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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Tolémias nazis?



Quando presença-mos representaçons do passado político/militar do Nacional-Socialismo durante o III Reich, a miúdo mostrase-nos a um Führer carragento e fora da realidade, rodeado de generais ineptos que davam ordes absurdas cumpridas por cegos sicários com uniforme de soldado.

E é que durante os anos de paz, e principalmente na passada guerra, há umha série de lendas absurdas, verdades tergiversadas alguns e escandalosas mentiras a maioria, que mantenhem essa visom delirante dos mandos "nazis" que até hoje chegou.

Nom está permitido reconhecer sequer que os "nazis" fizerom bem algumhas cousas. Todo o que fizerom é maligno, fundamentado em perversas teorias, e perpetrado polos mais vis seres que o inferno tivera sido capaz de conceber.

Falar de feiras pagadas, de que cada obreiro tivese umha casinha com jardim, que se puide-se pagar um veiculo sem interesses, dumha incipiente seguridade social, de tuda umha nova e moderna rede de auto-estradas, do embelezamento das cidades, dumha autêntica comunidade popular… Isso é inconcebível que tivera sido criado polo Nacional-Socialismo. Em troques, qualquer panocada, qualquer barbaridade sem fundamento algum, qualquer lei que coarcta-se as liberdades, aceita-se sem debate, a risco de ser chamado de “nazi”, como próprias de aquele regime do passado século.

Contra isto nom se pode fazer nada porque é luitar contra umha mentalidade implantada por 80 anos de propaganda massiva na gente. A gente nom para a razoar nada. Singelamente aceitam “a verdade” que se lhes oferece diariamente, mentres poidam seguir “vivendo” sem demasiadas preocupaçons.

A ledícia da ignorância.

O que sim tentaremos desgranar neste artigo, é demostrar desde a lógica, a absurdidade que tem que qualquer pessoa que se preze a si mesma como razoável, defenda umha série de pontos que actualmente semelham irrebatíveis à vista de todos.

1. Tolos e tolémias.

Cum tolo ninguem discute, porque é assumido que nom dirá nada sensato e qualquer argumento lógico de nada serve a umha pessoa que nom se rege desde a lógica.

É o modo mais doado de negar o debate a outra pessoa.

Todos ouvimos a alguem exclamar “isso é umha tolémia”, e acto seguido negar-se a falar ou debater o que se estava a tratar na conversa.

É o recurso do covarde que se sabe contra a parede e sem argumentos para sair bem da situaçom. (Quando se tem poder, o argumento é o cárcere e a difamaçom).

Assumindo que os "nazis" tam só forom um brote de tolémia, nega-se tudo processo razoável, polo qual analiza-se um problema e prevem-se as suas consequências. Nom se pode dizer que o Nacional-Socialismo fosse umha consequência da situaçom de desesperaçom e crise que se vivia nos anos 20 e 30. Nom. Os "nazis" forom só uns tolos. Mas, Cómo é possível que uns simples tolos fizeram-se com o poder no estado Alemam? Essa pergunta planeja umha morea de dúvidas, e sem embargo qualquer pessoa com estudos, ou sem eles, afirmará como se tive-se as tábuas do Moisés na mam, que Hitler era um pobre tolo.

Germânia. O país da ciência, da técnica, onde estava tuda a indústria do cinema, todo o poder farmacêutico, o arte, o autêntico coraçom renacentista de Europa… Como um tolo, um homem pobre, sem dinheiro, sem um apelido ligado à nobreza, sem um grande partido detrás que o respalda-se, fizo-se com o poder?

Como um grupúsculo de 7 homens, que se reunia na trastenda dumha cervejaria Muniquesa, chegou-se a converter no mais grande partido político que existiu?

A miúdo a linha entre a tolémia e a incrível genialidade é pouco visível, e sem lugar a dúvidas, naqueles anos de criaçom da facheira Nacional-Socialista que se converteria num incêndio arrolador, a personalidade de Hitler semelharia extrana e controvertida para muitos.

Qualqueira pode ver as imagens de pabilhons cheios de gente. Grandes carpas ao ar livre, dando alojamento a dezenas de milheiros de obreiros acompanhados das suas mulheres e filhos que acodiam de cada recuncho a ouvir falar a aquele homem.

Primeiro começava a falar baixo, quase nem se lhe escuitava, a gente olhava extranada uns a outros. E de súpeto brotava dele a eloquência, a fúria, as palavras que todos os ali reunidos sentiam no seu coraçom e a sala estalava num frenético extase de Socialismo, de Trabalho, de Liberdade..

Isso é um tolo?

Curioso conceito de tolo tenhem os defensores da democracia actual.

2. Os nazis eram o mal absoluto.

Esta afirmaçom é perigosa para os próprios demócratas actuais, pois esquecem-se de que Hitler e o Nacional-Socialismo, alcanzou o poder por meio do mesmo sistema que eles defendem, e isso para eles seria como dizer que o seu sistema promove o Nacional-Socialismo. É umha verdade como um templo que Hitler ganhou as eleiçons no país mais culto do mundo. Como o é que durante os mais de dez anos no que luitarom por esse objectivo, todos os partidos, comunistas, demo-cristians, social-demócratas, verdes ou da índole que fossem, unirom-se entre si contra esse inimigo comúm que semelhava irresistível, e nem todas as suas fortunas, nem o controlo da polícia, nem do exército, nem da rádio, nem da prensa, nem das leis, conseguirom deter a avalanche da suástica por toda Germânoa. Polo tanto está claro que Germânia apoiou a Hitler. E que como bem dizia o nosso mártir Rudolf Hess na apertura dum congresso N-S, Germânia é Hitler, Hitler é Germânia.

Afirmar que Hitler era o mal. É afirmar que todos os germanos eram o mal.

