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sexta-feira, 23 de agosto de 2013
A nossa simbologia
Gallaecia e o resto da Europa encaminha-se cara umha nova era. Um novo período histórico que precisará dumha nova simbologia. Nós queremos propor um símbolo milenário com o qual a nossa terra se poida abandeirar. Um símbolo que representa a origem celta do nosso povo e os seus valores espirituais: o trisquel.
O trisquel (trisquele ou triskel dependendo da escrita) é um motivo curvilíneo triplo utilizado polos celtas. Ténhem-se restaurado os trazes em moedas e jóias que datam a vezes de 450 ou 200 anos a.C, mais, em realidade, aparecem bastante antes dessa data. Os homens da Idade de Ferro já o utilizavam para enfeitar os seus megalitos.
Pero qual é o significado do trisquel? As opinions dos historiadores estám divididas sobre o tema: o trisquel significaria "as três pernas" em grego antigo. A forma espiral das ramas do trisquel som símbolo da vida, do dinamismo e do entusiasmo em contraposiçom a todo aquilo que está recto e semelha fijo. Significa por tanto o movimento da vida. Em bretom significa "os três raios". Certamente, assemelha-se ao Sol olhando cara os seus três braços, nas três direcçons, controlando o universo. Outros afirmam que representa o ciclo da vida (infáncia, madurez e velhez). Deste jeito também assemelharia ao que faz o Sol, que nasce e morre todos os dias. É possível que o trisquel represente as diferentes idades dum mesmo ser "a vigília", "o sono" e "o ensono". Pode representar também a passagem a través dos três mundos (céu, ar e terra) da cosmologia celta ou o que simboliza o passado, o presente e o futuro.
Os celtas codificárom os seus conhecimentos a través dos círculos: o círculo dos deuses, o círculo dos animais totêmicos, o círculo das cores, o círculo dos ventos, o círculo das árvores, o dos minerais... Três círculos som necessários para a conexom da consciência do humano e das diferentes formas do divino (terrestre e do ar). O trisquel é um dos círculos primários, um dos três círculos sem os que um nom pode começar umha aproximaçom da compreensom do mundo.
Por outra banda, volta-se de duas maneiras: um sentido positivo ou diurno e um negativo ou nocturno. Quando os círculos do trisquel se voltam cara a esquerda e cara abaixo é um símbolo bélico e maléfico anunciando umha guerra próxima. Quando os círculos se voltam cara a direita com sentido anticiclônico, simboliza a vitória e a paz. Topamos aqui o simbolismo das danças de guerra celtas que começam sempre por virar à esquerda, manifestaçom de desafio e hostilidade, pero que se rematam pondo à direita, símbolo da vitória.
A cifra três, como em muitas religions, é mui importante para os celtas. Também se topam três deuses fundamentais, três druidas primordiais, três deusas da guerra, três rainhas da Éire... O trisquel pode ser umha homenagem a todas essas personagens.
No passado da Gallaecia o trisquel tivo grande importáncia destacando o trisquel de Castromao que é um dos mais formosos por ser o único no mundo celta que é calado. Esta feito em granito. Ainda que existem outros com um desenho mais puro e geométrico, como o de Sam Cibram de Lãs, há-nos semelhantes ao de Castromao: dous no Castro da Tegra, dous em Briteiros, um em Armea, dous em Santa Luzia, …
Queremos que imagineis umha bandeira que num futuro nom mui afastado há desafiar ao vento na nossa terra. Um trisquel preto vai alojado no centro dum disco branco, à vez superposto sobre um fundo vermelho. O vermelho simboliza o socialismo, o branco o nacionalismo e o trisquel as tradiçons e os valores da naçom galaica.
Mentres tanto deixai-nos fazer umha sugestom. Prendedei-lhes lume a isses trapos que se ténhem por bandeiras galegas, levando no seu centro estrelas vermelhas ou coroas borbónicas, e içai umha vez mais os velhos estandartes nacionais. Já no 1932 o “Grupo Ultreia” utilizava a bandeira galega com o trisquel no meio. Assim, na “Carta da Organizaçom” descrevia-se do seguinte jeito: “4.- Cada Linha {doce dúcias -264- de rapazes} terá umha bandeira que será a galega azul e branca co trisquele no meio (...). A bandeira do Conselho é toda azul co trisquele cubrindo o campo da bandeira.”
terça-feira, 18 de setembro de 2012
A tradiçom vista do Nacional-Socialismo (I)
POR QUE FALAMOS DA TRADIÇOM?
