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sábado, 22 de outubro de 2011

Os ideais da nova geraçom



O primeiro erro de muitos conservadores da direita reacionária está em atribuir à mocidade as fatídicas condiçons atuais da ética e dos valores essenciais.

Mas as novas geraçons estám precisamente livres dessa culpa primordial, que consiste em afirmar que elas tiveram-se degenerado, apesares dumha educaçom medianamente correta e de terem conhecido formas familiares de educaçom muito mais aceitáveis que as atuais. No entanto, os jovens nom conhecem formas tradicionais de viver, por terem nascido já imersos no sistema decadente capitalista e "progressista", por mais que seus pais tenham tido ao menos certa forma de valores de disciplina, honra e/ou espiritualidade, deixaram-se levar pela propaganda do sistema e a procura do prazer como único objetivo de vida.

Tem sido péssimo o exemplo dos reacionários e a comodidade dos chamados progressistas que os conduziram à situaçom atual. A mocidade é, pois, um produto dos valores mal-educativos e do mau exemplo da sociedade "democrática", com o seu materialismo econômico por umha banda (direita) e sua infame antiética por outra (esquerda).

Umha das formas mais claras de perceber esta situaçom está no modo com que as derradeiras geraçons mudaram, desde a sua corrupçom inicial, a umha lógica decadente estabelecida. Devem-se analisar os ideais das duas derradeiras geraçons, tendo como geraçom 35 anos, que é o tempo que vai desde o nascimento até a ascensom de certa direçom na sociedade da nova mocidade já formada e medrada.

Pois bem, se tomamos a geraçom dos anos 60 e 70, percebemos que naquele momento a geraçom culpada da aceitaçom dumha decadência posterior toma a decisom comprensível de procurar umha série de novos ideais, mas fazendo-o de modo errado.

Essa geraçom toma para si ideáis como o pacificismo e a militância de esquerda
(“paz y amor y no a la guerra” era o protesto feito pelo Vietnam, mas nunca pelo Tibete), unido a umha liberdade total do sexo, a procura do prazer material (drogas, sexo, dinheiro), a luita social marxista nos seus aspectos mais estranhos (feminismo de classe, sexismo revolucionário, música para noites de sexo e orgias), o desejo de igualdade (em tudo, menos no dinheiro), ídolos que como Che, Lenon, Chaplin, rockeiros em geral ou artistas do cinema, que nada tinham a ver com o modelo pessoal humano – tratava-se, na verdade, dumha arte manchada, com a única justificativa de rachar com o clássico.

Apesares de todo o rejeitamento nosso a estes temas, deve-se admitir que essa geraçom possuía ideais – nom os teriam ainda comprovado, desconheciam o seu baleiro, levando-os sob pressom dos meios de comunicaçom, intelectuais e financeiros, triunfantes em 1945.




Por isso, aquela geraçom assumiu os seus ideais novos com paixóm autêntica, com idealismo, de forma que foram extremos em tudo. A droga tornava-se um meio político; o sexo livre era um protesto; a rebelióm universitária de 1968 levava-lhes às barricadas e pedradas. Discutia-se em salas de aula. Nós nos pegávamos por ideais nos passeios universitários, trancas e varas em todos os lares, como vivemos várias vezes. Eram ateus sinceiros, nom por dissídio, só pelo princípio de ruptura com as igrejas. Os galegos aplaudiam a Vaamonde ou a Prada (com cançons preciosas, diga-se de passagem) entre as quais jamais se falava de dinheiro ou reclamaçons econômicas, só da defesa de ser galego.

Mas certamente aquele que planta lixo, recolhe excrementos. Com a melhor ilusom, umha geraçom foi enganada pelo marxismo e pelo capitalismo mesturados, naquilo que se chamou de progressismo, tendo trabalhado e luitado por ideais que eram as sementes criadas por seus instigadores.


Assim, quando esta geraçom evolui e colheu certos poderes, aqueles jovens de Juventudes Comunistas, Comunas de orgias sexuais, Anarquistas libertários, Liga Revolucionária, Maoístas e drogados de festas, acabaram como ministros, atrizes pornôs ou funcionários do neo-capitalismo e progressistas de salóm, ocupando com paixom prefeituras e os espaços urbanos; advogados de negócios, muitos ministros e altos funcionários econômicos da Europa capitalista e maçônica atual, que antes tinham sido comunistas raivosos que levavam a imagem de Che ou Mao nas suas camisolas.