No seu defeito, que Hitler, era um mago negro, que com os seus poderes ocultos governava a vontade dos seus concidadans, como se chegou a repetir por aí (É normal que sejam incapaces de entender como todo um povo enteiro volca-se cum líder, num tempo no que os “líderes” jamais forom tam aborrecidos polo povo). Os demócratas evidentemente fundamentam-se em câmeras de gas, campos de extermínio e outros trucos de mágia que nem a física, nem a química, nem as matemáticas, nem os estadistas de entóm, nem os serviços de inteligência de qualquer país, nem a cruz vermelha internacional, e seguramente nem os mesmos judeus, som capazes de defender com provas e sem ameaça de cárcere. Mas está claro que este ponto leva-nos de cabeça cara o Holoconto dos 6 milhons de pantasmas, que é a pedra angular do anti-nazismo e polo tanto do judaismo internacional. Aí estám os milhons de provas que desmontam a impossibilidade do holocausto tanto técnica como físicamente.

E aí está igualmente a doctrina N-S, defensora máxima do BEM a todos os seus níveis, e baixo cuja autoridade, é impossível que se leva-se a cabo tam vil maquinaçom como tiverom a bem inventar os sionistas desejosos de credo para o seu flamante estado judeu. Claro está, que os nazis estavam tolos.

3. Os nazis queriam dominar o mundo.

Esta afirmaçom demostra que a cúpula do sionismo está tem na cabeça a personagens sem a mais mínima imaginaçom. É o argumento de toda película na que há bons e maus. Os nazis evidentemente som os maus sempre, e como nom, queriam dominar e escravizar o planeta inteiro.

Pegunto-me como, nos inícios da segunda guerra mundial (por que claramente segundo esse razonamento a guerra começaro-na os nazis e nom as democracias), sem tanques pesados, sem frota, cumha incipiente aviaçom e com nem sequer a metade das projectadas tropas de terra equipadas e treinadas, pretendiam os nazis invadir o mundo, perante uns vizinhos atrincheirados detrás de gigantescas linhas defensivas, com exércitos poderosísimos e armados até os dentes. Está reconhecido por todos os estadistas militares, e diziam os chefes militares germanos naquele entóm, que de ter sido atacados pola retaguarda quando invadirom o estado Polaco, a guerra teria rematado em duas semanas com a derrota do nascente III Reich. Por outro lado é curioso o caso de amnésia neste tema quando a URSS desde o seu nascimento no 17, anexionou-se pola força militar Carélia meridional, Ucránia, Geórgia, Arménia, Kazakhstam, Uzbekistam, Azerbaidjam, Tadjikistam, Kirghízia, Turkmenistam, Tanu-Tuva e a Mongólia exterior, cum total de 60 milhons de seres humanos no total. E antes da invasom Germana sobre a URSS, invadiu Letónia, Estónia, Lituánia, exigiu a Rumania a entrega das ricas regions de Besarábia e Bukovina do norte, invadiu Finlándia à que roubou importantes territórios e finalmente invadir o que ficava do estado Polaco tras a invasom germana para recuperar os Sudetes e outras terras germânicas…. Curioso! Claro está que os nazis estavam tolos..

4. Os nazis só queriam homens loiros e de olhos azuis.

Esta nom sabia se incluí-la aqui polo ridículo… Realmente em quanto umha pessoa nos increpa aos Nacional-Socialistas, umha afirmaçom deste tipo, o melhor que podemos fazer é palmar-lhe no hombreiro amizosamente e desejar-lhe que passe um bom dia. Cecais esta afirmaçom tem a sua origem nas rigurosísimas selecçons de personal que se faziam nas Waffen SS nos seus começos, nas que se dize que um simples empaste numha mõa, era suficiente para nom ser admitido. Polo demais só há que observar a qualquer dirigente N-S da época para olhar que muitos estavam totalmente distantes desses canons, que realmente, nom era mais que o ideário de beleza de aquele entóm, (ideário sempre recorrido em temas artísticos ou como exemplo de saúde física do povo) igual que o segue a ser hoje em dia. É evidente que os nazis estavan tolos.

5. Hitler cometeu o erro de luitar em várias frontes à vez.

Este era o grande terror dos chefes militares germanos. Mas a Germânia nom lhe ficou outro remédio, e nom foi um erro seu propriamente dito.

O erro foi nom percever que o bloco marxista da URSS, e o bloco dos capitalismos ocidentais, nom formavam umha aliança anti-natural, como Hitler a chamava, se nom que eram o mesmo bloco com diferentes formas. Germânia queria a paz con Inglaterra. Hitler chegou a oferecer 9 vezes umha paz sem vencidos nem vencedores, num momento no que era o claro vencedor da contenda, e sempre foi rejeitado. O mesmo Churchill dixo que no caso de ter que batizar à segunda guerra mundial, chamaria-a a guerra estúpida, pois nunca umha guerra poderia ter sido evitada com tanta facilidade como aquela.

Ademais disto, Hitler empenhou-se em perdoar a vida a todo o exército inglês em Dunkerke, (citado este como um erro militar de Hitler, claro está, sem ter em conta as motivaçons políticas nisso), pois dizia que se humilhava a Inglaterra com umha grande derrota, nunca averiam-se de assinar umha paz com Germânia. Outros aduzem que deveu invadir a Inglaterra, mas isso suporia manter e alimentar a outros 50 milhons de seres, que recebem a maior parte do seu alimento importado dos EUA, suministro que ficaria curtado, no caso de caer esta em mans germanas, e ficando o avitualhamento ao cargo do já bastante sobrecarregado serviço logístico germano…

Logo estava o outro lado, a URSS. Que Hitler deveu esperar para invadí-la? Quanto mais espera-se Germânia, mais tempo teria para armarem-se a URSS, e o potencial industrial soviético detrás dos Urais, era 200 vezes o que tinha Germânia entóm, polo que, o que ganharia Germânia no primeiro ano, teria-o a URSS 200 vezes no mesmo período, sabendo que tarde ou cedo, lançariam-se ao assalto de Europa.