O pensamento Tradicional, com maiúsculo, foi sempre especialmente rico em ideias e pobre em factos, de forma que é mais doado atopar textos que exemplos, assim tiverom tempo de "pensar" sobor o nacional-socialismo, mas nom de fazer o que fai o nacional-socialismo.
Nom fala-mos quase da Tradiçom, e cremos que é preciso fazê-lo embora que seja por umha vez. Mas é que além disso a Tradiçom pode ir adquirindo maior importância devido a situaçom de pessimismo e decepçom total que está entre os NS, pois, como veremos, a Tradiçom é umha base magnífica para um individualismo pessimista, que se reclui em si, que procura a Verdade e a Salvaçom fora da realidade, justificando de algumha maneira todo fracasso e toda ruína do mundo exterior.
Por isso nos tempos maus, quando o mundo é mais difícil para as gentes de sentimentos nobres, nesses momentos é quando mais ressurgem os místicos, os anacoretas, as tradiçons esotéricas ou monásticas e, enfim, as bases dumha Fé no Eterno Retorno ordenado divinamente, a Esperança em que um Deus dea um novo mencer após a longa noite.
Dessa forma é muito tentador tentar procurar um pensamento antissistema, umha alternativa "religiosa" ao Sistema, que dalgumha forma nos arme dumha "segurança" total de vitória final, de Razom sem necessidade de demonstraçom, por vir dum Deus.
Se o pêndulo ("agulha") do mundo moderno estava apontando para o materialismo consumista, alguns lembram agora os tempos nos quais o pêndulo estava apontando cara um espiritualismo religioso anticientífico e místico, isso sim, governado polas castas sacerdotais, ou melhor, inquisitoriais.
Por isso contra o desarme espiritual do mundo moderno é lógico que se poida retomar a bagagem de "espiritismo" da Tradiçom. E em certa forma a Tradiçom proporciona elementos valiosos, sempre que seja convenientemente filtrados e separados do componhente deísta (de deísmo) e utopista. Por isso alguns escritos permitem-nos umha brilhante apresentaçom dos princípios da Tradiçom, e com ele a possibilidade de poder debatê-la sem recorrer aos confusos textos originais dum Guenon.
QUE É A TRADIÇOM?
Como muito bem diz Antonio Medrano "A Tradiçom é a Voz de Deus", "A Palavra vivificante que vem do Alto". Ou seja, e traduzindo, a Tradiçom é umha tentativa de intelectualizar os sentimentos deístas.
A ideia dum Deus fonte de toda Verdade, que permita pois impor sem dúvida nem necessidade de provas, sem discussom nem tempo de vigência, as "verdades" que alguém gostaria de crer, foi sempre o "refugio pecatorum" dos místicos. Nom há nada mais doado que negar qualquer contrário ou qualquer crítica, dúvida e absurdo, que recorrer à "vontade de Deus".
Com a "Palavra de Deus" (a Tradiçom pois) em primeiro lugar, umha multitude de xamãs e pais de todas as religions forom capazes de justificar dende as pestes à miséria, levar ao estrado qualquer incrédulo cientista que lhes contradicisse ou arruinar toda tentativa de oposiçom. A Verdade única e total que emana dum Deus nom tem forma de ser comparada com a realidade, nem de se pôr à prova, é simplesmente a Verdade, e portanto nom precisa de nada mais.
A Tradiçom é, pois, umha tentativa de dar forma doutrinal, dar umha base ideológica mais séria à eterna imposiçom da Palavra de Deus sobor a realidade científica e humana.
Suponho que esta definiçom muitos tradicionalistas nom gostaram mas se a analisam veram que está de acordo com suas próprias definiçons: A Tradiçom impom sua Verdade divina e suprema a qualquer teste ou prova, a qualquer ideia de "resultado" ou demonstraçom científica. Por isso, dalgumha forma a Tradiçom é umha nova Bíblia, umha nova palavra de Deus, mas desta vez escrita sem umha base tam ridícula como as divinizaçons "particulares", excluindo os contos de há 2000 anos, e tratando de apresentar a sua essência no mundo atual.