A geraçom que foi mal-educada, segundo seu ideal de “nom à autoridade”, “nom ao castigo”, “relativismo... deixar fazer” unida a seu exemplo de traiçóm de todo ideário, vendendo-se ao dinheiro e ao poder, é a mocidade atual.

E constata-mos que todos os ideais daqueles anos de 60 e 70 já nom existem mais entre eles. A droga já nom é mais a rebeldia, senom um prazer e vício. Os jovens já nom querem mais saber de nada que remeta à luita contra a autoridade. O sexo é o prazer sem mais profundidades. Som ateus por preguiça, sem ter meditado um minuto a respeito disso. A arte nom lhes é importante – nem o moderno, nem o outro. Os seus cantores prediletos nom sabem nem o que dizem (pois somente lhes interessa a dança e o ritmo alucinante). Estudam para ganhar dinheiro, nom para protestar por nada. Os jovens que trabalham, fazem-no porque nom existem outros meios (nom por luita de classe nem ideais proletários). O Che transformou-se numha marca de vestimentas. Os Rollings vendem a sua marca aos elegantes e suas cançons de protesto som empregadas em anúncios de colônias e perfumes da moda. Os militantes de partidos procuram cargos ou influências, e os que nom ganham dinheiro som tidos como perdedores.

Se um jovem pede honra e trabalho no PSOE de hoje, será como quando um monge no ano 1200 pedia pobreza ao Papa de Roma – um pobre iludido, candidato à expulsom. (Nota: Partido Socialista Obrero Español)

A nova juventude perdeu todo o ideal que nom está no dinheiro e em viver bem. Nom existem utopias nem ideais. Os mesmos que se sacrificam anos para ganhar posiçons ou ter um currículo profissional, jamais se sacrificaram por nada “dos outros”, por algo idealista.

O anti-militarismo de entóm converte-se num desentendimento total do tema, fazendo com profissionais ocupem-se de combater o Iraque ou qualquer outro alvo apontado pela OTAN. Pois para a mocidade, nada disso importa.

A mocidade atual nom é má. Simplesmente nom tem ideal, pois aquele, dos seus pais, foi um fraude. E assim, nom conhecem a outros e nem desejam conhecê-los. Sequer luitar ainda por algo.

Já nom há luta de geraçons como a que havia nos anos 70 ou 80. Hoje os jovens nem sequer brigam com os pais, pois já os passaram à procura de dinheiro.

Quando lemos alguns dos textos sobre o ideal Nacional-Socialista dos anos 30, vemos a enorme ruptura que se deu em 1935, como nom foi umha derrota militar, foi umha destruiçom dumha concepçom de mundo.

Podemos ler num texto de Carl Cerff, dirigente das Mocidades Nacional-Socialistas sobre “As nossas tarefas culturais para as horas livres da juventude”:


“De nós, partem todo tipo de sugestons para a educaçom sadia da mocidade: seja meiante a sua participaçom nos cursos organizados, realizando-os em lares convenientes, recomendando-lhes livros bons, ou por meio de jogos, concertos, cinema, teatro etc. Procuramos também – e acima de tudo – que os nossos moços e moças empreguem o seu tempo livre aprendendo a tocar um instrumento, pois nom há nada tam apropriado como a música para dar ao tempo livre um caráter elevado e grandioso para a vida. A música desperta na mocidade os sentimentos da beleza e nobreza. Na organizaçom do tempo livre para cada indivíduo, damos grande importância aos jogos de mesa, principalmente ao xadrez e outros similares, os que nom somente servem de propagaçom de valores à juventude, como também de excelente estimulante espiritual”.


Ou bem:

“Nós nos opomos àquela parcela de jovens que se separam intencionalmente, com sentimentos de inimizade, comum à vida dos adultos. Pois a mocidade deve estar incorporada ao conjunto da vida cultural germana, em ânsias culturais e os esforços que somente ela é capaz de realizar”.

