exacto, pois o influxo semita e judeu foi muito escasso logo das expulsões dos Reis Católicos), a particularidade de Galiza está na origem celta (que na realidade partilha com Astúrias e algumhas zonas santanderinas da costa norte de Espanha, ademais das bases de outras famílias celtas na França e Inglaterra).
‘’Esta costa selvagem que se extende desde o cabo de Ortegal ao de Finisterra povoada está pola mais pura raça céltica’’.

‘” No mínimo, nas províncias da Corunha e Lugo o tipo celta domina a todos… A populaçom galega é céltica com alguns núcleos romanos. Assim, a preponderância da raça celta na Galiza é um facto evidente’’ (História de Galiza)
E pormenoriza: ‘’O tipo céltico que se conhece na Galiza é o que Amadeu Thierry chama galaico e cujos caracteres som, segundo Berard, cabeça mais redonda do que oval, feiçons arredondadas e mediana estatura, o nariz nom vem recto desde a frente senom que a separa umha depressom…’’. Como vemos nom fala de umha simples diferença de cultura ou língua senom de racismo global.

Na sua obra ‘’Galiza’’ dedica mais de 100 páginas a tratar da raça celta e Galiza. Pormenoriza os seus mitos e religiões, tradiçons, costumes, e relaciona todas elas com a origem celta. Depois do esquecimento imposto, a essência celta impregna toda a vida galega, as suas tradiçons e costumes mais arreigadas.
Ainda mais, Murguia acha que dessa raíz celta é donde deve sair a seiva de umha restauraçom nacional galega.

‘’A antiga raça céltica guarda nas suas entranhas um princípio vitalista tal que a caducidade lhe devolve a juventude. Nom, nem morta, nem esquecida, nem por completo vencida, antes viva e pronta para o novo triunfo, paira na sociedade moderna, infiltra-lhe a sua seiva, dando-lhe aquele rigor próprio dos homens da sua raça, faz com que todo converja num ponto e seja responsável pola reconstruçom de aquele poderoso império céltico. Em pé temos os monumentos, os costumes, a raça mesma.’’

Portanto Galiza nom foi celta, senom que é celta. Galiza foi um estado independente organizado segundo o modelo celta.

‘Hoje em dia prevalece ainda no nosso país aquela organizaçom, aqueles instintos, aqueles mesmos antigos costumes, numha palavra o seu eterno modo de ser’’ (Galiza)
Por isso define o campesinhado e os pescadores como a essência do povo galego e mostra como parte das suas tradiçons o culto ao sol, o druidismo, o amor à natureza e em especial às àrvores, o deus inominado genérico, todo isso manifestado na arte e costumes populares.

Nom é o único em falar da raça galega, diz S. Isidoro de Sevilha: ‘’Galegos ditos assim pola sua brancura, polo que também se chamam galos. Som mais brancos que os demais povos de Espanha’’ no livro 9 das suas Etimologias.
O credo de Murguia resume-se assim:
Acreditamos:

1. Na persistência e extenso domínio do tipo celta no nosso país.
2. En que as demais gentes que se assentarom na Galiza, com a excepçom dos Suevos, nom tiverom grande importância etnográfica.
3. Que encontramos umha perfeita semelhança entre os galegos de hoje e de sempre e os celtas da Europa antiga e moderna.’
Como vemos hai outra achega básica em Galiza, a invasom dos suevos, outra tribo ariana de origem germânica.

A invasom sueva acaba com a mínima romanizaçom que introduzira o frágil domínio de Roma na zona galega, e efectiva umha reconstruçom nacional ao criar a monarquia sueva independente en Galiza.
Dessa forma as leis, linguagem e organizaçom social galegas nom fôrom romanizadas senom que provenhem de um substrato celta e umha organizaçom sueva. O caso suevo, esquecido, sempre minorizado e desprezado, porém na realidade constitui um rasgo único na península Ibérica. O tema suevo é simplesmente fascinante, primeiro pola sua importância, uns 30.000 suevos chegam a umha regiom habitada por uns 100.000 autóctones e, segundo, polo facto da sua chegada a esta longínqua regiom, e ante isto podemos achar umha das provas mais inconfundíveis de que uniriam os celtas galaicos com os celtas da Gália (dizer que em Galiza houvo no mínimo duas línguas celtas, por um lado o lusitano e por outro o galo); e é que os suevos nom som un povo puramente germânico senom que está fortemente celtizado pola sua relaçom com a Gália, devemos lembrar que galos e suevos combatem conjuntamente os invasores romanos. Naquela altura, talvez os suevos partirom para umha terra que já conheciam polas histórias de anteriores migraçons galas à Gallaecia.

Devemos dizer que o proceso de germanizaçom de Galiza é tam amplo e profundo que mais do 60% da toponímia galaica é de origem germânica, realidade inaudita no resto da Península Ibérica. Que na Alta Idade Media os nomes mais comuns que utilizava a populaçom som germanos como assim demonstram os documentos, chegando a afirmar algum experto que no caso de que alguém que nom conhecesse este país acedesse a estes documentos creria que estava perante um país germânico. Que os suevos de forma surpreendente integram-se com a maior perfeiçom com a populaçom autóctone eliminando a pequena resistência dos elementos parasitas que ficaram como resto da dirigência romano-galaica. Que estabelecem o primeiro estado germânico-romano moderno en Europa, desde logo esta é a evidência da estreitíssima relaçom do nosso país com o mundo atlântico, germânico e escandinavo, e nom o digo eu, senom que o dizem os expertos alemães, estudiosos do mundo castrejo e suevo, um mundo castrejo que nom existe no resto da península, e que esses mesmos expertos relacionam com o mundo atlântico e germânico.
Murguia fala de um dos personagens nacionais galegos, Gelmírez, indicando que é de linhagem sueva, vindo do do Hildemir suevo, como defende Murguia na sua obra ‘Diego Gelmírez’ (1898.). Nom todos os nacionalistas galegos concordam totalmente com Murguia.

Gelmírez era arcebispo de Santiago, senhor da Terra de Santiago. Murguia, por exemplo, louva-o já que coroou um rei de Galiza, umha simples marionete. Porém, outros indicam que nom era suevo, Gelmírez é galego mas a sua linhagem pertence aos Francos de Borgonha.

O herói nacional galego é Pedro Pardo de Cela, o Braveheart galaico, morto o 17 de Dezembro de 1483 por ordem de Fernando e da ilegítima Isabel de Castela. Pardo de Cela, junto com Pedro Álvarez de Soutomaior, combateu sem descanso as pretensões de domínio em Galiza dos reis de Castela até os dous serem derrotados e mortos; com eles calou Galiza, de ter vencido, a história seria muito diferente para Galiza… esse pretenso ‘destino histórico’ às vezes nada mais é do que o resultado de umha guerra, nom de umha justiça ou de umha actuaçom lógica com o povo.