UMHA NOVA RELIGIOM?
Mas o mundo resistiu e suportou centenas de religions, e inclusive agora há várias de importância, isso tornava muito desagradável o trabalho deísta. Qualquer tentativa de dar forma doutrinal ao deísmo chocava-se com as "guerras de religiom", com a evidência de que havia muitos deuses e que portanto a "Palavra de Deus" era mais bem um "Parlamento de Deuses" em contínuo vociferar contradiçons teológicas. Por isso o grande avanço da Tradiçom foi estabelecer o que Schuon chama de "Unidade transcendente das religions".
Sem dúvida a Tradiçom proporcionou umha grande dose de prudência e sensatez ao deísmo com esta posiçom integradora das religions. Assumir o mínimo múltiplo comum de todas as religions, a "essência" de todas elas, permite evitar as vergonhosas guerras religiosas, que somente faziam desprestigiar mais e mais todas as religions.
Outra cousa é que essa intençom integradora tenha umha base real. A Tradiçom nom apresenta provas de que o Budismo ou Manitu tenham a mesma base que com o druidismo. As religions pré-socráticas e o cristianismo som tam diferentes nas suas bases que nom vejo de onde saem as demonstraçons integradoras dumha "unidade" transcendente entre elas.
De todas as formas, dalgumha maneira pode-se dizer que a Tradiçom é umha "nova religiom", um deísmo genérico, produto destilado de todas as bases religiosas anteriores, que como tal eliminou muitos absurdos formais que haviam nelas, embora mantendo sua base deísta.
A VERDADE COMO FUNDO DO PROBLEMA
Na realidade o problema de fundo é como basear a Verdade, onde procurá-la. A Tradiçom é simplesmente cortar este nó gordiano mediante a espada de Deus. A verdade nom é pois algo que se necessite procura senom que existe em si mesma como "vontade de Deus".
A simplificaçom é enorme e permite ignorar toda prova, demonstraçom, evitar toda crítica e assumir umha postura de "possuidor seguro da única e total Verdade".
Para o Nacional-Socialismo a Realidade Natural indica-nos a necessidade de ajustar as verdades com os resultados. Ou seja: a ciência mostra-nos que as verdades som aquelas bases que se ajustam à realidade, cumprem com as provas de ensaio e erro. Se umha verdade nom se ajusta à realidade e sua aplicaçom traz o desastre social, essa verdade deve-se pôr em séria dúvida. O N-S nom assume utopias, senom realidades num caminho para um homem e umha sociedade melhor.
J. Bochaca repete frequentemente umha frase que deveríamos todos gravar em bronze: "A Realidade é obstinada". Ogalhá se todos nós tiveramos essa frase inserida no mais profundo do pensar. A realidade das cousas é muito obstinada, tanto que as Idéias quebram-se e destroem-se se vam contra essa realidade. Quando se pretende ir contra a gravidade ou a psicologia do homem, contra as realidades que dia a dia olhamos demonstradas na vida, acostumam-se a colher magníficos resultados negativos.
Diante dum mundo moderno relativista e submerso na falta de Verdade, sem princípios profundos, essa facilidade em apresentar umha Verdade sem dúvida nem relatividade é como umha salvaçom para os "parasitas do espírito".
Quem som os parasitas do espírito?, pois aqueles que procuram um lenho (madeira) onde parasitar as suas dúvidas, que os mantenha flutuando e dea-lhes "segurança".
A PSICOLOGIA DAS RELIGIONS
E aí atopamo-nos no núcleo do problema: a psicologia da multitude.
Seríamos tam utópicos como o que criticamos se nom olharamos que as religions som um fato constante na humanidade, e portanto devem respostar a umha certa realidade. Ignorar o fato religioso é tam irreal como acreditar num Deus.
A humanidade sinte umha necessidade íntima de religiom, enquanto que sinte umha necessidade urgente de respostas diante da morte, diante do motivo da vida, necessita dumha justificaçom do mal e dos desastres, exige umha segurança e umha explicaçom da sua presença no mundo. Estas necessidades psicológicas podem ser resoltas a partires dumha enorme força de vontade e de sinceridade consigo mesmo (é a via elitista para a Ética pessoal), mas esta via está muito distante das forças médias das multitudes. Por isso umha psicologia de multitudes baseia claramente na necessidade religiosa.