Assim que olhemos por onde olhemos, é difícil defender como um erro do mando germano o combate em duas frontes. Simplesmente foi algo que aconteceu assim de maneira inevitável.

Claro está que os nazis estavam tolos.

6. Hitler abandonou aos seus soldados em Stalingrado.

Devido a informes da infiltraçom comunista dentro de Germânia, o mando soviético conhecia as debilidades (como carência de eficientes armas anti-carro) dos flancos do 6º exército germano que operava na zona de Stalingrado, e neles descarregou toda a sua força com poderosos exércitos couraçados. Nuns poucos dias o exército do general Von Paulus ficou cercado por umha gigantesca massa soviética, composta do seguinte modo: o 62º exército polo oriente, o 66º e o 24º polo norte, 65º e 21º por ponhente, o 57º e o 64º polo sul, e o 5º pelo sul-este. Umha monstruosa quantidade de homens e de material que se enfrontavam a tam só 235.000 soldados germanos. Actualmente dize-se que Hitler, dando ordes sem sentido, obrigou a esses homens a cravar-se no terreio condenando-os a morrer de frio ou baixo as balas russas. Para começar, o mariscal Goering assegurou a Hitler que o 6º exército podia ser abastecido desde o ar, posiçom que ainda que logo veu-se imposível, foi secundada pelo mariscal Keitel e o general Jodl, nom ficando ao Führer mais remédio que confiar nos seus subordinados. Por outra banda levou-se a cabo umha tentativa de rachar o cerco, no que o exército do general Hoth, chegou a só 48 Km, e um ataque resolto dos homens de Von Paulus nessa direcçom, segundo o general Von Manstein teria reestabelecido a situaçom.

Mas polo visto, Von Paulus pensou que teriam mais possibilidades de sobreviver se ficaram inmóvil em Stalingrado, que se tentavam rachar o cerco.

Finalmente, todos os mariscais de campo soviéticos, coincidem na postura, de que se nom tivera sido pola orde dada por Hitler, de que o 6º exército cravara-se no terreio durante os 71 días que aguantou, mais de 220 divisons teriam-se derrubado sobre toda a parte sul germana e teriam provocado umha catástrofe sem precedentes. Polo que com o seu sacrifício, o 6º exército ganhou tempo para que centos de milheiros de soldados puderam retroceder e estabilizar umha nova fronte.

É evidente que os nazis estavam tolos.

7. Os nazis rebaixarom o nível de vida obreiro.

Afirmaçom um bocado ridícula.

Depois da primeira guerra mundial, e antes do meteórico ascensso N-S ao poder, nom havia classe mais ruinhosa em Europa que os trabalhadores germanos, e isto logrado graças e únicamente aos sucessivos cámbios de governo, que perante a situaçom de pobreza imperante, só souberom pedir mais e mais credos extrangeiros, que ainda que salvavam os móveis tempo curto, ao longo, empobrecia-se mais e mais ao povo. O Nacional-Socialismo partiu desde 0. Com as arcas nacionais vazias (mais bem nas mans doutros países), e com os níveis de paro e desocupaçom batendo records históricos.

A economia nom se podia reactivar gerando mais dinheiro-papel, se nom gerando trabalho, que a sua vez gera-se riqueza. Gigantescas obras forom postas em marcha, decenas de milheiros de obreiros puiderom começar a trabalhar, a dar movimento à indústria, ao comércio. Serviços que hoje em dia parecem-nos indispensáveis, como a seguridade social ou as feiras pagadas, forom implementados por primeira vez em Europa polo Nacional-Socialismo. El salario en las industrias, ascendió entre 1932 y 1937 un 245%. Todas as grandes fábricas forom remodeladas para que os obreiros dispussesem melhores serviços. Começou-se a aplicar a ideia de que quanto melhores som as condiçons de trabalho dum obreiro, maior é o seu rendimento. Dispunham de espaçosos e iluminados comedores, instalaçons deportivas, teatros, cinemas, salas de lezer…

O estado impuso-se que cada obreiro tive-se em propriedade umha casa com jardim para a sua família, posto que a ideia social do Nacional-Socialismo, nom se limita a umha mera ideia económica como ocorre no comunismo, se nom que no Nacional-Socialismo, a missom do socialismo é a de elevar a vida económica, social, artística e espiritual da naçom. A naçom nom é só um simples factor económico a melhorar. A naçom é arte, é cultura, é ócio, é família… mas claro está que os nazis estavam tolos.

8. Factor tempo.

O tempo foi algo determinante no que a governo do Nacional-Socialismo refire-se.

Faltou completamente.

Faltou tempo para inventos novedosísimos.

Faltou tempo para preparar aquela terrível e inevitável guerra.

Faltou tempo para regenerar um país carcomido pola democracia.

Faltou tempo para criar, construir, ressuscitar… o único ideal válido e latente na alma europeia.

A revoluçom que propunha o Nacional-Socialismo na Germânia era tam enorme, tam gigantesca, que os 6 curtos anos de paz de que dispuserom nom chegou para fazer nem sequer a ponta do iceberg, mas ainda assim, o mundo puido ver como um país humilhado e prostrado ante os vencedores de Versailes, alçava-se em 6 anos e convertia-se na maior potência que o mundo viu jamais.

A maior parte do funcionariado do governo germano era extrano e hostil ao Nacional-Socialismo, a maior parte das grandes obras nom puiderom ser começadas, e as que si o fizerom ficarom arrasadas polas bombas democráticas, o renascer científico espectacular, artístico, ou aquela comunidade social magnífica, onde todos, desde crianças a ancians reconheciam na Swástica umha símbologia de ledícia e de bem-estar… Todo conseguiu-se numha parte insignificante do que devia ser. A guerra, para a que ninguem no III Reich estava preparado, e com a que tampouco contavam, truncou esse maravilhoso sonho de renovaçom, por um país fumeante e actualmente afundido em esterco.