ANTISEMITISMO NO NACIONALISMO GALEGO


Hai dous princípios claros polos que o nacionalismo galego se opom ao mundo semítico, aspecto no que coincide com catalães e bascos.

1. Combater a ideia liberal, actualmente de moda nesse tema repetido e muito falseado de umha ‘Espanha’ cadinho de raças e culturas, e negar essa influência, para nada presente na Galiza. As achegas fenícias som as primeiras em serem estudadas. Os fenícios trouxerom comércio mas nom populaçom nem influência etnográfica em Espanha.

‘’Aquelas colónias, com a excepçom das que ocuparom a costa setentrional de África, jamais tiverom o carácter de verdadeiros factos etnográficos e em parte nenhumha fundarom um estabelecimento definitivo de raça semítica… nem a raça celta foi substituída em qualquer parte do nosso país, nem sequer misturada com a de aqueles mercaderes’’ (História de Galiza)

2. Este tema é bastante claro em toda Espanha e nom apresenta em geral dificuldade. Em troca, a influência árabe, ou por melhor dizer, mourisca, sim é um tema que devemos estudar porque é muito utilizado, no meu ver erroneamente, por bascos, galegos e catalães como elemento diferenciador.

A invasom mourisca de Espanha durante séculos criou a falsa ideia de umha semitizaçom da raça na Espanha que estivo dominada de forma mais contínua polo Islám. O nacionalismo basco, catalám e galego tem a tendência a alegrar-se grandemente de que os seus territórios nunca fôrom realmente ocupados, ou nom de forma real e prolongada e que a sua resistência os impediu de toda miscigenaçom com as raças mouriscas. Colocado isto, apresentam umha ‘Espanha’ com maior contributo mestiço latino-ibero-mourisco frente à que apresentam a sua raça celta/sueva, basca ou ocitana sem mácula. Esta perspectiva tem umha base real: Nom houvo nunca influência etnográfica nem cultural nem vivencial da invasom mourísca na Galiza, nem na cornija Norte astur e santanderina, basca ou pirenaica, incluída Huesca e a Catalunya Velha.

Murguia coloca o elemento semítico como o arquétipo contrário ao ariano.
‘’A sua influência detem-se no superficial e no que diz respeito à comodidade das classes ricas. O resto é-lhes alheio. O vigor celta-germano dos povos do noroeste é-lhes superior nas cousas da inteligência e o coraçom‘’. (Discurso nos Jogos Florais de Tui, 1891).

‘’Em nada se manifesta a influência árabe nem se vê que fosse necessária para cousa nenhumha’’ (História de Galiza)
Porém, apresenta um erro, pensar que sim houvo miscigenaçom racial mourisca em Castela ou nas populaçons actuais de Andaluzia e as zonas que si fôrom duradoiramente ocupadas por reinos mouriscos.
A invasom mourisca nom foi tanto etnográfica como militar e cultural, embora achegasse milhares de elementos mouriscos, sem quaisquer dúvidas. Porém, a reconquista nom foi apenas umha conquista militar senom umha progressiva expulsom da populaçom e cultura mais ligada ao Islám, nomeadamente a racialmente mourisca.

Toda a tradiçom castelhana é de rejeiçom do ‘moro’ e da sua segregaçom e expulsom quase maciça final. A firmeza religiosa e racial dos castelhanos e catalano-aragoneses na Andaluzia e Valência foi absoluta. Repovoamento, expulsom e insistência na vergonha da miscigenaçom com gentes de raça obscura. Embora seja certo que a influência cultural árabe é evidente em arte e palavras, etc… a sua influência étnica é mínima após a expulsom maciça de judeus e mouriscos.

Os povos castelhanos que rodeiam Galiza som tan arianos como os galegos, e ocorre o mesmo com os que rodeiam Catalunya, embora haja diferenças étnico-culturais que validam umha nacionalidade popular própria, mas isso nom deve implicar um intento de semitizar o resto de Espanha para assim justificar umha maior diferença, que realmente nom existe.

Mas Murguia, e a verdade é que a maioria de nacionalistas catalães e bascos, nom deixam de aproveitar esse mito da Espanha con miscigenaçom mourisca para marcar distâncias e justificar mais a sua diferença: ‘’Na mesma família, que é onde permanecem com mais força os rasgos fundamentais de cada povo, aparecedes tam diferentes de nós como a família semita da ariana… Os homens do Korám, os semitas, que ainda andam errantes como sombras polas terras de Espanha só importan porque som um perigo e um estorvo’’ (Discurso nos Jogos Florais de Tui 1891) ou “‘…Espanha, onde vivem em perpétuo conflito intelectual povos verdadeiramente européus e povos cuja origem, cuja raça e cultura, som africanos’’.

Sem dúvida o tema nom é tanto de crítica racial como geográfica e cultural. Murguia nom nega a Espanha ariana castelhana, mas o que defende é que o povo galego vive numhas condiçons étnicas e geográficas absolutamente distintas ao da zona castelhana do sul. Nom olha tanto a Astúrias ou Santander ou a Leom, senom que marca as diferenças de geografia e vizinhança da Castela romanizada e íbera, frente à sueva e celta Galiza.

A ideia de ‘o espanhol’ como ‘mestiço’ nom deixa de ter defensores entre os falangistas, nem só os actuais, senom personagens como Jiménez Caballero e outros do nacionalismo espanhol que definem Espanha como crisol de raças e culturas afastando-a de Europa, e querendo justificar a ‘irmandade’ com a mestiçagem índia sudamericana. A ideia, aceitável, de irmanar-se com Hispanoamérica leva alguns à teima de querer mestiçar a sua origem para ‘ser mais irmãos’ da mestiçagem hispanoamericana, que nalguns países é enorme.
O antieuropeismo, e com isso certa rejeiçom àl arianidade (que se vê como algo nórdico, quando para nada o é) estivo presente no nacionalismo espanhol e com isso favoreceu a crítica de galegos ou bascos a essa ‘Espanha semítica’. Mais fácil ainda o acabam de pôr os políticos moro-andaluzistas que acham que podem conseguir ‘autonomia’ (en realidade votos e poder local) a câmbio de fomentar a ideia absurda de umha Andaluzia mourisca e anticastelhana.