Quando ouvimos falar do “Serviço Estudantil”, onde milhares de estudantes voluntários substituíram no trabalho a um labrego ou umha nai, para que estes pudessem ter umhas vocaçons extras.

Isto soa-nos como umha profecia, quando diziam sobre o sistema democrático: “A formaçom do caráter e subordinaçom da cultura individual às necessidades vitais do povo, eram conceitos desconhecidos ou rejeitados radicalmente”.

Podemos comprovar que os ideais daquela geraçom tiveram produzido resultados bem distintos dos atuais. Procuravam umha elevaçom espiritual e cultural dos jovens, nom a sua ledície por prazer, só pela ledícia de cumprir os deveres e superar-se como pessoa.

Hoje semelharia umha utopia quitar as crianças das consolas ou do computador para que passassem a gostar de teatro ou caminhar na natureza.

Luitamos para que um dia umha nova geraçom volte a procurar ideais, que lhes dê nojo a decadência e a burguesia atual dos progressistas e seu miserável egoísmo – que seja umha geraçom que procure um mundo novo: este é o grande perigo para o sistema. A nova mocidade em cada geraçom.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Álvaro das Casas e os Ultreia



Nos derradeiros anos, certos grupinhos mal chamados "nacionalistas" com certo cheirinho a marxismo e também liberalismo, pretendem deturpar a história dum dos grupos históricos mais achegados ao nosso ideário. Teremos que lembrar-lhes meiante a história, quem é o que tem que reclamar o legado ideológico dos Ultreia e Alvaro das Casas.

A Dom Álvaro das casas, como a outras figuras do Nacionalismo Galego, pretende-se apagar desse grande mapa que é a história do nosso país. Há quase 10 anos cumpriu-se o centenário do seu nascimento e também o ciquenta aniversário da sua morte. Tais datas nom fórom aproveitadas para a merecida homenagem que das Casas merece e os poucos textos publicados distam muito tanto da qualidade como da quantidade necessárias para dar a conhecer umha figura tam maliciosamente esquecida. Realmente há que dizer que era preferível aguardar 50 ou 100 anos mais, que ter que ver as injúrias e manipulaçons descaradas que lamentavelmente produzirom-se. Um livrinho, que por pouco nom fica em pasquim, de Francisco Abeijóm Nuñez e algum que outro artigo, nom puidendo deixar de citar ao de Uxio-Breogám Diegues Cequiel, que destacam pela sua manipulaçom esquisitamente implícita.

Quando se fala de Álvaro das Casas é curioso como a sua existência semelha rematar precisamente no ano 36, quando se translada ao Estado Português. De aí em adiante é tudo mistério. Mas comecemos polo princípio. Álvaro das Casas Branco nasceu em Ourense o 2 de Julho de 1901, filho do advogado Jose Casas Gonçalves e Antónia Branco Nieto, distinguida família originária de Sabuzedo de Montes (Cartelhe). Pola parte paterna o doutor é licenciado em direito Joám Bautista Casas Gonçalves, canónico da catedral de Ourense e governador eclesiástico da Habana.

Trás criar-se em Ourense, foi estudar Filosofia e Letras em Valladolid (Castilla), rematando em 1920 com prémio extraordinário de literatura. Durante o curso 1921-22 ingressou como Mestre Ajudante e um ano mais tarde participou na guerra do protectorado do estado espanhol em Marrocos. Rematado o enfrontamento bélico transladou-se a Madrid, acadando o doutorado em Filosofia mentres impartia classes de língua e literatura portuguesas na Escola Superior de Polícia. Entre os anos 1924 e 1925 foi secretário do alcaide de Madrid (Castilla), o Conde de Vallellano. Tinha, segundo alguns umha singular e pinturesca personalidade: Criador de Ordens de Cavalaria , Os infançons de Illescas, possuidor de importantes títulos e condecoraçons... "(Fernández Maza,1984)". O seu gosto pola nobreça e a épica levou-no a escrever várias novelas de cavalaria em estes anos mas as suas relaçons com galeguistas ourensans, especialmente com os jornalistas de "La Zarpa", fam que se converta em um dos mais ferventes luitadores e propagandistas do nosso Nacionalismo.