Mas bom, os nazis estavam tolos.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Álvaro das Casas e os Ultreia



Nos derradeiros anos, certos grupinhos mal chamados "nacionalistas" com certo cheirinho a marxismo e também liberalismo, pretendem deturpar a história dum dos grupos históricos mais achegados ao nosso ideário. Teremos que lembrar-lhes meiante a história, quem é o que tem que reclamar o legado ideológico dos Ultreia e Alvaro das Casas.

A Dom Álvaro das casas, como a outras figuras do Nacionalismo Galego, pretende-se apagar desse grande mapa que é a história do nosso país. Há quase 10 anos cumpriu-se o centenário do seu nascimento e também o ciquenta aniversário da sua morte. Tais datas nom fórom aproveitadas para a merecida homenagem que das Casas merece e os poucos textos publicados distam muito tanto da qualidade como da quantidade necessárias para dar a conhecer umha figura tam maliciosamente esquecida. Realmente há que dizer que era preferível aguardar 50 ou 100 anos mais, que ter que ver as injúrias e manipulaçons descaradas que lamentavelmente produzirom-se. Um livrinho, que por pouco nom fica em pasquim, de Francisco Abeijóm Nuñez e algum que outro artigo, nom puidendo deixar de citar ao de Uxio-Breogám Diegues Cequiel, que destacam pela sua manipulaçom esquisitamente implícita.

Quando se fala de Álvaro das Casas é curioso como a sua existência semelha rematar precisamente no ano 36, quando se translada ao Estado Português. De aí em adiante é tudo mistério. Mas comecemos polo princípio. Álvaro das Casas Branco nasceu em Ourense o 2 de Julho de 1901, filho do advogado Jose Casas Gonçalves e Antónia Branco Nieto, distinguida família originária de Sabuzedo de Montes (Cartelhe). Pola parte paterna o doutor é licenciado em direito Joám Bautista Casas Gonçalves, canónico da catedral de Ourense e governador eclesiástico da Habana.

Trás criar-se em Ourense, foi estudar Filosofia e Letras em Valladolid (Castilla), rematando em 1920 com prémio extraordinário de literatura. Durante o curso 1921-22 ingressou como Mestre Ajudante e um ano mais tarde participou na guerra do protectorado do estado espanhol em Marrocos. Rematado o enfrontamento bélico transladou-se a Madrid, acadando o doutorado em Filosofia mentres impartia classes de língua e literatura portuguesas na Escola Superior de Polícia. Entre os anos 1924 e 1925 foi secretário do alcaide de Madrid (Castilla), o Conde de Vallellano. Tinha, segundo alguns umha singular e pinturesca personalidade: Criador de Ordens de Cavalaria , Os infançons de Illescas, possuidor de importantes títulos e condecoraçons... "(Fernández Maza,1984)". O seu gosto pola nobreça e a épica levou-no a escrever várias novelas de cavalaria em estes anos mas as suas relaçons com galeguistas ourensans, especialmente com os jornalistas de "La Zarpa", fam que se converta em um dos mais ferventes luitadores e propagandistas do nosso Nacionalismo.

O 12 de fevereiro de 1928 casou com Maria Natividade Ulhoa Sotelo. Esse mesmo ano marcha a Fregenal de la Sierra (Badajoz) a exercer como mestre de Geografia e História no instituto da vila, onde passará dous cursos.

Durante os anos 29 e 30 a sua actividade é incansável. Participa em juntanças e conferências por todo o país: Chantada, Mazeda, Carvalhinho, Vigo (na Festa da Raça do 25 de Julho de 1930). Escreve artigos em "La República" e "La Zarpa" (em umha desta publicaçom pide ao alcaide de Ourense, o Sr. Junquera, que a bandeira galega pendure no balcom da Casa Consistorial) e pujo-se ao fronte da protesta que impediu um acto de José Antonio Primo de Rivera e Calvo Sotelo.

Em 1930 chega a Noia cobrindo a mesma cadeira no instituto, que começava seu terceiro curso. Antes da proclamaçom da República, em 1931, das casas já iniciara sua actividade política aparecendo como assinante do manifesto Fundacional da Irmandade Galeguista de Noia.

Mais tarde, em Abril de 1931, já forma parte da "Junta provincial republicana" presidida por Germán Vidal.

Da mam de Risco e Otero Pedrayo colaborará no Seminário de Estudos Galegos, publicará numerosos artigos e livros e participará na criaçoms da Associaçom de Escritores Galegos, sendo seu primeiro primeiro Secretário Geral. Trâ-la VII Assembleia Nacionalista, celebrada em Ponte-Vedra o 5 e 6 de Dezembro de 1931, funda-se o Partido Galeguista e das Casas formará parte do seu primeiro Conselho Ejecutivo.

No mês de Maio de 1932 é nomeado direitor do Instituto substituindo a D.Luis Vilanova. Um ano mais tarde será destituido deste cargo a causa da sua conferência "Verbas aos moços Galegos. O Movimento Universitário", no Paraninfo da Universidade de Compostela do 9 de Março de 1933. 23 catedráticos instárom ao reitor a abrir-lhe um expediente por considerarem que suas verbas atentavam o estudantado à violência. A pesares das mostras de solidaridade mostradas desde todos os recunchos da Galeguidade. Das Casas fazia um apaixoado chamamento à mocidade universitária para que abandona-se o seu nihilismo: "A nossa mocidade ten que porse na emozón dos ourizontes patrios…para a gran tarefa de restaurar a Galiza doutrora, soberán dos seus destinos, xogando na órbita de tódolos pobos, luceiro con luz propia na constelación de tódalas patrias…"

Aquele acontecemento cultural, que alporizara aos seitores mais republicanos da comunidade universitária, constituiu um revulsivo importante do que som exponhentes históricos os grandes “Ultreia” , Álvaro das Casas foi encarcerado um ano após.