Está depois o tema latino, a herança de Roma. Sem dúvida, outra das características mais profundamente arreigadas no pensamento nacionalista galego é o desprezo absoluto por Roma, a exaltaçom do ‘’bárbaro’’ frente ao ‘’civilizado’’, do tradicional frente ao progresso. Aqui temos outra nota significativa que nos afasta inevitavelmente do pensamento espanhol nacionalista que se declara inconfundivelmente romano. Roma é ariana, e nom é pois um tema racial, é um tema de descendência cultural. Bascos e galegos nom sentem a descendência romana senom sueva e celta (para os galegos) e basca em si mesma para os bascos. Isto separa-os dos catalães que sim sentem a sua origem na Provença e a Roma mediterrânica europeia.

2. A oposiçom à mentalidade judia, vista como usurária e fenícia. A realidade é que nom houvo implantaçom judía em Bascónia nem Galiza, e isso sem dúvida é algo que valoram dentro dessa falta de influência semítica geral. É certo que as maiores comunidades judias estiverom em Castela (Toledo por exemplo) e zonas catalano-baleares. Principalmente em Castela como banqueiros-usurários da nobreza e no mediterrâneo como comerciantes. Porém, de ambos os encraves fôrom expulsos maciçamente e a influência judia endógena (dos judeu-espanhóis) em Espanha nunca foi importante desde esse momento até os tempos do liberalismo moderno, nomeadamente devido às achegas do poder judeu de outros países.

3. É muito certo que houvo épocas nas que escrivãos judeus conversos tiverom muito a dizer, por nom falar da sua influência total e absoluta na corte dos Reis Católicos e depois na de Carlos I (ler OS BANQUEIROS DE CARLOS V, umha tese doutoral essencial para este tema). Houvo sem dúvida usura e influências nefastas dessa elite sionista sobre a política imperialista, que ignorou muitas veces a justiça e a própria raíz Castelhana à custa do dinheiro e o poder. Mas, nom hai que esquecer que foi Castela, o povo castelhano, o primeiro em receber castigos por esse imperialismo do ouro que os próprios génios de Castela, desde Quevedo a Azorín denunciarom


O CARÁCTER NACIONAL

Para Murguia hai um carácter nacional que dá forma comum, o que nom significa unánime, ao povo galego, descreve a forma de ser medida do galego, da mesma forma que hai umhas tradiçons, mitos, usos, etc…
Neste tema hai que evitar mais umha vez os dous extremos. Os que negam todo e acreditam que todo isso nada mais é do que algo artificial e falso, já que todos somos iguais e todos teríamos as mesmas tradiçons ou usos e características populares se a educaçom, contexto e economia fossem iguais… exemplo dessa ESTUPIDEZ do homem nascido ‘tabula rasa’ como pensou Rousseau, pura utopia que nom existe.

Mas, por outro lado as simplificaçons excessivas podem acarretar modelos populares que som certos só em parte, tenhem umha parte educacional e de ambiência nom desprezável. Já Caro Baroja escreveu o livro ‘’El mito del carácter nacional’’ que, embora as suas exageraçons tem certa razom ao criticar a tendência de alguns en sublimar esse carácter nacional como imutável ou excessivamente uniforme.

Cada etnia leva escrita na sua genética umha certa predisposiçom, um quadro de possibilidades, mas o caminho exacto dentro deste quadro é determinado polo ambiente, a educaçom e as pressões diversas que recebe do exterior, e todo isso forma estatística, quer dizer, nom uniforme. Murguia acerta ao dizer que no entorno tradicional de educaçom, no respeito às formas clássicas que o povo galego tivo durante séculos, o seu carácter nacional maioritário é o descrito; porém, em circunstâncias distintas isto modifica-se e nengum povo é impermeável à propaganda e a manipulaçom des-educativa do mundo moderno.
Portanto, ao reclamar umha forma de ser nacional está-se a pedir nem só a preservaçom maioritária da raça senom um contexto educativo e vivencial adequado à criaçom desse carácter tradicional de épocas nom influídas pola educaçom liberal materialista moderna. Os racistas achamos que esse ‘’espírito’’ da raça é o natural e o que melhor se adapta a poder desenvolver ao máximo as possibilidades elevadas do povo, mas isso nom implica que só a raça vaia determinar sempre umha forma de ser, se nom dominamos o meio e as influências externas que outros povos podam criar.

Podemos resumir todo isto com as conclusões que Murguia estabelece:

1. A raça celta e sueva precedem toda possibilidade e som a base da nacionalidade.
2. É necessário que haja umha vontade nacional, um acordar do povo, da base étnica, que force a sua liberdade sobre influências externas e lhe permita umha ambiência tradicional, quer dizer, adequada ao carácter nacional galego.
3. Hai um confronto evidente com a romanizaçom e o semitismo. Nom aos costumes de origem semita, e nom a umha romanizaçom de Galiza forçada polo poder político.
4. O Galeguismo é interclassista, nom ao marxismo. A comunidade popular nom tem classes, senom que deve caminhar unida numha fraternidade controlada polo poder político dessa mesma comunidade. A lealdade à comunidade popular será umha grande mestra contra o egoismo e a exploraçom de classes.
5. A raíz ariana galega une Galiza com Europa, com o seu mito e destino, e representa um caminho européu comum frente às influências multiculturais e as invasões migratórias ou culturais semitas ou africanas.
Esta visom de modernizaçom europeia do galeguismo, visível também na essência do nacionalismo de Catalunya e na raíz do nacionalismo Basco (muito diferente na sua essência mais radical e de maior consciência de povo, nom necessitando tanto o contacto com Europa mas sim manifestar a sua rejeiçom a serem espanhóis), nom implica, como alguns galeguistas actuais liberais pretendem, que Murguia gostasse hoje desta Europa de banqueiros semitas, às ordens de USA-Siom e invadida pola imigraçom maciça; nom, o que desejava era aquela Europa ariana, ainda moderna mas povoada por arianos, orgulhosa. Nada hai de liberal e democrático em Murguia e o seu galeguismo.

6. Rejeita o Estado Espanhol da Restauraçom monárquica, centralista, liberal e maçónico, apodrecido de partidos e interesses sórdidos, e pede um autogoverno soberano de Galiza (e de outros povos) que seja quem de regenerar mesmo a própria Espanha graças a essa regeneraçom das suas partes.
Nom hai em Murguia agressom a Espanha, nem ódios, nem sequer apelos para a volta a um passado já impossível. Pretende fundamentar as razões que merecem um nacionalismo galego soberano dentro de um plano de regeneraçom global que se baseie no populismo e nom no jacobinismo ou o materialismo do dinheiro.

Em Galiza é Vicente Risco quem recolhe a base de Murguia e constrói umha noçom de Raça e Povo claramente orientada no sentido NS. Se algo identificou o nacionalismo histórico galego é a sua profunda europeidade, atlântica e germânica (sueva). Na obra Mittleuropa de Risco, onde poderemos observar esta curiosa perspectiva, no encontro de Risco con espanhóis na Alemanha. Sabino Arana, o Dr.Robert e Vicente Risco som os três grandes embora com aspectos muito diferenciais na sua posiçom no que diz respeito a Espanha.

