Mostrar mensagens com a etiqueta llion. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta llion. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

A nossa simbologia


Gallaecia e o resto da Europa encaminha-se cara umha nova era. Um novo período histórico que precisará dumha nova simbologia. Nós queremos propor um símbolo milenário com o qual a nossa terra se poida abandeirar. Um símbolo que representa a origem celta do nosso povo e os seus valores espirituais: o trisquel.

O trisquel (trisquele ou triskel dependendo da escrita) é um motivo curvilíneo triplo utilizado polos celtas. Ténhem-se restaurado os trazes em moedas e jóias que datam a vezes de 450 ou 200 anos a.C, mais, em realidade, aparecem bastante antes dessa data. Os homens da Idade de Ferro já o utilizavam para enfeitar os seus megalitos.

Pero qual é o significado do trisquel? As opinions dos historiadores estám divididas sobre o tema: o trisquel significaria "as três pernas" em grego antigo. A forma espiral das ramas do trisquel som símbolo da vida, do dinamismo e do entusiasmo em contraposiçom a todo aquilo que está recto e semelha fijo. Significa por tanto o movimento da vida. Em bretom significa "os três raios". Certamente, assemelha-se ao Sol olhando cara os seus três braços, nas três direcçons, controlando o universo. Outros afirmam que representa o ciclo da vida (infáncia, madurez e velhez). Deste jeito também assemelharia ao que faz o Sol, que nasce e morre todos os dias. É possível que o trisquel represente as diferentes idades dum mesmo ser "a vigília", "o sono" e "o ensono". Pode representar também a passagem a través dos três mundos (céu, ar e terra) da cosmologia celta ou o que simboliza o passado, o presente e o futuro.

Os celtas codificárom os seus conhecimentos a través dos círculos: o círculo dos deuses, o círculo dos animais totêmicos, o círculo das cores, o círculo dos ventos, o círculo das árvores, o dos minerais... Três círculos som necessários para a conexom da consciência do humano e das diferentes formas do divino (terrestre e do ar). O trisquel é um dos círculos primários, um dos três círculos sem os que um nom pode começar umha aproximaçom da compreensom do mundo.

Por outra banda, volta-se de duas maneiras: um sentido positivo ou diurno e um negativo ou nocturno. Quando os círculos do trisquel se voltam cara a esquerda e cara abaixo é um símbolo bélico e maléfico anunciando umha guerra próxima. Quando os círculos se voltam cara a direita com sentido anticiclônico, simboliza a vitória e a paz. Topamos aqui o simbolismo das danças de guerra celtas que começam sempre por virar à esquerda, manifestaçom de desafio e hostilidade, pero que se rematam pondo à direita, símbolo da vitória.

A cifra três, como em muitas religions, é mui importante para os celtas. Também se topam três deuses fundamentais, três druidas primordiais, três deusas da guerra, três rainhas da Éire... O trisquel pode ser umha homenagem a todas essas personagens.



No passado da Gallaecia o trisquel tivo grande importáncia destacando o trisquel de Castromao que é um dos mais formosos por ser o único no mundo celta que é calado. Esta feito em granito. Ainda que existem outros com um desenho mais puro e geométrico, como o de Sam Cibram de Lãs, há-nos semelhantes ao de Castromao: dous no Castro da Tegra, dous em Briteiros, um em Armea, dous em Santa Luzia, …

Queremos que imagineis umha bandeira que num futuro nom mui afastado há desafiar ao vento na nossa terra. Um trisquel preto vai alojado no centro dum disco branco, à vez superposto sobre um fundo vermelho. O vermelho simboliza o socialismo, o branco o nacionalismo e o trisquel as tradiçons e os valores da naçom galaica.

Mentres tanto deixai-nos fazer umha sugestom. Prendedei-lhes lume a isses trapos que se ténhem por bandeiras galegas, levando no seu centro estrelas vermelhas ou coroas borbónicas, e içai umha vez mais os velhos estandartes nacionais. Já no 1932 o “Grupo Ultreia” utilizava a bandeira galega com o trisquel no meio. Assim, na “Carta da Organizaçom” descrevia-se do seguinte jeito: “4.- Cada Linha {doce dúcias -264- de rapazes} terá umha bandeira que será a galega azul e branca co trisquele no meio (...). A bandeira do Conselho é toda azul co trisquele cubrindo o campo da bandeira.”



domingo, 29 de abril de 2012

Umha mentira repetida várias vezes, torna-se verdade



Pormenor do mapa elaborado por Modesto Lafuente para a sua obra "Historia General de España".