Das Casas, com camisola dos Ultreia

O nome, Ultreia, tomou-no do Liber Sancti Jacobi ou Códice Calixtinus que se conserva na catedral compostelã, do hino dos peregrinos do século XII conhecido por “canto de ultreia” que começa com o verso Dum pater familias, tem a sua origem no caracter guerreiro, dos cruzados,
já que esta verba significa “mais alá!” ou “adiante!”:

Herru Sanctiagu! Got Sanctiagu! E ultreia!, e sus eia! Deus, adiuvanos!

A simbologia empregada polos Ultreia, ao igual que nós, era o trisquele galaico, desde o começo maila às opinions contrárias dos que nom lhes gostava pela manifesta semelhança com a "esvástica hitleriana", manteria-no até a sua extinçom da agrupaçom a partires do 18 de Julho de 1936.

"Concebín a ideia de crear os agrupamentos Ultreya libre de toda suxerencia; si acaso pensando no éisito que un tempo alcanzaron no noso país os eisproradores –xa totalmente desaparecidos- e na posibilidade de ispirar unha orgaización que, recollendo o esprito xuvenil daquelas tropas, se mantivese ao marxen de patrioteirías pueriles e de malsanas parodias castrenses. Coidaba que o intre era propicio: nosa mocedade, aburrida dos partidos polítecos, cansa de loitar por conquerir metas eiscesivamente fáciles, arelaba xuntarse nunha gran cruzada espritoal na que os obxetivos, por lonxanos, serían infinitamente máis cobizados. Outras orgaizaciós semellantes como Schokol ou Palestra na Iberia, conocinas despóis de estar en marcha, en prena realización, a miña ideia. Agora, sabendo como viven as xuventudes da Europa nova, estudado o intresantísimo libro en col da educación na Alemaña, síntome máis que nunca orguloso da miña obra e teño a certeza de que, continuando como hastra eiquí a miña patria será un belo eisempro".

"Distínguenos un triskele bermello que vai sempre sobre noso peito i-en cada unha das nosas bandeiras; o triskele é a eispresión do home correndo tal coal aparez nas nosas insculturas da prehistoria i-esí foi recollido nos seus estudos polo prof. R. Sobrino. Quer dicer dinamismo, marcha, avance, procura do noso ideal de máis alá. Un triskele que por outra parez recoller os tres temas fundamentais de noso orgulo de cidadáns galegos: fogar, raza e língoa"


Bandeira do Conselho dos Ultreia,
azul de feiçom Nacional-Socialista


Bandeira das Linhas Ultreia

Os quadros paramilitares estavam formados polas chamadas Linhas, de 264 rapazes cada umha, ou "doze dúzias" como eles diziam. Na carta da organizaçom diz no seu seu ponto 4º:

"Cada linha terá umha bandeira que será azul-galega e branca cum trisquele no meio, e levará em chefe um signo qualquer para se distinguirem umhas Linhas das outras. A bandeira do Conselho é toda azul com o trisquele cobrindo o campo da bandeira"



Mas voltemos atrás. A começos do 1932 criam-se os agrupamentos Nacionalistas de jovens "Ultreia", um dos mais importantes legados de das Casas. Ideados a semelhança doutros grupos europeios para a formaçom da mocidade, os uniformes brancos com o trisquele geométrico vermelho espalharom-se por todo o país chegando a contar em menos dum ano com 800 membros.

Dizia Ortega que “é unha ilusión pueril crer que está garantida nalgunha parte a eternidade dos pobos; da historia teñen desaparecido moitas razas como entidades independentes... É preciso que a nosa xeración se preocupe con toda consciencia, premeditadamente, organicamente, do futuro nacional” (Vieja y nueva política).

Foi, pois, aquela mocidade galaica dos Ultreia a que recolheu a mensagem orteguiana, a que protagonizou o compromisso com esta raça e com esta terra. Aos poucos daqueles ultreias que ainda gozam do privilégio de viver devemos-lhes dar protagonismo e ter em conta as suas opinions sobor do desenvolvimento de Galiza porque, coincidindo com Nietzsche, “só aquel que construi o futuro tem direito a julgar o passado”.



Numha inauguraçom dumha exposiçom de pintura de Mario Granell a qual visitam os Ultreia, Das Casas advirte ao grupo de quem esta personagem, sem por isso quitar-lhe méritos:

"O Granell está fala que te fala dándome un mitin, apropósito dos ultreyas. Dí que si todos os mozos galegos estivesen na nosa organización Galiza sería outro pobo, unha verdadeira nación como debe ser. O Granell é comunista, pero en moitas cousas ten razón. Eiquí temos de todo: rapaces de famílias de dereitas e das izquierdas, xentes de familias ricas e probes, pero nos levamos tan ben, aprezámonos tanto, que entre Nós non hai disgustos e todos somos como verdadeiros irmáns".


A causa das discrepâncias com a linha do PG, em parte também causadas pola sua política com os Ultreias, dara-se de baixa do Partido e no 25 de Julho de 1933 apresenta-se à sociedade galega umha nova organizaçom: Vanguarda Nacionalista Galega (VNG). Aparecerá nas ruas umha brochura intitulada Máis! Na que ademais de das Casas escrevem entre outros F. del Riego Manuel Beiras e Ramón Cabanillas. Chamam a luitar sem trégua pola liberdade absoluta do país galego...". A pesares das discrepáncias, a plana maior do PG está presente na conferência que baixo o título de " Terra, Raça e Língua" das Casas pronúncia o 16 de Fevereiro de 1933 em Ponte-Vedra. Nas eleiçons de Novembro de 1933 das Casas apresenta-se como candidato ao Parlamento espanhol acadando quase 10.000 votos que nom som suficientes para obter a acta de deputado.