Sabino Arana é outra cousa, o tema basco hai que o estudar aparte, por duas razões:
Pola parte positiva: é un povo claramente diferenciado de Espanha, com umha clara componente racial, lingüística e natural como para ser umha Naçom, e ademais baseada no sangue e nos costumes e tradiçom, mais que na história ou na cultura. E portanto tem os pensadores nacionalistas mais racistas e contrários à democracia, a igualdade, o liberalismo e a invasom imigratória (que é ‘’socialista’’, precisamente porque nom é basca).
Pola parte negativa, envenenarom o seu nacionalismo popular com o ódio e isso conspurca toda a sua pureza ideológica e as suas razões, o ódio de Arana, que mais tarde nas mãos da besta marxista acaba en terrorismo leninista disfarçado de ‘’’nacionalismo’’’, criando umha nódoa infectada sobre o racismo e o populismo vasco ao aliarem-se com o terrorismo da internacional igualitária comunista-leninista. Umha dicotomia que nom saben como evitar e que os leva ao desastre. Sem esse terrorismo, o povo basco seria sem qualquer dúvida merecedor da maior soberania e nacionalidade.

VICENTE RISCO E O NACIONALISMO POLITICO


Nasce Vicente Martínez Risco em 1884 em Ourense, de profissom mestre; funda em 1917 a revista ‘La Centuria’, próxima ao Futurismo, com o seu texto ‘Nós, os inadaptados’ já mostra a sua rebeldia intelectual. Influências de Marinetti e colaboraçons de personagens como Roso de Luna, esotérico bem famoso em Espanha, exemplificam a sua tendência.

Mas, a sua tarefa nacionalista começa realmente com a formaçom de “As Irmandades de Fala”, apoiadas pola Lliga Catalana de Cambó, que em 1918 se apresentam a eleiçons. Tanto Cambó como Puig i Cadafalch fôrom a Galiza para apoiar estas eleiçons. Recordemos que Cambó e a Lliga som catalanistas mas para nada separatistas.

Em 1920 funda a revista ‘Nós’ onde se publicarám vários textos fundamentais do nacionalismo galego, e que permanecerá em pé até 1936, com o triunfo en Galiza do franquismo. Castelão será director artístico de ‘Nós’ durante certo tempo.

Risco oporá-se absolutamente à política da República, e nomeadamente à aliança do Partido Galeguista com a Frente Popular. Católico fervoroso e antidemócrata, Risco nom se exilará com a chegada de Franco. Em ‘Nós’ publicou a sua Mitteleuropa.

Sem dúvida o alicerce da sua doutrina política está na sua ‘Teoria do nacionalismo galego’ de 1920. Ali estabelece as bases, que som as nossas, do nacionalismo popular:

- O nacionalismo popular é umha luita contra a nivelaçom cultural igualitária e a uniformidade que trata de impor o estado jacobino.
- Tem um entroncamento romântico e contrário ao racionalismo cientificista.
- Opom-se à Espanha oficial, quer dizer, ao Estado Unitário liberal e jacobino, mas nom à Espanha vital, a umha Ibéria diversa e amigavelmente unida.
- Reivindica a identidade galega, a sua raça, a sua cultura e língua como umha personalidade nacional. Mas sente-se ligada fraternalmente com as demais nacionalidades ibéricas.
- Nom se contenta com o regionalismo, isto é, com a autonomia administrativa, senom que pede o reconhecimento nacional de umha cultura autónoma, de um povo, nom de um ‘administrado’.
- Reclama o federalismo contra o centralismo, e expom como os povos de Espanha fôrom oprimidos por um poder central em lugar de unidos por um amor comum.
- Galiza foi derrotada polos Reis Católicos, Castela por Carlos I, Aragom por Filipe II, Catalunya por Filipe V, mas todo isso nom foi nada se o comparamos com a destruiçom total do liberalismo maçónico jacobino de 1800.
- Coloca a questom da base celta da populaçom galega, assumida sob contributos suevos e ibéricos menores, que ficarom impregnados da base celta. Embora o centro do tema nom seja umha questom federalista, senom soberanista, onde naçons em pé de igualdade escolhem um caminho comum, e essa é a Hespanha de Risco, nom outra.
Para os anos 20 esta perspectiva era sumamente coerente, hoje foi totalmente superada, já nom devemos falar de Espanhas, Hespanhas, nem nada semelhante, o objectivo é Europa, a Europa das naçons, das etnias.
Em Risco nom hai separatismo, mesmo diz textualmente ‘Nós queremos formar parte de Espanha e contribuir com o nosso génio nacional galego à vida hespanhola’. Nom obstante, sem dúvida opom-se totalmente ao actual Estado uniformizador, à negativa de respeitar e reconhecer o carácter nacional galego e o seu direito a autodirigir a sua cultura, língua; e sobretodo defende a concepçom federalista e popular de Espanha frente à sua concepçom estatalista e legalista actual, fruto do jacobinismo e do carácter uniformador e globalizador do mundo actual, onde todo é Mercado e nom hai lugar para a identidade e a pertença étnica.

A ESQUERDA ‘’NACIONALISTA’’


A estultícia direitista e centralista permitiu que a esquerda, que é mundialista, contrária a toda diferença e etnicismo, que jamais estivo presente no galeguismo ou catalanismo históricos, se tenha aprópriado desse campo através de uns partidos incoerentes e demagogos.
O nacionalismo galego actual, usurpado também pola esquerda, carente de toda base histórica dentro do nacionalismo galego, inventa-se a si mesmo nos anos 60 à sombra dos marxistas bascos e catalães, tratando de manipular o legado histórico nacionalista galego que nós reclamamos como próprio. Em Galiza, como em Catalunya ou Euskalerria, a estupidez do centralismo fascista levou a base popular nacionalista às mãos de umha esquerda que sofre a dicotomia entre a sua igualdade ideológica e a diferença que baseia a nacionalidade. Um asco. Mas isso também é assim, e sobretodo, porque grupos que se chaman NR ou fascistas ou alternativos chegam a pactuar com grupos ou partidos antigalegos e anticatalães. Por um tema de votos, por captar o voto anticatalám, som capazes de ignorar a sua terra e aliarem-se com a imigraçom
Por último, sejamos optimistas, é possível a soluçom. Talvez lembrar um antecedente, o 10 de Agosto de 1808, na cidade da Corunha, duas naçons soberanas ocupadas polo inimigo estrangeiro decidem unir-se na luita fraterna contra o invasor. Estas duas naçons soberanas eram Galiza e Castela, que em igualdade de condiçons, de tu para tu, desde o seu próprio ser nacional unem-se para desenvolver umha guerra de libertaçom.