O autor primeiro transliterou do árabe o nome do reino ali representado como "JALIKIAH" e posteriormente traduziu-o para o castelám como "Reino de León". Isto ocorreu em Barcelona (Gothalaunia), no ano 1850.

Modesto Lafuente era de Palência (Castilla). Estudou em Lliom e Valladolid, foi condecorado com a Cruz de Isabel a Católica e foi nomeado membro da "Real Academia de la Historia".

A sua obra principal, aquela "Historia General de España" (1850-1867) em vinte e nove volumes é considerada a obra paradigmática da historiografia nacionalista espanhola liberal (progressista e contrária ao absolutismo) do século XIX. O seu objetivo foi a criaçom duma consciência nacional espanhola (sei-que nom existia) estando muitos dos seus mitos vigentes na atualidade.

Umha história inventada dende o começo, ao igual que o estado português fixo com o sul da Gallaecia. O triste é que nas escolas e licéus, as crianças andam a estudarem estes mapas e os discursos que há por baixo deles, enquanto os irmandinhos ou os reis da Gallaecia, por pôr somente dous exemplos, ficam reduzidos a meio parágrafo.


A maior parte do mal chamado nacionalismo galego “de esquerda” dos derradeiros 50 anos esqueceu ou preferiu nom dar a batalha neste terreo. Cecais entendendo muitas das vezes que já a Geraçom Nós fizera todo o trabalho e que havia pouco que descobrer ou desmentir. Mas também houve umha parte deste "galeguismo" que prefiriu deixar a umha beira a história galega e optarom de forma consciente, por subscrever os princípios historiográficos do nacional-espanholismo.

Estes "desmitificadores" que combatem supostos mitos do galeguismo sem mover um dedo contra os do espanholismo, estes okupas que se auto-proclamam “nacionalistas”, som parte responsável e muito responsável de que ainda hoje as mentiras do nacional-espanholismo sejam divulgadas sem mais no ensino académico galego e galaico.

Ainda assím, o espanholismo segue sendo consciente de que esta é umha parte muito importante para justificar e perpetuar a consciência nacional espanhola. É por isto que ainda estes dia vemos novas como a do actual ministro de interior que vai-se encarregar que “Se enseñe la misma historia de España en las diferentes CC.AA” história da sua Espanha centralista e liberal, logicamente. Mentres tanto para a maior parte dos professores, mestres e associaçons pedagogicas galegas, asturiana, leonesa e portuguesa; o tema da história, do ensino da história própria desde umha vissom historiogáfica galaica nom é prioritário.

Saim também no mapa em vermelho os “Campos Góticos”, que como saberedes eram chamados Campus Gallaeciae (campos galaicos), que foi primero topónimo documentado que alude a esta comarca campesinha. Documenta-o o Bispo de Chaves Hidacio Lemico no seu livro "Hydatii Lemici continuatio Chronicorum Hiero nymianorum" na página 30. Posteriormente também é nomeada assim por Sanchez Albornoz nos seus "Fuentes para el estudio de las Divisiones eclesiásticas Visigodas" na página 53 do número 1 no Boletín da Universidade de Santiago en 1930.

A paciência temos que pedir aos deuses quando o que supostamente é sempre reino de Asturias, logo de León resulta ser Gallaecia, Galizuland, Gallicea etc nas crónicas francas, britânicas, vaticanas, escandinavas etc. Quando nom mesmo a muitas testemunhas peninsulares da época. Pretender justificar a mentira e deturpaçom "noventayochista" em base a supostos pantasmas expansionistas galaicos é simplesmente ridículo. Nom é só que os muçulmans chamassem Gallaecia ao território cristam;é que os próprios reis do que a Historiografia espanhola denomina "reino de León" diziam-se eles mesmos serem REIS DA GALLAECIA.

Hoje Gallaecia é umha naçom dividida em dous estados peninsulares, e dentro do Espanhol em três CC.AA. Está a ser DESTRUIDA a consiência em todo âmbito: étnico, cultural, linguístico, económico, patrimonial, ecológico, populacional etc... inclusivamente a sua História a qual é distorcida,quando nom apagada direitamente. Está habitada por umha maioria de pessoas sem qualquer consciência nacional e os partidos políticos que se dim nacionais só pensam em termos eleitorais, tendo-se perdido muitos anos na imprescindível laboura de conscientizaçom e trabalho de base. 


sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Que é o Socialismo Suevo?