O 12 de fevereiro de 1928 casou com Maria Natividade Ulhoa Sotelo. Esse mesmo ano marcha a Fregenal de la Sierra (Badajoz) a exercer como mestre de Geografia e História no instituto da vila, onde passará dous cursos.

Durante os anos 29 e 30 a sua actividade é incansável. Participa em juntanças e conferências por todo o país: Chantada, Mazeda, Carvalhinho, Vigo (na Festa da Raça do 25 de Julho de 1930). Escreve artigos em "La República" e "La Zarpa" (em umha desta publicaçom pide ao alcaide de Ourense, o Sr. Junquera, que a bandeira galega pendure no balcom da Casa Consistorial) e pujo-se ao fronte da protesta que impediu um acto de José Antonio Primo de Rivera e Calvo Sotelo.

Em 1930 chega a Noia cobrindo a mesma cadeira no instituto, que começava seu terceiro curso. Antes da proclamaçom da República, em 1931, das casas já iniciara sua actividade política aparecendo como assinante do manifesto Fundacional da Irmandade Galeguista de Noia.

Mais tarde, em Abril de 1931, já forma parte da "Junta provincial republicana" presidida por Germán Vidal.

Da mam de Risco e Otero Pedrayo colaborará no Seminário de Estudos Galegos, publicará numerosos artigos e livros e participará na criaçoms da Associaçom de Escritores Galegos, sendo seu primeiro primeiro Secretário Geral. Trâ-la VII Assembleia Nacionalista, celebrada em Ponte-Vedra o 5 e 6 de Dezembro de 1931, funda-se o Partido Galeguista e das Casas formará parte do seu primeiro Conselho Ejecutivo.

No mês de Maio de 1932 é nomeado direitor do Instituto substituindo a D.Luis Vilanova. Um ano mais tarde será destituido deste cargo a causa da sua conferência "Verbas aos moços Galegos. O Movimento Universitário", no Paraninfo da Universidade de Compostela do 9 de Março de 1933. 23 catedráticos instárom ao reitor a abrir-lhe um expediente por considerarem que suas verbas atentavam o estudantado à violência. A pesares das mostras de solidaridade mostradas desde todos os recunchos da Galeguidade. Das Casas fazia um apaixoado chamamento à mocidade universitária para que abandona-se o seu nihilismo: "A nossa mocidade ten que porse na emozón dos ourizontes patrios…para a gran tarefa de restaurar a Galiza doutrora, soberán dos seus destinos, xogando na órbita de tódolos pobos, luceiro con luz propia na constelación de tódalas patrias…"

Aquele acontecemento cultural, que alporizara aos seitores mais republicanos da comunidade universitária, constituiu um revulsivo importante do que som exponhentes históricos os grandes “Ultreia” , Álvaro das Casas foi encarcerado um ano após.


Das Casas, com camisola dos Ultreia

O nome, Ultreia, tomou-no do Liber Sancti Jacobi ou Códice Calixtinus que se conserva na catedral compostelã, do hino dos peregrinos do século XII conhecido por “canto de ultreia” que começa com o verso Dum pater familias, tem a sua origem no caracter guerreiro, dos cruzados,
já que esta verba significa “mais alá!” ou “adiante!”:

Herru Sanctiagu! Got Sanctiagu! E ultreia!, e sus eia! Deus, adiuvanos!

A simbologia empregada polos Ultreia, ao igual que nós, era o trisquele galaico, desde o começo maila às opinions contrárias dos que nom lhes gostava pela manifesta semelhança com a "esvástica hitleriana", manteria-no até a sua extinçom da agrupaçom a partires do 18 de Julho de 1936.

"Concebín a ideia de crear os agrupamentos Ultreya libre de toda suxerencia; si acaso pensando no éisito que un tempo alcanzaron no noso país os eisproradores –xa totalmente desaparecidos- e na posibilidade de ispirar unha orgaización que, recollendo o esprito xuvenil daquelas tropas, se mantivese ao marxen de patrioteirías pueriles e de malsanas parodias castrenses. Coidaba que o intre era propicio: nosa mocedade, aburrida dos partidos polítecos, cansa de loitar por conquerir metas eiscesivamente fáciles, arelaba xuntarse nunha gran cruzada espritoal na que os obxetivos, por lonxanos, serían infinitamente máis cobizados. Outras orgaizaciós semellantes como Schokol ou Palestra na Iberia, conocinas despóis de estar en marcha, en prena realización, a miña ideia. Agora, sabendo como viven as xuventudes da Europa nova, estudado o intresantísimo libro en col da educación na Alemaña, síntome máis que nunca orguloso da miña obra e teño a certeza de que, continuando como hastra eiquí a miña patria será un belo eisempro".