O mesmo dia que se apresenta VNG representantes das 3 "nacionalidades históricas" assinam no Seminário de Estudos Galegos o Pacto de Compostela, primeiro passo para a criaçom de "Galeuzca". Álvaro das Casas, por Ultreya, junto com Bóveda, polo PG, forma parte da delegaçom galega. Trá-los acordos participa na viagem "tripartita" por terras galegas, euskeras e catalanas. Suas palavras no concelho de Barcelona tiverom grande repercussom, provocando a ira de vários deputados madrilenhos. O PG ,pouco soberanista e revolucionário para das Casas, andava nervoso perante o excesivo radicalismo e os sobresaltos dialécticos de das Casas durante o périplo.

"Para os galaicos que atraiçoam a pátria e servem a aqueles que nos repudiam e escravizam, para esses luita fera e sem acougo"

"Eu estou adicado em alma e vida a umha actuaçom política que nom me deixa ponto de repouso. Concentro tudas as minhas forças em batalhar pola minhaterra galaica que está por cima de todo. Nom descanso, cada semana percorro o país, escrevo artigos, pronúncio discursos, dou conferências"

Em Julho de 1934 nasce, baixo a direcçom e sustento económico de Álvaro das Casas, o Boletín de Estudos Polítecos Alento. Na primeira editorial explica-se que a revista para "ir precisando a mais limpa e reja ortodóxia nacionalista, em estes tempos tristeiros de vacilaçons e dúvidas". Participarom entre outros Vicente Risco, Joám Branhas, Augusto Casas, F. Del Riego, A. Igrejas Alvarinho, L. Manteiga, Seoane, R. Vilar Ponte, P. Pedret Casado, Pedro Piquer... A andaina de Alento rematará com o número tripla 10-11-12, correspondente ao trimestre Abril-Maio-Julho de 1935.

Rematado o curso 1935-36 realizará umha viagem pola Alemanha Nacional-Socialista desde onde enviou duas crónicas a "El Pueblo Gallego". Em um dos seus artigos manifestava sonhar "... com o dia no que Galiza esteja cheia de mastins afiados e bandeiras, nossa bandeira, tam leda e limpa".

Das Casas amosa-se fascinado pola Germânia N-S, acompanhado polo seu amigo Ramón Reboredo sinala con ledícia desde Bremen:

"A hospitalidade de Bremen é clássica e nós puidemos percebe-la bem. Presenciando um exercício das Hitlerjugend, o rapaz Heinz Haake percebeu que eramos forasteiros. No acto pediu autorizaçom e veu a ponher-se ao nosso serviço, brindando-nos execelente e cordialísima companha que nom esqueceremos jamais"

Com o estalido da confrontaçom armada de 1936 será destituido como mestre do instituto de Noia, fazendo-se efectivo o casamento o 12 de Agosto por mandato do delegado da ordem pública de Compostela, D. Fermím Álvarez de Mesa.

"Dous antigos soldados, ambos de Família humilde e pobre, de suficiente leitura e de extraordinária tempera combativa, surgem como líderes da nova revoluçom: Adolf Hitler na Alemanha e Benito Mussolini na Italia. Os dous formaram-se no Marxismo, os dous padeceram fome e perseguiçom, os dous tenhem umha profunda vocaçom intelectual, os dous demostraram nas trincheiras serem patriotas heroicamente abnegados.Em Munich i em Milam ouvem-se as primeiras arengas clamorosas e imperativas.- Socialismo, sim, mas nacional, sem chefaturas nem mandos estranhos; revoluçom, sim, mas nom subversom; ordem, sim, mas nom anarchia feita costume. O socialismo de Georges Sorel revive em eles fortalecido, acrysolado, adaptado em razom de tempo, lugar e procedimento; Mussolini declarou dever-lhe mais que a Nitzsche.

Na Europa abre-se umha nova era."

Protegido polos seus amigos do Instituto de Estudos Históricos do Minho, viajará até Viana do Castelo onde começa o seu exílio. No Brasil ocupou umha Cátedra na Universidade de Niteroi, dando numerosas conferências em diversos centros intelectuais financiadas polo Governo Brasileiro. Em 1939 fixa a sua residência em Buenos Aires e junto com Mariano Medina funda, baixo o mecenato da família argentina Menéndez-Braün, umhas das primeiras editoriais americanas. EMECÉ. Nela publicaram-se várias colecçons em galego (Dorna, Hórreo,...). Durante a década de 1940 aumenta consideravelmente sua obra escrita e impartirá numerosas conferências, muitas delas de forte conteúdo anti-comunista, por toda América do Sul.

"Quero unir a minha voz -clara, rotunda, viril- a esta grande manifestaçom da cidade que cantou hinos triunfais no seu avanço espléndido contra a horda comunista. Chegou o grande dia de Europa. Como nos tempos passados contra o perigo islâmico, que ameaça com demolir os eidos multifecundos das velhas pátrias, os povos que hoje tenhem consciência de si, e repudiam nefastas claudicaçons servis. As Espanhas som outra vez trincheira e clarim da Europeidade. Toca-nos viver umha das grandes horas na História da Humanidade. A guerra está iniciada e nom cabe descanso até esmagar para sempre o advesário. Na peleja está no jogo a Pátria, a Família, todo quanto mais podemos apreçar neste mundo. De nós depende que os estados Português e Espanhol voltem ser, como noutros tempos, categoria de primeiro orde no concerto dos grandes povos, ou pobres colónias russas ao ditado de qualquer assassino soviético, colónias misérrimas destinadas a sucumbir no pesadelo demoníaco de bolchevizar ao mundo"