Ogalhá isto se voltasse a repetir, as soberanias pondo-se ao serviço da liberdade frente à ocupaçom democapitalista. Cada povo, soberano da sua identidade, cede parte dessa soberania a umha unidade europeia que luita por umha Nova Ordem.

domingo, 28 de julho de 2013

A Junta extermina ao Lobo

O governo da Junta da Galiza mantém um programa de extermínio do lobo, mesmo de cachorros, e minte sobor isto nos documentos oficiais.

Tivemos accesso à documentaçom que prova que a Junta mentiu sobor a matança de cachorros de lobos e híbridos de lobos, e ademais permita que os caçadores decapitem e levem como trofeus as suas cabeças.

 Recentemente o PSdeG apresentou no Parlamento da Galiza umhas perguntas à Junta sobor as matanças na serra do Barbança e estes responderom:

 "A Xunta de Galicia non ten constancia de cachorros de cánidos mortos en accións cinexéticas" 

Na foto desta nova pode-se olhar o copor, de poucos meses de idade, dum dos animais abatidos. No informe das autópsias realizadas por ARENA (Assessores em Recursos Naturais S.L), colaboradores da Junta da Galiza nas caçadas, certifica-se que os animais eram cachorros de poucos meses de idade e menciona-se que o caçador decapitou a um dos lovos para levá-lo como trofeu.

 É especialmente grave que a empresa ARENA S.L seja a encarregada pola Junta para colocar os colares GPS para seguimento dos lovos, o qual permite-lhes saber em cada momento onde estám as manadas. É dizer, os lobos convirtem-se num branco perfeito para serem caçados, dado que é impossível que poidam agochar-se ou escapar.

Com estes documentos demostra-se de maneira fidedigna que a Junta mentiu, umha vez mais, e agocha os dados das mantanças que estám a realizar.

 Várias organizaçons solicitarom à Junta a começos de 2012, sem éxito, acudir como observadores às batidas de lobos para documentar o que está a ocorrer.

 O governo galego pode-se adjudicar a triste honra de serem o exterminador do lobo na naçom, tendo autorizado no ano 2011 a incrível cifra de 14.720 batidas de lobos e javarins, umhas 40 ao dia.


quarta-feira, 24 de julho de 2013

Suspensom dos atos patrióticos previstos para os dias 24 e 25


Dende o M.R.A. Gallaecia queremos transmitir as nossas condolências às famílias e amizades das vítimas mortais do duro sinistro ocorrido no dia 24 de Julho no caminho do comboio no trajecto de Madrid-Ferrol em Angrois, perto de Compostela. A funda dor e mágoa que atravessam tantos galegos nestes momentos é sentida por nós.

 Consideramos exemplar o trabalho tanto da vizinhança da comarca de Compostela e de toda Galiza colapsando massivamente a doaçom de sangue de pessoas nos diferentes hospitais. Sinalar também com orgulho, que pese aos recurtes do governo sionista do Pp, nesta naçom contamos cuns meios de emergência e bombeiros realmente profissionais. Parabens polo trabalho que estades a realizar.

 Denunciar o repugnante sensacionalismo e judiaria dalguns meios de "informaçom" com a publicaçom de fotos das vítimas. Sinalamos aos jornais "la voz de Galicia" e "El correo gallego" de autênticos carronheiros.

 Finalmente reiteramos as condolências às tantas pessoas afetadas. Galiza enteira está de loito.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Galiza sem filhos

O derradeiro ano no que a taxa de nascimento na Galiza foi de mais de dous filhos por mulher foi no ano 1981, mentres que entre 1991 e 2011 só nascerom entre 0,9 e 1,1, o pior resultado da UE, que tem umha taxa de entre 1,5 e 1,6 filhos por mulher.

Esta situaçom será analisada no forum sobor a "Natalidade e velhez na Galiza", organizado polo Liceu de Estudos das Identidades do Museu do Povo Galego e que foi apresentado este mes, no Ateneo de Ponte Vedra.

Os organizadores avançam na convocatória que na Galiza dende faze mais de 20 anos morrem pessoas das que nascem, cumha média diária de 20 mortes mais.

Também apontam que nas derradeiras décadas vivirom-se etapas de bonança e recesom económicas, sem que a situaçom tivera cambiado, apesares da melhora geral dos indicadores económicos respeito aos anos 80 do século passado.

Em quanto a pirámide da idade, sinalam que no 2010 a medida de idade galega era de 44,9 anos, mentres que na UE era de 40,9 anos.

Ademais, a porcentagem de povoaçom comprendida entre os 65 e os 79 anos era na Galiza do 15,1, quando na UE era do 12,7%, mentres que os maiores de 80, eram o 6,7 na Galiza e o 4,7 no conjunto da UE.

Analisam asimesmo a taxa de dependência, que relaciona a porcentagem de maiores de 65 com a povoaçom comprendida entre 15 e 64. O estado sinala que em 2010 esta taxa era do 32,7 na Galiza por um 25,9 na UE e que, em 2020 situara-se no 39,3 e o 31,4 por cento respeitivamente.

Os organizadores do forum consideram que "tendo uns indicadores demográficos nefastos, complicados de atopar noutros países europeus, semelha que a sociedade galega nom é consciente do que isto implica para o seu futuro colectivo em todos os eidos".

MAIS BERCES E MENOS CADALEITOS!


segunda-feira, 29 de outubro de 2012

O Samain


Compreender nom significa entender. Compreender é integrar-se numha cosmologia que nos achega, neste caso à maior Festividade do mundo celta. Nunca compreenderemos aos nossos devanceiros senom tentamos achegarmos a eles conhecendo, integrando as suas estruturas ideológicas às nossas do século XX. Porque o passado nom existe ilhado do presente e muito menos do futuro. Samain pode ser ou nom assimilado por nós, mas seguirá existindo, porque as tradiçons nom morrem. Formam parte do Mito. E lá onde vaia o homem estará o Mito. Este artigo tentara-nos aproximar ao mistério.

Nom é doado à mentalidade  actual, esquemática e racionalista,, explicar em 1987 o que era e o que é a principal Festa do mundo céltigo: e nom só isso: materialismo, escepticismo e agnosticismo sumam-se para fazer do homem de hoje um ser desligado da sua origem e identidade e polo tanto da Natureza... e os Deuses que lhe som próprios.