"É o povo dos suevos o mais populoso e guerreiro de toda a Germânia. Dize-se que tem cem divisons, cada umha das quais contribui cada ano com mil soldados para a guerra. Os demais ficam na casa a trabalhar para si e os ausentes. Ao ano seguinte alternam; vam estes à guerra, ficando os outros na casa. Desta sorte nom se interrompe a lavrança e está suprida a milícia. Mas nenhum deles posui aparte terreo próprio, nem pode morar mais dum ano no seu sítio; o seu sustento nom é tanto de pam como de leite e carne, e som muito levados à caça. (...) Admitem aos mercaderes, mais por ter a quem vender os despojos da guerra, que por desejo de comprar-lhes nada. Tampouco som servidos de bestas de carga trazidas de fora, ao revés dos galos, que estima-nas muitísimo e mercam muito caras, senom que as suas nascidas e criadas no país, ainda que da má traça e catadura, com o cansaço diário faze-nas de suma resistência. (...) Nom permitem a introduçom do vinho, por julgar que com ele fazem-se aos homens regalons, afeminados e inimigos do trabalho. Tem pola maior glória do Estado o que todos os seus arrabaldes por muitas botas-léguas estejam despovoados, como em prova de que grande número de cidades nom puiderom resistir a sua fúria. E ainda asseguram que por umha banda dos suevos nom se vem senom páramos no espaço de seis-centas milhas."

Do belo Gallico, Julius Caesar

domingo, 28 de novembro de 2010

25 Razones pa llamar Gallaecia a Asturies y Llión




1) PORQUE LA ETNOGÉNESIS DE LOS GALAICOS GALEGÓFONOS (DEL NORTE Y DE EL SUR) Y DE LOS ASTURICENSES YE LA MESMA, PROVENIMOS DE LOS ANTIGÜOS KALLAIKOI O GALAICOS

2) PORQUE LOS "ÁSTURES" DE LES GUERRES CÁNTABRES FUERON UN PUEBLU VASCÓFONO, ESTERMINÁU NESA GUERRA, Y ENSIN NADA QUE VER COLOS ASTURIANOS.


3) PORQUE LOS ASTURIANOS Y LLEONESES BAXEN DE LOS GALAICOS AL VIVIR NA "OININKOI" (SUBDIVISÓN TRIBAL GALAICA) ASTURIENSE.

4) PORQUE LOS ROMANOS (QUE TENÍEN EN CUENTA LES FRONTERES ÉTNIQUES PA LES SOS DIVISIONES ALMINISTRATIVES) INCLUYERON SIEMPRES EL CONVENTU ASTURIENSE (CON CAPITAL EN ASTORGA) NA PROVINCIA ROMANA DE CALLAECIA

5) PORQUE EL NOME "ASTURIES" QUIER DICIR "ESTI" (NESTI CASU, ESTI DE LA GALLAECIA) Y TIEN EL MESMU ORIXE QU'EL NOME "AUSTRIA", QUE YE L'ESTE DE LA XERMANIA ÉTNICA (YE LA TRADUCCIÓN LLATINA DEL NOME XERMANU PA ESI MESMU PAÍS: ÖSTERREICH)


6) PORQUE FIXO PARTE DEL REINU DE GALLAECIA DE DINASTIA SUEVA, Y CALTÚVOSE DIENTRO DE L'ALMINISTRACIÓN GALAICA MIENTRES EL DOMINIU VISIGODU.

7) PORQUE ASTURIES FOI OCUPADA POLOS ÁRABES NUN PRIMER MOMENTU, Y TENÍEN UNA GUARNICIÓN EN XIXÓN, QUE FOI GANADA POR DON PELAIO, UN NOBRE GALEGO DE TUI, NA BATALLA DE CUADONGA (722)

8) PORQUE, APESAR DE MENÉNDEZ PIDAL Y SÁNCHEZ ALBORNOZ, EL REINU D'ASTURIES" FOI EM REALIDÁ EL REINU DE LA GALLAECIA, CON CAPITAL N'UVIÉU, Y EL REINU DE LLIÓN" FOI ESI MESMU REINU, COLA CAPITAL CAMUDADA PA LLIÓN.
9) PORQUE LA RIVALIDÁ ENTE LES NOBLECES OCCIDENTAL Y ORIENTAL, POLA CUESTIÓN DE LA CAPITALIDAD, FOI L'EMPIEZU DE LA SEPARACIÓN

10) PORQUE FOI UNA DINASTIA ESTRANJERA, IMPUESTA POR CASTELLANOS Y NAVARROS DESPUES DE LA BATALLA DE TAMARÓN EN 1037, LA QUE DIXEBRÓ ADMINISTRATIVAMENTE LA PARTE OCCIDENTAL Y LA ORIENTAL DE LA GALLAECIA

11) PORQUE LA LLINGUA PRERROMANA FOI LA MESMA, EL GAÉLICU GALAICU, QUE SIRVIÓ DE SUBSTRATO COMÚN TANTU AL GALEGO ACTUAL COMO AL ÁSTUR-LLEONÉS ACTUAL.