"Se queredes comprehender a nova revoluçom europeia, temos de ver nos moços que seguem a Hitler e a Mussolini, tudo quanto ha além das preocupaçons nacionais, tudo quanto há de europeismo : a ilusom de restaurar nas artes cánones clássicos, de re-criar a cultura sobre bases de humanismo, de estructurar a vida em volta de princípios, de agrupar outra vez a Europa em ideais comuns"
"Se vos parades um momento a contemplar o avanço apocalíptico da onda vermelha, que trai consigo a bárbara civilizaçom dum mundo sem Deus, Ah! entom nom haverá um espírito nobre que nos aplauda sequer seja pola valentia da nossa sinceridade"

Em 1950, enfermo de gravidade, solicita o visado para viajar a Barcelona para ver a seu irmam Augusto. Embarca em Rio de Janeiro e durante a travessia sofre um ataque de hemiplégia complicando-se su falha de visom. À sua chegada, tivo que ser transladado em Ambuláncia, morrendo em Barcelona o 8 de Março de 1950. Seu cadaleito foi transladado à sua terra natal. Jaze soterrado em Sabuzedo de Montes, Galiza.

CELTIA

"Ei Armórica, Cornubia e Cambria,
Escocia, Eirín, Galicia
e a illa de Man.
Son as sete naciós celtas
fillas do rei Breogán.
Miña patria Galicia
ti és e ti serás
cos teus verdes agros
o máis quente fogar.
Son os sete cisnes brancos
fillos dos de Damiáns;
para tí, miña patria,
nos beizos un cantar,
nos peitos a ledicia
da nosa mocedá."

Hino dos Ultreia. A autoria do poema é atribuida a X.Filgueira Valverde.

ULTREIA

"A balandra dos ultreia
leva os coraçons por vela
navega cara o futuro
toda Galiza vai nela.

Toda Galiza vai nela
prensa do meu coraçóm
os mares forman trisqueis
em cada constelaçom.

Em cada constelaçom
ouve-se cantar umha estrela
velai vem a fror das naos
toda Galiza com ela."

Autor: Fermim Bouza-Brey

Mentres tanto e para rematar queriamos fazer umha sugestom aos marxistas e liberais, falsos nacionalistas, ponhendo umha cita do grande Vicente Risco, que de seguro entenderedes à primeira, e que podedes sentir-vos ameaçados se queredes.

"O Nacionalismo é fundamentalmente umha reacçom vital que se opom às forças destrutora da nacionalidade, sejam estas interiores ou exteriores, próprias ou alheias"

domingo, 28 de março de 2010

As feiras para um Nacional-Socialista hoje

Sempre crim que as pessoas devem ser julgadas sobre todo polo que fazem de maneira voluntária totalmente, fora das pressons do dinheiro, o tempo, as obrigas, a necessidade, o cansaço, … todo aquilo que nos impede realizar o que realmente queremos e nos obriga a umha conduta dada por essa ‘necessidade’ ou condicionamento social-económico.

Ponho exemplos: Cecais nom poida umha mulher ter 7 filhos pelos condicionamentos económicos e sociais actuais mas quando tem um ou dous só, a sua conduta com respeito ao seu coidado, a importância que lhes da respeito ao tempo de trabalho ou outras ‘afeiçons’, o tempo que lhes adica no tempo livre e como o faze, é a parte significativa.

É possível que umha pessoa diga que nom tem tempo para sair de excursom e que está canso as fins de semana… pode, mas quando tem 10 dias livres é quando se terá visto se isso é umha escusa, se ama de verdade a Natureza.

Muitos dizem que nom podem ter um cam na casa pelo trabalho que da, e é certo seguramente em muitos casos, mas quando tem dias livres, Ocupam-se dos animais ou estariam dispostos a cuidar um cam uns dias na sua casa?… os depósitos de cans estam cheios de animais ansiosos de agarimo…

Um obreiro nom é mais honrado que um gerente só por serem ‘assalariado’… para sabê-lo seria preciso que esse obreiro tivera um dia a possibilidade de dirigir e pagar soldos, de demostrar a sua honradez… pois ‘honrados à força’ está cheio o mundo, e o pior é que esses mesmos obreiros ‘honrados à força’ nas suas pequenas contas, nas suas famílias, às vezes som já umha mostra das mesmas misérias que as que cometem os capitalistas ao grande.

O vrão, as feiras em concreto, som mesmo umha PROVA das nossas escusas, de até que ponto todo isso que ‘nom podemos fazer por…’ nom som mais que escusas do nosso egoísmo e a nossa falta de interesse e vontade.

Quando um N-S está de feiras deve assumir quatro grandes metas:

•Descanso do Trabalho, descanso psíquico ademais do físico.
•Formaçom humana própria.
•Adicaçom aos demais, à família e nom só a eles.
•Algumha actividade de luita que durante o ano nom tiveras realizado.

A maneira como realizes estes quatro grandes objectivos é o que indica a qualidade humana dumha pessoa.

1.Descanso do Trabalho, descanso psíquico ademais do físico:
O descanso é algo que se confunde com ‘nom fazer nada’, esse é o primeiro erro. O descanso físico obtem-se num só dia de durmir e descansar realmente… Fora dum trabalho físicamente muito esgotador, cousa rara hoje em dia.


O ‘cansaço’ é em realidade umha sensaçom psicológica de esgotamento mental, e a sua soluçom é ‘fazer outras cousas’, nom o durmir e gandulear.
Passear junto à esposa e filhos, sem pressa, por lares belos da própria cidade,povo ou aldeia e o seu entorno, lares que nunca visitas ao longo do ano, é algo que descansa. Sentar num terraço e falar, simplesmente falar, cousa que pouco se faze ante o televisor nocturno diário, é um descanso activo.