Cada Deus, cada Festa sempre simboliza e simbolizará  o estado espiritual (e polo tanto, externo, traduçom do interno) dum indivíduo e por extensom dumha comunidade. Se no primeiro de Fevereiro, a purificaçom e a preparaçom para o verám (luz, sol) chama-se Imbole é por algo, por um objectivo: para purificar-se, para manter o equilíbrio Deuses-Homem-Natureza necessário para a boa marcha da vida. Assim podemos dizer do Baltaine (1 de Maio) ou Lughasad (1 de Agosto). Porém, por cima de todas as festividades estava o Samain (hoje em gaélico irlandês, o mês de Novembro). As fontes das que nos valemos para poder falar disto, nom som abondosas e os riscis ceremoniais e rituais da Festividade perdem-se na memória dos tempos, sempre esperando que alguém  "sonhe" o que os devanceiros sonharom: um calendário descoberto em Coligny em 1987 (cujo escudo lingüístico ainda está sem completar) e as sempre ricas sagas irlandesas. É o único que temos mais coido que suficiente para afinar a importância que estudosos de Religions e arqueólogos estám a dar ao calendário céltigo.

A religiom celta é umha mitologia destinada à classe guerreira. A guerra é o rito sagrado e a comunhom com os Deuses e a terra de Tiv Már. Só há outra via alternativa: a ordem druida, em directo conhecimentos da Natureza e a sua magia. Mais a ela só se achegam os mais iniciados. E todo é retorno, sem princípio nem fim, desde a própria vida humana até as construcçons circulares das suas vivendas, como o Sol, como o Eterno retorno das almas dos guerreiros. Só neste contexto poderemos captar (e ainda assim parcialmente) o que o Samain nos di.

Diziamos antes as quatro Festividades célticas. Resumindo, os celtas dividiam às suas datas maiores em Metade Escura ou Samain e Metade Clara ou Beltaine (isto explica o contar os temos por noites e a divisom do calendário em dias fastos e nefastos).

Com o 1º de Novembro (hoje cristinizado em Festa de Todos os Santos Defuntos), o estio remata na sua totalidade e era tempo de recapitulaçom: Fim de contratos, Finais de guerra ou princípio delas. Tinha por tanto um valor dual, de fronteira, no sentido mais amplo da verba: estava fora do tempo, num tempo nom-terreal.

Chegamos ao segundo obstáculo a vencer para os nacionalistas: existem estados multiplos do Ser, existem vários mundos aos que se achegar, desde aqui e agora, sem ter que morrer. A alma é imortal para os celtas e o tempo terreal tem umha importáncia (de aí o ardor dos celtas nas batalhas, pois nom lhes importava morrer, se eram conscientes da sua missom sagrada).

Dito isto, no Samain as portas do "Sidh" (ou partes dos "Outros mundos", nos quais os mortais podiam viver alternativamente, graças ao Samain, ter filhos, mulheres, terras, etc) estavam abertas e aos "mundos" confundiam-se num tempo neutro.

Geralmente, os homens de além do Sidh nom eram beneficiosos, agás os Tuatha De Dannnan. Deuses e povoadores de Irlanda, antigos habitantes da Hiperbórea, que tiverom que fugir do troco e desviaçom do Polo, Tuatha era Dagda, Lug, Nuada, Ogme e outros.

Assim, todos os principais relatos míticos irlandeses ocorrem no Samain, festa controlada polos Druidas, devido à sua importância, festa guerreira e também umha justificaçom para borracheiras, que às vezes eram causa de que esta festa de goço rematara numha batalha literal.
Juntança (traduçom crimológica de "Samain", dia de portas abertas, para o Sidh, dia dos grandes acontecimentos e de precauçom para os druidas. Alguns feitos mitológicos acaecidos no Samain podem ilustrar a modo de exemplo e explicado.

1. Dia de negócios importantes, límite do ano, quando os filhos de Nemed tenhem que entregar o seu tributo aos Fomorianos.
2. Cita entra Dagda e Morrigam (segunda batalha de Moytura) para que este ajude aos Tuatha contra os Formorianos.
3. Começo da derradeira batalha de Cuchulainn (do Samain ao Imbole).

4. Festa das caveiras portadoras de fachos, para alumiar as muralhas o dia do Samain.
Hoje, o Dia de Todos os Santos e Dia de Defuntos ocupam o lugar que os Tuatha Dé e os guerreiros e povo celta ocupavam, cumha nota de melancolia e tristura que coidamos antes nom existia.
Aguardando as nossas festas iremos reconstruindo o Universo Céltigo. "Nation detita religionibus": assim definia César aos celtas: e por algo, na Gallaecia o dia dos mortos é das festas mais importantes no calendário cristiam, importância dificil de topar ao longo da geografia ibérica. O ano começa no Samain e nom era Janeiro.

Bibliografia:
- Rober Place. Los celtas. Edit. Molino
- Henri-Charles Pucch (direcçom), Las religiones antiguas III. Edit S.XXI
- Anne Ross. Druidas y Heroes de la mitologia celta. Edit. Anaya.
- M. Frntodona. Los celtas y sus mitos. Edit Bruguera-Libro ameno.
- Norman- Taylor. Los celtos. Edit. Time-Life.


terça-feira, 18 de setembro de 2012

A tradiçom vista do Nacional-Socialismo (I)

POR QUE FALAMOS DA TRADIÇOM?

O pensamento Tradicional, com maiúsculo, foi sempre especialmente rico em ideias e pobre em factos, de forma que é mais doado atopar textos que exemplos, assim tiverom tempo de "pensar" sobor o nacional-socialismo, mas nom de fazer o que fai o nacional-socialismo.

Nom fala-mos quase da Tradiçom, e cremos que é preciso fazê-lo embora que seja por umha vez. Mas é que além disso a Tradiçom pode ir adquirindo maior importância devido a situaçom de pessimismo e decepçom total que está entre os NS, pois, como veremos, a Tradiçom é umha base magnífica para um individualismo pessimista, que se reclui em si, que procura a Verdade e a Salvaçom fora da realidade, justificando de algumha maneira todo fracasso e toda ruína do mundo exterior.

Por isso nos tempos maus, quando o mundo é mais difícil para as gentes de sentimentos nobres, nesses momentos é quando mais ressurgem os místicos, os anacoretas, as tradiçons esotéricas ou monásticas e, enfim, as bases dumha Fé no Eterno Retorno ordenado divinamente, a Esperança em que um Deus dea um novo mencer após a longa noite.

Dessa forma é muito tentador tentar procurar um pensamento antissistema, umha alternativa "religiosa" ao Sistema, que dalgumha forma nos arme dumha "segurança" total de vitória final, de Razom sem necessidade de demonstraçom, por vir dum Deus.