"Distínguenos un triskele bermello que vai sempre sobre noso peito i-en cada unha das nosas bandeiras; o triskele é a eispresión do home correndo tal coal aparez nas nosas insculturas da prehistoria i-esí foi recollido nos seus estudos polo prof. R. Sobrino. Quer dicer dinamismo, marcha, avance, procura do noso ideal de máis alá. Un triskele que por outra parez recoller os tres temas fundamentais de noso orgulo de cidadáns galegos: fogar, raza e língoa"


Bandeira do Conselho dos Ultreia,
azul de feiçom Nacional-Socialista


Bandeira das Linhas Ultreia

Os quadros paramilitares estavam formados polas chamadas Linhas, de 264 rapazes cada umha, ou "doze dúzias" como eles diziam. Na carta da organizaçom diz no seu seu ponto 4º:

"Cada linha terá umha bandeira que será azul-galega e branca cum trisquele no meio, e levará em chefe um signo qualquer para se distinguirem umhas Linhas das outras. A bandeira do Conselho é toda azul com o trisquele cobrindo o campo da bandeira"



Mas voltemos atrás. A começos do 1932 criam-se os agrupamentos Nacionalistas de jovens "Ultreia", um dos mais importantes legados de das Casas. Ideados a semelhança doutros grupos europeios para a formaçom da mocidade, os uniformes brancos com o trisquele geométrico vermelho espalharom-se por todo o país chegando a contar em menos dum ano com 800 membros.

Dizia Ortega que “é unha ilusión pueril crer que está garantida nalgunha parte a eternidade dos pobos; da historia teñen desaparecido moitas razas como entidades independentes... É preciso que a nosa xeración se preocupe con toda consciencia, premeditadamente, organicamente, do futuro nacional” (Vieja y nueva política).

Foi, pois, aquela mocidade galaica dos Ultreia a que recolheu a mensagem orteguiana, a que protagonizou o compromisso com esta raça e com esta terra. Aos poucos daqueles ultreias que ainda gozam do privilégio de viver devemos-lhes dar protagonismo e ter em conta as suas opinions sobor do desenvolvimento de Galiza porque, coincidindo com Nietzsche, “só aquel que construi o futuro tem direito a julgar o passado”.



Numha inauguraçom dumha exposiçom de pintura de Mario Granell a qual visitam os Ultreia, Das Casas advirte ao grupo de quem esta personagem, sem por isso quitar-lhe méritos:

"O Granell está fala que te fala dándome un mitin, apropósito dos ultreyas. Dí que si todos os mozos galegos estivesen na nosa organización Galiza sería outro pobo, unha verdadeira nación como debe ser. O Granell é comunista, pero en moitas cousas ten razón. Eiquí temos de todo: rapaces de famílias de dereitas e das izquierdas, xentes de familias ricas e probes, pero nos levamos tan ben, aprezámonos tanto, que entre Nós non hai disgustos e todos somos como verdadeiros irmáns".


A causa das discrepâncias com a linha do PG, em parte também causadas pola sua política com os Ultreias, dara-se de baixa do Partido e no 25 de Julho de 1933 apresenta-se à sociedade galega umha nova organizaçom: Vanguarda Nacionalista Galega (VNG). Aparecerá nas ruas umha brochura intitulada Máis! Na que ademais de das Casas escrevem entre outros F. del Riego Manuel Beiras e Ramón Cabanillas. Chamam a luitar sem trégua pola liberdade absoluta do país galego...". A pesares das discrepáncias, a plana maior do PG está presente na conferência que baixo o título de " Terra, Raça e Língua" das Casas pronúncia o 16 de Fevereiro de 1933 em Ponte-Vedra. Nas eleiçons de Novembro de 1933 das Casas apresenta-se como candidato ao Parlamento espanhol acadando quase 10.000 votos que nom som suficientes para obter a acta de deputado.