A Tradiçom tem pois umha realidade inegável e demonstrável: ser a marca ou sinal dessa necessidade psicológica das multitudes de "crer" nalgo que dea sentido às suas vidas. A Tradiçom cobre essa necessidade global de forma muito mais eficiente (ou pelo menos mais inteligente) que as religions particulares, claramente infectadas de absurdos insalváveis, pois baseiam-se em "livros" ou fatos historicistas, em Igrejas e em dogmas, sem pés nem cabeça.
Convencidos de que demonstrar que Maomé ou Cristo som a representaçom do único Deus era pouco menos que se meter numha dificuldade insalvável, os pensadores da Tradiçom mostraram um caminho muito mais sensato (dentro da insensatez geral do deísmo) que é o de apresentar um caminho espiritual deísta comum, único, que pode ser "expressado" em cada regiom ou raça de formas diversas, mas que todas som um mesmo caminho.
O desejo é a base de muitos pensamentos, como bem demonstrou Paretto. O desejo das massas dumha religio mé a base do deísmo mundial.
A MÍSTICA NAS PESSOAS SUPERIORES
Mas continuaríamos sendo injustos se crera-mos que os pensadores da Tradiçom som, pois, espelho de multitudes. Nada mais distante disso.
Se as religions som umha resposta às necessidade psicológicas das massas, a mística e o ascetismo religioso é um produto para elites.
As religions som usadas polas massas no seu aspecto utilista (de utilidade), como "pomada suavizante" das suas dúvidas e problemas, sem chegar a ser mais. As multitudes nom sabem nada de Deus, somente "usa-no" como curandeiro dos seus problemas e angústias.
Mas existe umha caste de pessoas superiores, de mentalidade mais ajeitada e de personalidade rara, que se sentiram sempre atraídos polos aspeitos sublimes da religiom: pola mística, polo esoterismo ou pola contemplaçom.
Nós, os quais conhecemos os melhores pensadores da Tradiçom, sabemos que som ou eram pessoas excelentes, de grande qualidade humana e de delicados sentimentos. Nada mais distante da gentinha e da vulgaridade que o homem da Tradiçom.
O problema nom é pois que a Tradiçom seja negativa ou leve à posturas negativas, absolutamente. A Tradiçom é algo sublime, é umha enorme utopia do Sublime. O mal é que é falsa, que é irreal e corresponde a caráter utópicos, mentais, nom reais.
O místico ou o esotérico podem atopar seu próprio cainho de perfeiçom, mas levam a massa social ao desastre! Numha palavra, a Tradiçom sublima os quais a seguem à custa de difundir umha febre de utopias e injustiças entre as massas. A Tradiçom é tam positiva ao indivíduo superior como nefasta à Política dos Povos.
Quando um médico tentou curar a peste bubônica meiante medidas de profilaxia (limpeza), foi queimado vivo por duvidar que era um castigo de Deus.
Algo assim, excetuando os tempos, acontece agora. O pensamento tradicional dá explicaçons que santificam o indivíduo superior (como a Fé na Peste como castigo divino foi motivo de brilhantes abusos místicos), mas esteriliza a aceitaçom da realidade, da luita política real e científica como caminho seguro, fulmina a Ciência e é o principal inimigo da consciência científica oriental: prova e corrige erros antes de aceitar verdades.
Toda a ciência oriental, todo o desenvolvimento do conhecimento, baseou-se na mentalidade do homem branco de assumir que "a realidade é real", é algo que se pode medir e controlar, e nom somente "rezar". Toda a Ciência saiu dumha luita constante contra o misticismo utopista.
OS PRINCÍPIOS UTÓPICOS DA TRADIÇOM: A DISGREGAÇOM DO HOMEM
Talvez a melhor forma de olhar os erros do pensamento tradicional é analisar alguns dos seus princípios.
Nom quere-mos dizer que nom tenha princípios absolutamente válidos na Tradiçom, absolutamente. Há pontos que coincidem totalmente com a nossa forma de pensar, como já veremos, mas em geral há umha série de princípios básicos da Tradiçom que mostram claramente a sua base utopista e irracional.