Se o pêndulo ("agulha") do mundo moderno estava apontando para o materialismo consumista, alguns lembram agora os tempos nos quais o pêndulo estava apontando cara um espiritualismo religioso anticientífico e místico, isso sim, governado polas castas sacerdotais, ou melhor, inquisitoriais.

Por isso contra o desarme espiritual do mundo moderno é lógico que se poida retomar a bagagem de "espiritismo" da Tradiçom. E em certa forma a Tradiçom proporciona elementos valiosos, sempre que seja convenientemente filtrados e separados do componhente deísta (de deísmo) e utopista. Por isso alguns escritos permitem-nos umha brilhante apresentaçom dos princípios da Tradiçom, e com ele a possibilidade de poder debatê-la sem recorrer aos confusos textos originais dum Guenon.
QUE É A TRADIÇOM?

Como muito bem diz Antonio Medrano "A Tradiçom é a Voz de Deus", "A Palavra vivificante que vem do Alto". Ou seja, e traduzindo, a Tradiçom é umha tentativa de intelectualizar os sentimentos deístas.

A ideia dum Deus fonte de toda Verdade, que permita pois impor sem dúvida nem necessidade de provas, sem discussom nem tempo de vigência, as "verdades" que alguém gostaria de crer, foi sempre o "refugio pecatorum" dos místicos. Nom há nada mais doado que negar qualquer contrário ou qualquer crítica, dúvida e absurdo, que recorrer à "vontade de Deus".
Com a "Palavra de Deus" (a Tradiçom pois) em primeiro lugar, umha multitude de xamãs e pais de todas as religions forom capazes de justificar dende as pestes à miséria, levar ao estrado qualquer incrédulo cientista que lhes contradicisse ou arruinar toda tentativa de oposiçom. A Verdade única e total que emana dum Deus nom tem forma de ser comparada com a realidade, nem de se pôr à prova, é simplesmente a Verdade, e portanto nom precisa de nada mais.
A Tradiçom é, pois, umha tentativa de dar forma doutrinal, dar umha base ideológica mais séria à eterna imposiçom da Palavra de Deus sobor a realidade científica e humana.

Suponho que esta definiçom muitos tradicionalistas nom gostaram mas se a analisam veram que está de acordo com suas próprias definiçons: A Tradiçom impom sua Verdade divina e suprema a qualquer teste ou prova, a qualquer ideia de "resultado" ou demonstraçom científica. Por isso, dalgumha forma a Tradiçom é umha nova Bíblia, umha nova palavra de Deus, mas desta vez escrita sem umha base tam ridícula como as divinizaçons "particulares", excluindo os contos de há 2000 anos, e tratando de apresentar a sua essência no mundo atual.



UMHA NOVA RELIGIOM?

 Mas o mundo resistiu e suportou centenas de religions, e inclusive agora há várias de importância, isso tornava muito desagradável o trabalho deísta. Qualquer tentativa de dar forma doutrinal ao deísmo chocava-se com as "guerras de religiom", com a evidência de que havia muitos deuses e que portanto a "Palavra de Deus" era mais bem um "Parlamento de Deuses" em contínuo vociferar contradiçons teológicas. Por isso o grande avanço da Tradiçom foi estabelecer o que Schuon chama de "Unidade transcendente das religions".

Sem dúvida a Tradiçom proporcionou umha grande dose de prudência e sensatez ao deísmo com esta posiçom integradora das religions. Assumir o mínimo múltiplo comum de todas as religions, a "essência" de todas elas, permite evitar as vergonhosas guerras religiosas, que somente faziam desprestigiar mais e mais todas as religions.

Outra cousa é que essa intençom integradora tenha umha base real. A Tradiçom nom apresenta provas de que o Budismo ou Manitu tenham a mesma base que com o druidismo. As religions pré-socráticas e o cristianismo som tam diferentes nas suas bases que nom vejo de onde saem as demonstraçons integradoras dumha "unidade" transcendente entre elas.

De todas as formas, dalgumha maneira pode-se dizer que a Tradiçom é umha "nova religiom", um deísmo genérico, produto destilado de todas as bases religiosas anteriores, que como tal eliminou muitos absurdos formais que haviam nelas, embora mantendo sua base deísta.

A VERDADE COMO FUNDO DO PROBLEMA

Na realidade o problema de fundo é como basear a Verdade, onde procurá-la. A Tradiçom é simplesmente cortar este nó gordiano mediante a espada de Deus. A verdade nom é pois algo que se necessite procura senom que existe em si mesma como "vontade de Deus".

A simplificaçom é enorme e permite ignorar toda prova, demonstraçom, evitar toda crítica e assumir umha postura de "possuidor seguro da única e total Verdade".

Para o Nacional-Socialismo a Realidade Natural indica-nos a necessidade de ajustar as verdades com os resultados. Ou seja: a ciência mostra-nos que as verdades som aquelas bases que se ajustam à realidade, cumprem com as provas de ensaio e erro. Se umha verdade nom se ajusta à realidade e sua aplicaçom traz o desastre social, essa verdade deve-se pôr em séria dúvida. O N-S nom assume utopias, senom realidades num caminho para um homem e umha sociedade melhor.

J. Bochaca repete frequentemente umha frase que deveríamos todos gravar em bronze: "A Realidade é obstinada". Ogalhá se todos nós tiveramos essa frase inserida no mais profundo do pensar. A realidade das cousas é muito obstinada, tanto que as Idéias quebram-se e destroem-se se vam contra essa realidade. Quando se pretende ir contra a gravidade ou a psicologia do homem, contra as realidades que dia a dia olhamos demonstradas na vida, acostumam-se a colher magníficos resultados negativos.

Diante dum mundo moderno relativista e submerso na falta de Verdade, sem princípios profundos, essa facilidade em apresentar umha Verdade sem dúvida nem relatividade é como umha salvaçom para os "parasitas do espírito".

Quem som os parasitas do espírito?, pois aqueles que procuram um lenho (madeira) onde parasitar as suas dúvidas, que os mantenha flutuando e dea-lhes "segurança".

A PSICOLOGIA DAS RELIGIONS

E aí atopamo-nos no núcleo do problema: a psicologia da multitude.

Seríamos tam utópicos como o que criticamos se nom olharamos que as religions som um fato constante na humanidade, e portanto devem respostar a umha certa realidade. Ignorar o fato religioso é tam irreal como acreditar num Deus.

A humanidade sinte umha necessidade íntima de religiom, enquanto que sinte umha necessidade urgente de respostas diante da morte, diante do motivo da vida, necessita dumha justificaçom do mal e dos desastres, exige umha segurança e umha explicaçom da sua presença no mundo. Estas necessidades psicológicas podem ser resoltas a partires dumha enorme força de vontade e de sinceridade consigo mesmo (é a via elitista para a Ética pessoal), mas esta via está muito distante das forças médias das multitudes. Por isso umha psicologia de multitudes baseia claramente na necessidade religiosa.