Fugir do ‘descanso fronte à caixa parva’ e do cinema para estar sentado, abandonar a ideia de botar horas e horas numha praia, nom centrar-se em comer em restaurantes, nom erguer-se com mais de 8 horas de sono, nom som necessárias estas cousas e som a base do folgazam e a inacçom baixo a escusa do ‘descanso’.

2.Formaçom humana própria.


Esta é umha actividade fundamental para valorar se realmente desejamos ‘superarmo-nos como pessoas’ ou limitamo-nos a ‘viver para serem felizes’.


A formaçom custa um ‘esforço’, nom é um descanso, nem é umha diversom no sentido moderno da palavra normalmente, mas tampouco tem porque ser agoniante e aborrida.
Museus, concertos, exposiçons, som desde logo metas a seleccionar com muito coidado, pois desgraçadamente hoje em dia muitos som um lixo ético e estética. Mas seguro que há alguns importantes de assistir, cecais nom aos mais anunciados senom procurando o tema e nom o anúncio oficial.


Ler é essencial, mas fugindo dos prémios literários, das novelas de super-vendas anunciadas nos meios das massas, puro lixo quase sempre para uso de betos/queques.


A Natureza é a melhor das actividades de formaçom própria se é bem feita. Oferece dous objectivos: a própria natureza na sua contemplaçom estética e ética, e a formaçom do esforço e carácter para alcançá-la. O silêncio, a soidade relativa, o caminhar, absorver a beleza e a força da natureza abstrae-nos do mundo diário, descanso psicológico, e forma-nos como pessoas.
Fugir dos merendeiros, das excursons simplesmente para comer, de lares onde cheguem carros justo ao carom, e também dum excessivo esforço que anule a parte estética da Natureza para convertí-la num campo de exercício.


O Desporto é umha magnífica formaçom sempre que nom se pratique em excesso, é absolutamente necessário que o corpo se mova e tense se o trabalho diário nom é físico. Para aqueles cujo trabalho seja sedentário ou nom físicamente formador, exercer desporto no tempo de lazer é umha necessidade, nom só um prazer. Há que fugir dos desportos de moda, os que se ‘praticam para estar em sociedade’, em clubes e em lares onde o desporto é só a excussa para relaçons sociais de convenência. Fazede desporto com amigos, mas nom usar o desporto para fazer amigos, e menos negócios ou relaçons sociais mais ou menos interessadas.

3.Adicaçom aos demais, à família e nom só a eles.
Antes que os dous objectivos prévios, está este ponto no referente à Família, e por família um N-S entende nom só filhos e esposos senom ‘a família’, um conjunto que normalmente está algo esquecido no trazer diário, pais, avós, tios, sobrinhos…


A Comunidade nom é só umha palavra, é isso também, a Família.
O Amor necessita tempo, a tranquilidade dumha relaçom sem pressas nem agonios som a base dumha recarga emocional da família.


Toda actividade que se poida fazer junto a familiares deve-se favorece e primar sobre as actividades em solitário. A tendência actual a ‘fazer o meu’ é o início da mentalidade destrutiva da comunidade.


É possível que conheças alguém que deseja ou necessita um pouco de visita, de agarimo, de companha, essa é umha relaçom socialista.


Logo está desde logo a relaçom social, mas isto é já algo promovido pelo Sistema, e normalmente é algo que SIM se tem realizado ao longo do ano, durante as fins de semana e incluso nos dias de trabalho… tratemos pois de realizar nas feiras algo distinto ao que já se faze ao longo do ano no trabalho. Assistir de festas, os típicos lares nocturnos de bailes e relaçons que já se visitam nas fins de semana, nom tem sentido, sendo ademais lares pouco recomendáveis, e mais se se tem convertido em ‘costume normal’… a ideia do sistema de feiras é a miúdo umha caralhada nocturna e durmires até o médio dia… nada mais longe do nosso estilo.

4.Algumha actividade de luita que durante o ano nom tiveras realizado.


As actividades de luita devem-se realizar todo o ano, mas nom mais significativamente nas feiras, senom durante o ano, em tudo momento. Assim que é um erro se alguém nom faze nada durante o ano com a excusa do trabalho ou a ocupaçom, para logo querer de fazê-lo nas feiras. Nom é esta a ideia em absoluto. Umha vida que nom saiba ter tempo para luitr pola comunidade e as ideias é a dum ser sem vontade.


Mas sem dúvida nas feiras é possível realizar algumha actividade para a que nom se tivo tempo antes, campamentos, escrever, preparar ediçons ou actividades, etc…
Propusemo-nos Viajar… a grande soluçom actual… a Viagem é umha boa actividade se se faze em família ou nom ocupa mais que umha parte das feiras. É um erro a viagem a tempo completo de feiras, eliminando assim as demais actuaçons indicadas.


Sem dúvida umha viagem pode ser formativa e facilita o acougo psicológico, e se se realiza em família é umha boa maneira de convivência. Mas há que deixar tempo para outras actividades e nom ocupar todo o tempo em viagens excitantes e longos que anulem as demais possibilidades de acçom que expusemos. Este é um das tentaçons da modernidade, a viagem como globalizadora de ‘feiras’, evitando assim as actividades humanas doutros tipos.


Este tema é especialmente grave nas feiras de Natal quando a viagem continua anula as relaçons familiares, a vivência duns dias de especial espiritualidade humana, seja cristiã ou nom, de maneira que se convirte umha oportunidade de amor e família numha viagem individualista.
Quando rematam as feiras, um deve fazer resumo de que fixo dentro destes 4 grandes objectivos… a qualidade da sua vida e a sua personalidade dependen dilo, nom há excusa, é o tempo livre, o que um pode decidir.


Só o que é livre é responsável… ti es responsável do teu tempo de feiras. Logo voltarás às obrigaçons, mas a tua decisom em feiras marcou a tua qualidade humana.


quinta-feira, 17 de dezembro de 2009