O primeiro é a visom categorizada do homem: a compreensom utopista do homem em "planos hierárquicos diferenciados" (chame-se espírito, alma e corpo, ou Natural e Sobrenatural), como a mania em assumir que o "inferior" nom pode influenciar no superior, ou seja, que o corpo e o material som somente "servidores" dum elemento espiritual "nom contaminado" por essa matéria.
É evidente que a Ciência e a Realidade mostram-nos dia a dia as relaçons entre as capacidades superiores do homem e a sua base genética, o seu corpo, os hormônios e o caráter, o metabolismo e as inclinaçons superiores, enfim, a UNIDADE de matéria e "espírito" no homem. O maior conhecimento do cérebro humano e da psicologia científica foi demonstrando mil relaçons entre "pensamento" e fisiologia. A genética descobre a cada dia relaçons de comportamento... E diante de toda essa realidade obstinada a Tradiçom continua com a sua cantilena utopista dum espírito livre de vínculos materiais que governa o corpo como cavaleiro vindo de Deus direitamente. E continua falando de classes insolúveis. E de "superior" ou "inferior", com o qual contrai o feio defeito da origem judaica de desprezar o corpo. Contra as religions pré-socráticas, que davam ao corpo a importância que tem (e com isso ao sexo e à ledícia da mocidadel, à vida e à Natureza), a Tradiçom alinha-se com as visons espiritistas, anti-materiais, que promovem o desprezo ao sexo e ao corpo e negam as evidências científicas que demonstram a interaçom unitária de corpo e alma. Como dizia Rosemberg: "A alma é a raça vista por dentro".
O problema nom é somente a crença num Deus indemonstrável senom para cúmulo a negaçom da interaçom matéria-pensamento-"alma" no homem. Num momento no qual sabemos que umha desordem hormonal pode mudar as inclinaçons do caráter dumha pessoa, que um gene (conjunto de moléculas dum ácido ribonucleico e proteínas complexas) pode influenciar em toda a personalidade (até o fato de reduzir o novo ser ao mongolismo), no momento em que se fala de engenharia genética e em que devemos inclusive nos proteger contra a possibilidade dumha deformaçom intencional da mentalidade humana por manipulaçons químicas ou genéticas, o vir agora cumha doutrina de separaçom corpo-alma e de classificaçom no interdependente, em nome dum deísmo utópico é quanto menos surpreendente e com certeza de duvidosa lógica.
O pensamento Tradicional, com maiúsculo, foi sempre especialmente rico em ideias e pobre em factos, de forma que é mais doado atopar textos que exemplos, assim tiverom tempo de "pensar" sobor o nacional-socialismo, mas nom de fazer o que fai o nacional-socialismo.
Nom fala-mos quase da Tradiçom, e cremos que é preciso fazê-lo embora que seja por umha vez. Mas é que além disso a Tradiçom pode ir adquirindo maior importância devido a situaçom de pessimismo e decepçom total que está entre os NS, pois, como veremos, a Tradiçom é umha base magnífica para um individualismo pessimista, que se reclui em si, que procura a Verdade e a Salvaçom fora da realidade, justificando de algumha maneira todo fracasso e toda ruína do mundo exterior.
Por isso nos tempos maus, quando o mundo é mais difícil para as gentes de sentimentos nobres, nesses momentos é quando mais ressurgem os místicos, os anacoretas, as tradiçons esotéricas ou monásticas e, enfim, as bases dumha Fé no Eterno Retorno ordenado divinamente, a Esperança em que um Deus dea um novo mencer após a longa noite.
Dessa forma é muito tentador tentar procurar um pensamento antissistema, umha alternativa "religiosa" ao Sistema, que dalgumha forma nos arme dumha "segurança" total de vitória final, de Razom sem necessidade de demonstraçom, por vir dum Deus.
Se o pêndulo ("agulha") do mundo moderno estava apontando para o materialismo consumista, alguns lembram agora os tempos nos quais o pêndulo estava apontando cara um espiritualismo religioso anticientífico e místico, isso sim, governado polas castas sacerdotais, ou melhor, inquisitoriais.