A Tradiçom tem pois umha realidade inegável e demonstrável: ser a marca ou sinal dessa necessidade psicológica das multitudes de "crer" nalgo que dea sentido às suas vidas. A Tradiçom cobre essa necessidade global de forma muito mais eficiente (ou pelo menos mais inteligente) que as religions particulares, claramente infectadas de absurdos insalváveis, pois baseiam-se em "livros" ou fatos historicistas, em Igrejas e em dogmas, sem pés nem cabeça.

Convencidos de que demonstrar que Maomé ou Cristo som a representaçom do único Deus era pouco menos que se meter numha dificuldade insalvável, os pensadores da Tradiçom mostraram um caminho muito mais sensato (dentro da insensatez geral do deísmo) que é o de apresentar um caminho espiritual deísta comum, único, que pode ser "expressado" em cada regiom ou raça de formas diversas, mas que todas som um mesmo caminho.

O desejo é a base de muitos pensamentos, como bem demonstrou Paretto. O desejo das massas dumha religio mé a base do deísmo mundial.

A MÍSTICA NAS PESSOAS SUPERIORES

Mas continuaríamos sendo injustos se crera-mos que os pensadores da Tradiçom som, pois, espelho de multitudes. Nada mais distante disso.

Se as religions som umha resposta às necessidade psicológicas das massas, a mística e o ascetismo religioso é um produto para elites.

As religions som usadas polas massas no seu aspecto utilista (de utilidade), como "pomada suavizante" das suas dúvidas e problemas, sem chegar a ser mais. As multitudes nom sabem nada de Deus, somente "usa-no" como curandeiro dos seus problemas e angústias.

Mas existe umha caste de pessoas superiores, de mentalidade mais ajeitada e de personalidade rara, que se sentiram sempre atraídos polos aspeitos sublimes da religiom: pola mística, polo esoterismo ou pola contemplaçom.

Nós, os quais conhecemos os melhores pensadores da Tradiçom, sabemos que som ou eram pessoas excelentes, de grande qualidade humana e de delicados sentimentos. Nada mais distante da gentinha e da vulgaridade que o homem da Tradiçom.

O problema nom é pois que a Tradiçom seja negativa ou leve à posturas negativas, absolutamente. A Tradiçom é algo sublime, é umha enorme utopia do Sublime. O mal é que é falsa, que é irreal e corresponde a caráter utópicos, mentais, nom reais.

O místico ou o esotérico podem atopar seu próprio cainho de perfeiçom, mas levam a massa social ao desastre! Numha palavra, a Tradiçom sublima os quais a seguem à custa de difundir umha febre de utopias e injustiças entre as massas. A Tradiçom é tam positiva ao indivíduo superior como nefasta à Política dos Povos.

Quando um médico tentou curar a peste bubônica meiante medidas de profilaxia (limpeza), foi queimado vivo por duvidar que era um castigo de Deus.

Algo assim, excetuando os tempos, acontece agora. O pensamento tradicional dá explicaçons que santificam o indivíduo superior (como a Fé na Peste como castigo divino foi motivo de brilhantes abusos místicos), mas esteriliza a aceitaçom da realidade, da luita política real e científica como caminho seguro, fulmina a Ciência e é o principal inimigo da consciência científica oriental: prova e corrige erros antes de aceitar verdades.

Toda a ciência oriental, todo o desenvolvimento do conhecimento, baseou-se na mentalidade do homem branco de assumir que "a realidade é real", é algo que se pode medir e controlar, e nom somente "rezar". Toda a Ciência saiu dumha luita constante contra o misticismo utopista.

OS PRINCÍPIOS UTÓPICOS DA TRADIÇOM: A DISGREGAÇOM DO HOMEM

Talvez a melhor forma de olhar os erros do pensamento tradicional é analisar alguns dos seus princípios.

Nom quere-mos dizer que nom tenha princípios absolutamente válidos na Tradiçom, absolutamente. Há pontos que coincidem totalmente com a nossa forma de pensar, como já veremos, mas em geral há umha série de princípios básicos da Tradiçom que mostram claramente a sua base utopista e irracional.

O primeiro é a visom categorizada do homem: a compreensom utopista do homem em "planos hierárquicos diferenciados" (chame-se espírito, alma e corpo, ou Natural e Sobrenatural), como a mania em assumir que o "inferior" nom pode influenciar no superior, ou seja, que o corpo e o material som somente "servidores" dum elemento espiritual "nom contaminado" por essa matéria.

É evidente que a Ciência e a Realidade mostram-nos dia a dia as relaçons entre as capacidades superiores do homem e a sua base genética, o seu corpo, os hormônios e o caráter, o metabolismo e as inclinaçons superiores, enfim, a UNIDADE de matéria e "espírito" no homem. O maior conhecimento do cérebro humano e da psicologia científica foi demonstrando mil relaçons entre "pensamento" e fisiologia. A genética descobre a cada dia relaçons de comportamento... E diante de toda essa realidade obstinada a Tradiçom continua com a sua cantilena utopista dum espírito livre de vínculos materiais que governa o corpo como cavaleiro vindo de Deus direitamente. E continua falando de classes insolúveis. E de "superior" ou "inferior", com o qual contrai o feio defeito da origem judaica de desprezar o corpo. Contra as religions pré-socráticas, que davam ao corpo a importância que tem (e com isso ao sexo e à ledícia da mocidadel, à vida e à Natureza), a Tradiçom alinha-se com as visons espiritistas, anti-materiais, que promovem o desprezo ao sexo e ao corpo e negam as evidências científicas que demonstram a interaçom unitária de corpo e alma. Como dizia Rosemberg: "A alma é a raça vista por dentro".

O problema nom é somente a crença num Deus indemonstrável senom para cúmulo a negaçom da interaçom matéria-pensamento-"alma" no homem. Num momento no qual sabemos que umha desordem hormonal pode mudar as inclinaçons do caráter dumha pessoa, que um gene (conjunto de moléculas dum ácido ribonucleico e proteínas complexas) pode influenciar em toda a personalidade (até o fato de reduzir o novo ser ao mongolismo), no momento em que se fala de engenharia genética e em que devemos inclusive nos proteger contra a possibilidade dumha deformaçom intencional da mentalidade humana por manipulaçons químicas ou genéticas, o vir agora cumha doutrina de separaçom corpo-alma e de classificaçom no interdependente, em nome dum deísmo utópico é quanto menos surpreendente e com certeza de duvidosa lógica.