O mesmo dia que se apresenta VNG representantes das 3 "nacionalidades históricas" assinam no Seminário de Estudos Galegos o Pacto de Compostela, primeiro passo para a criaçom de "Galeuzca". Álvaro das Casas, por Ultreya, junto com Bóveda, polo PG, forma parte da delegaçom galega. Trá-los acordos participa na viagem "tripartita" por terras galegas, euskeras e catalanas. Suas palavras no concelho de Barcelona tiverom grande repercussom, provocando a ira de vários deputados madrilenhos. O PG ,pouco soberanista e revolucionário para das Casas, andava nervoso perante o excesivo radicalismo e os sobresaltos dialécticos de das Casas durante o périplo.

"Para os galaicos que atraiçoam a pátria e servem a aqueles que nos repudiam e escravizam, para esses luita fera e sem acougo"

"Eu estou adicado em alma e vida a umha actuaçom política que nom me deixa ponto de repouso. Concentro tudas as minhas forças em batalhar pola minhaterra galaica que está por cima de todo. Nom descanso, cada semana percorro o país, escrevo artigos, pronúncio discursos, dou conferências"

Em Julho de 1934 nasce, baixo a direcçom e sustento económico de Álvaro das Casas, o Boletín de Estudos Polítecos Alento. Na primeira editorial explica-se que a revista para "ir precisando a mais limpa e reja ortodóxia nacionalista, em estes tempos tristeiros de vacilaçons e dúvidas". Participarom entre outros Vicente Risco, Joám Branhas, Augusto Casas, F. Del Riego, A. Igrejas Alvarinho, L. Manteiga, Seoane, R. Vilar Ponte, P. Pedret Casado, Pedro Piquer... A andaina de Alento rematará com o número tripla 10-11-12, correspondente ao trimestre Abril-Maio-Julho de 1935.

Rematado o curso 1935-36 realizará umha viagem pola Alemanha Nacional-Socialista desde onde enviou duas crónicas a "El Pueblo Gallego". Em um dos seus artigos manifestava sonhar "... com o dia no que Galiza esteja cheia de mastins afiados e bandeiras, nossa bandeira, tam leda e limpa".

Das Casas amosa-se fascinado pola Germânia N-S, acompanhado polo seu amigo Ramón Reboredo sinala con ledícia desde Bremen:

"A hospitalidade de Bremen é clássica e nós puidemos percebe-la bem. Presenciando um exercício das Hitlerjugend, o rapaz Heinz Haake percebeu que eramos forasteiros. No acto pediu autorizaçom e veu a ponher-se ao nosso serviço, brindando-nos execelente e cordialísima companha que nom esqueceremos jamais"

Com o estalido da confrontaçom armada de 1936 será destituido como mestre do instituto de Noia, fazendo-se efectivo o casamento o 12 de Agosto por mandato do delegado da ordem pública de Compostela, D. Fermím Álvarez de Mesa.

"Dous antigos soldados, ambos de Família humilde e pobre, de suficiente leitura e de extraordinária tempera combativa, surgem como líderes da nova revoluçom: Adolf Hitler na Alemanha e Benito Mussolini na Italia. Os dous formaram-se no Marxismo, os dous padeceram fome e perseguiçom, os dous tenhem umha profunda vocaçom intelectual, os dous demostraram nas trincheiras serem patriotas heroicamente abnegados.Em Munich i em Milam ouvem-se as primeiras arengas clamorosas e imperativas.- Socialismo, sim, mas nacional, sem chefaturas nem mandos estranhos; revoluçom, sim, mas nom subversom; ordem, sim, mas nom anarchia feita costume. O socialismo de Georges Sorel revive em eles fortalecido, acrysolado, adaptado em razom de tempo, lugar e procedimento; Mussolini declarou dever-lhe mais que a Nitzsche.

Na Europa abre-se umha nova era."