Por isso contra o desarme espiritual do mundo moderno é lógico que se poida retomar a bagagem de "espiritismo" da Tradiçom. E em certa forma a Tradiçom proporciona elementos valiosos, sempre que seja convenientemente filtrados e separados do componhente deísta (de deísmo) e utopista. Por isso alguns escritos permitem-nos umha brilhante apresentaçom dos princípios da Tradiçom, e com ele a possibilidade de poder debatê-la sem recorrer aos confusos textos originais dum Guenon.
QUE É A TRADIÇOM?
Como muito bem diz Antonio Medrano "A Tradiçom é a Voz de Deus", "A Palavra vivificante que vem do Alto". Ou seja, e traduzindo, a Tradiçom é umha tentativa de intelectualizar os sentimentos deístas.
A ideia dum Deus fonte de toda Verdade, que permita pois impor sem dúvida nem necessidade de provas, sem discussom nem tempo de vigência, as "verdades" que alguém gostaria de crer, foi sempre o "refugio pecatorum" dos místicos. Nom há nada mais doado que negar qualquer contrário ou qualquer crítica, dúvida e absurdo, que recorrer à "vontade de Deus".
Com a "Palavra de Deus" (a Tradiçom pois) em primeiro lugar, umha multitude de xamãs e pais de todas as religions forom capazes de justificar dende as pestes à miséria, levar ao estrado qualquer incrédulo cientista que lhes contradicisse ou arruinar toda tentativa de oposiçom. A Verdade única e total que emana dum Deus nom tem forma de ser comparada com a realidade, nem de se pôr à prova, é simplesmente a Verdade, e portanto nom precisa de nada mais.
A Tradiçom é, pois, umha tentativa de dar forma doutrinal, dar umha base ideológica mais séria à eterna imposiçom da Palavra de Deus sobor a realidade científica e humana.
Suponho que esta definiçom muitos tradicionalistas nom gostaram mas se a analisam veram que está de acordo com suas próprias definiçons: A Tradiçom impom sua Verdade divina e suprema a qualquer teste ou prova, a qualquer ideia de "resultado" ou demonstraçom científica. Por isso, dalgumha forma a Tradiçom é umha nova Bíblia, umha nova palavra de Deus, mas desta vez escrita sem umha base tam ridícula como as divinizaçons "particulares", excluindo os contos de há 2000 anos, e tratando de apresentar a sua essência no mundo atual.
UMHA NOVA RELIGIOM?
Mas o mundo resistiu e suportou centenas de religions, e inclusive agora há várias de importância, isso tornava muito desagradável o trabalho deísta. Qualquer tentativa de dar forma doutrinal ao deísmo chocava-se com as "guerras de religiom", com a evidência de que havia muitos deuses e que portanto a "Palavra de Deus" era mais bem um "Parlamento de Deuses" em contínuo vociferar contradiçons teológicas. Por isso o grande avanço da Tradiçom foi estabelecer o que Schuon chama de "Unidade transcendente das religions".
Sem dúvida a Tradiçom proporcionou umha grande dose de prudência e sensatez ao deísmo com esta posiçom integradora das religions. Assumir o mínimo múltiplo comum de todas as religions, a "essência" de todas elas, permite evitar as vergonhosas guerras religiosas, que somente faziam desprestigiar mais e mais todas as religions.
Outra cousa é que essa intençom integradora tenha umha base real. A Tradiçom nom apresenta provas de que o Budismo ou Manitu tenham a mesma base que com o druidismo. As religions pré-socráticas e o cristianismo som tam diferentes nas suas bases que nom vejo de onde saem as demonstraçons integradoras dumha "unidade" transcendente entre elas.
De todas as formas, dalgumha maneira pode-se dizer que a Tradiçom é umha "nova religiom", um deísmo genérico, produto destilado de todas as bases religiosas anteriores, que como tal eliminou muitos absurdos formais que haviam nelas, embora mantendo sua base deísta.
A VERDADE COMO FUNDO DO PROBLEMA
Na realidade o problema de fundo é como basear a Verdade, onde procurá-la. A Tradiçom é simplesmente cortar este nó gordiano mediante a espada de Deus. A verdade nom é pois algo que se necessite procura senom que existe em si mesma como "vontade de Deus".
A simplificaçom é enorme e permite ignorar toda prova, demonstraçom, evitar toda crítica e assumir umha postura de "possuidor seguro da única e total Verdade".