12) PORQUE LA LLINGUA ROMÁNICA EN FORMACIÓN FOI COMÚN, EL PROTO-GALAICU, Y ACABÓ BIFORCÁNDOSE EN DOS BIEN VENCEYAES ENTE ELLES

13) PORQUE DAMBES LLINGÜES COMPARTEN UN 80 PER CIENTU DE VOCABULARIU, ESPECIALMENTE PALABRES PATRIMONIALES

14) PORQUE HAI MENOS DISTANCIA ENTE ELLES QU'ENTE L'ALEMÁN PATRÓN Y EL DIALECTU BÁVARU, O ENTE EL CATALÁN Y EL OCCITANU

15) PORQUE LA TOPONIMIA ASTURIANA YE CASI IDÉNTICA A LA GALEGA, CON CIERTES VARIACIONES FONÉTIQUES PROPIES DEL ASTURIANU


16) PORQUE NUN YE SIEMPRES Y NECESÁRIAMENTE LA LLINGUA LA QUE MARCA LES LLENDES ÉTNIQUES.

17) PORQUE EL CONDE DE BENAVENTE ESCRIBIÓ, NEL SIEGLU XI: "NÓS LOS GALAICOS..."

18) PORQUE NA EDÁ MEDIA LOS ESTRANJEROS, TANTU NA AL-ANDALUS, EN FRANCIA, N'INGLATERRA, N'ALEMAÑA, Y EN EL NORTE D'EUROPA, LLAMABEN GALLAECIA AL SUPUESTU REINU "ÁSTUR-LLEONÉS"

19) PORQUE, DESPUES DE LA RESTAURACIÓN D'UNA DINASTIA GALAICA EN 1111, FIXIMOS PARTE DEL MESMU REINU HASTA LA USURPACIÓN CASTELLANA DE 1230


19) PORQUE EL FOLCLORE, LA MÚSICA, EL COSTUMES Y LA CULTURA MATERIAL (CASTROS, HORROS, ETC) SON PRÁTICAMENTE IDÉNTICOS

20) PORQUE ASTURIES Y GALIZA SON IGUAL DE CELTES

21) PORQUE LOS FANÁTICOS ANDECHANISTAS Y NACIONAL-ESPAÑOLISTES, SON LOS TONTOS ÚTILES DEL XACOBINISMU D'ESTÁU Y SIONISTA, PA CREAR NOS ASTURIENSES ODIU Y DESPRECIU CONTRA LOS GALAICOS OCCIDENTALES (GALEGOS), ENFRENTANDO ASI DOS PUEBLOS HERMANOS ENCUANTO L'ASTURLLEONÉS YE ESCORRÍU NA SO PROPIA TIERRA

22) PORQUE YE POSIBLE TENER DOS LLINGÜES OFICIALES, HEXEMÓNIQUES NES SOS PROPIES ÁREES, NUN MESMU PAÍS


23) PORQUE NUN YE INCOMPATIBLE DEFENDER LA UNIDÁ DA GALLAECIA Y COLES MESMES, LA LLINGUA ASTURIANA N'ASTURIES, LLIÓN, BIERZO-ESTE , ZAMORA Y MIRANDA DEL DOURU

24) PORQUE EL BIERZO, SIENDO 50% GALEGÓFONO Y 50% ASTURÓFONO, YE 100% GALAICU Y EL ORIXE DE LA UNIDÁ NACIONAL GALAICA

25) PORQUE "GALEGOS Y ASTURIANOS, PRIMOS HERMANOS"!!!

QUE NUN VOS ENGAÑAR LOS SEPARATISTES!
ASTURIES Y LLIÓN SON GALLAECIA!!

Blogger M.R.A. Gallaecia Asturicense
http://mraasturicense.blogspot.com/

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Mapas medievais da GALLAECIA



Nos mapas do medievo traçados por cartógrafos cristians e muçulmans, ao longo de mais de cinco séculos, o noroeste da península ibérica aparece preferentemente denominado como Gallaecia.

Quando aparece Asturies, sempre faze-o dentro da Gallaecia, como no mapa do Beato de Burgo de Osma. Nunca ocorre que só apareça Asturies.

Quando aparece Llión, sempre faze-o como umha cidade de Gallaecia, como na Tabula Rogeriana. Nunca ocorre que só apareça Llión.

O Reino de Gallaecia foi o primeiro reino do medievo em Europa (410 d.C. - 1486 d.C.) De ele nascerom o Reino de Portucale, o Reino de Llión e o Reino de Castilla. O Reino de Asturies é umha forma errónea de chamar ao Reino de Gallaecia.