Protegido polos seus amigos do Instituto de Estudos Históricos do Minho, viajará até Viana do Castelo onde começa o seu exílio. No Brasil ocupou umha Cátedra na Universidade de Niteroi, dando numerosas conferências em diversos centros intelectuais financiadas polo Governo Brasileiro. Em 1939 fixa a sua residência em Buenos Aires e junto com Mariano Medina funda, baixo o mecenato da família argentina Menéndez-Braün, umhas das primeiras editoriais americanas. EMECÉ. Nela publicaram-se várias colecçons em galego (Dorna, Hórreo,...). Durante a década de 1940 aumenta consideravelmente sua obra escrita e impartirá numerosas conferências, muitas delas de forte conteúdo anti-comunista, por toda América do Sul.

"Quero unir a minha voz -clara, rotunda, viril- a esta grande manifestaçom da cidade que cantou hinos triunfais no seu avanço espléndido contra a horda comunista. Chegou o grande dia de Europa. Como nos tempos passados contra o perigo islâmico, que ameaça com demolir os eidos multifecundos das velhas pátrias, os povos que hoje tenhem consciência de si, e repudiam nefastas claudicaçons servis. As Espanhas som outra vez trincheira e clarim da Europeidade. Toca-nos viver umha das grandes horas na História da Humanidade. A guerra está iniciada e nom cabe descanso até esmagar para sempre o advesário. Na peleja está no jogo a Pátria, a Família, todo quanto mais podemos apreçar neste mundo. De nós depende que os estados Português e Espanhol voltem ser, como noutros tempos, categoria de primeiro orde no concerto dos grandes povos, ou pobres colónias russas ao ditado de qualquer assassino soviético, colónias misérrimas destinadas a sucumbir no pesadelo demoníaco de bolchevizar ao mundo"

"Se queredes comprehender a nova revoluçom europeia, temos de ver nos moços que seguem a Hitler e a Mussolini, tudo quanto ha além das preocupaçons nacionais, tudo quanto há de europeismo : a ilusom de restaurar nas artes cánones clássicos, de re-criar a cultura sobre bases de humanismo, de estructurar a vida em volta de princípios, de agrupar outra vez a Europa em ideais comuns"
"Se vos parades um momento a contemplar o avanço apocalíptico da onda vermelha, que trai consigo a bárbara civilizaçom dum mundo sem Deus, Ah! entom nom haverá um espírito nobre que nos aplauda sequer seja pola valentia da nossa sinceridade"

Em 1950, enfermo de gravidade, solicita o visado para viajar a Barcelona para ver a seu irmam Augusto. Embarca em Rio de Janeiro e durante a travessia sofre um ataque de hemiplégia complicando-se su falha de visom. À sua chegada, tivo que ser transladado em Ambuláncia, morrendo em Barcelona o 8 de Março de 1950. Seu cadaleito foi transladado à sua terra natal. Jaze soterrado em Sabuzedo de Montes, Galiza.

CELTIA

"Ei Armórica, Cornubia e Cambria,
Escocia, Eirín, Galicia
e a illa de Man.
Son as sete naciós celtas
fillas do rei Breogán.
Miña patria Galicia
ti és e ti serás
cos teus verdes agros
o máis quente fogar.
Son os sete cisnes brancos
fillos dos de Damiáns;
para tí, miña patria,
nos beizos un cantar,
nos peitos a ledicia
da nosa mocedá."

Hino dos Ultreia. A autoria do poema é atribuida a X.Filgueira Valverde.

ULTREIA

"A balandra dos ultreia
leva os coraçons por vela
navega cara o futuro
toda Galiza vai nela.

Toda Galiza vai nela
prensa do meu coraçóm
os mares forman trisqueis
em cada constelaçom.

Em cada constelaçom
ouve-se cantar umha estrela
velai vem a fror das naos
toda Galiza com ela."

Autor: Fermim Bouza-Brey

Mentres tanto e para rematar queriamos fazer umha sugestom aos marxistas e liberais, falsos nacionalistas, ponhendo umha cita do grande Vicente Risco, que de seguro entenderedes à primeira, e que podedes sentir-vos ameaçados se queredes.

"O Nacionalismo é fundamentalmente umha reacçom vital que se opom às forças destrutora da nacionalidade, sejam estas interiores ou exteriores, próprias ou alheias"