Para o Nacional-Socialismo a Realidade Natural indica-nos a necessidade de ajustar as verdades com os resultados. Ou seja: a ciência mostra-nos que as verdades som aquelas bases que se ajustam à realidade, cumprem com as provas de ensaio e erro. Se umha verdade nom se ajusta à realidade e sua aplicaçom traz o desastre social, essa verdade deve-se pôr em séria dúvida. O N-S nom assume utopias, senom realidades num caminho para um homem e umha sociedade melhor.
J. Bochaca repete frequentemente umha frase que deveríamos todos gravar em bronze: "A Realidade é obstinada". Ogalhá se todos nós tiveramos essa frase inserida no mais profundo do pensar. A realidade das cousas é muito obstinada, tanto que as Idéias quebram-se e destroem-se se vam contra essa realidade. Quando se pretende ir contra a gravidade ou a psicologia do homem, contra as realidades que dia a dia olhamos demonstradas na vida, acostumam-se a colher magníficos resultados negativos.
Diante dum mundo moderno relativista e submerso na falta de Verdade, sem princípios profundos, essa facilidade em apresentar umha Verdade sem dúvida nem relatividade é como umha salvaçom para os "parasitas do espírito".
Quem som os parasitas do espírito?, pois aqueles que procuram um lenho (madeira) onde parasitar as suas dúvidas, que os mantenha flutuando e dea-lhes "segurança".
A PSICOLOGIA DAS RELIGIONS
E aí atopamo-nos no núcleo do problema: a psicologia da multitude.
Seríamos tam utópicos como o que criticamos se nom olharamos que as religions som um fato constante na humanidade, e portanto devem respostar a umha certa realidade. Ignorar o fato religioso é tam irreal como acreditar num Deus.
A humanidade sinte umha necessidade íntima de religiom, enquanto que sinte umha necessidade urgente de respostas diante da morte, diante do motivo da vida, necessita dumha justificaçom do mal e dos desastres, exige umha segurança e umha explicaçom da sua presença no mundo. Estas necessidades psicológicas podem ser resoltas a partires dumha enorme força de vontade e de sinceridade consigo mesmo (é a via elitista para a Ética pessoal), mas esta via está muito distante das forças médias das multitudes. Por isso umha psicologia de multitudes baseia claramente na necessidade religiosa.
A Tradiçom tem pois umha realidade inegável e demonstrável: ser a marca ou sinal dessa necessidade psicológica das multitudes de "crer" nalgo que dea sentido às suas vidas. A Tradiçom cobre essa necessidade global de forma muito mais eficiente (ou pelo menos mais inteligente) que as religions particulares, claramente infectadas de absurdos insalváveis, pois baseiam-se em "livros" ou fatos historicistas, em Igrejas e em dogmas, sem pés nem cabeça.
Convencidos de que demonstrar que Maomé ou Cristo som a representaçom do único Deus era pouco menos que se meter numha dificuldade insalvável, os pensadores da Tradiçom mostraram um caminho muito mais sensato (dentro da insensatez geral do deísmo) que é o de apresentar um caminho espiritual deísta comum, único, que pode ser "expressado" em cada regiom ou raça de formas diversas, mas que todas som um mesmo caminho.
O desejo é a base de muitos pensamentos, como bem demonstrou Paretto. O desejo das massas dumha religio mé a base do deísmo mundial.
A MÍSTICA NAS PESSOAS SUPERIORES
Mas continuaríamos sendo injustos se crera-mos que os pensadores da Tradiçom som, pois, espelho de multitudes. Nada mais distante disso.
Se as religions som umha resposta às necessidade psicológicas das massas, a mística e o ascetismo religioso é um produto para elites.
As religions som usadas polas massas no seu aspecto utilista (de utilidade), como "pomada suavizante" das suas dúvidas e problemas, sem chegar a ser mais. As multitudes nom sabem nada de Deus, somente "usa-no" como curandeiro dos seus problemas e angústias.
Mas existe umha caste de pessoas superiores, de mentalidade mais ajeitada e de personalidade rara, que se sentiram sempre atraídos polos aspeitos sublimes da religiom: pola mística, polo esoterismo ou pola contemplaçom.
Nós, os quais conhecemos os melhores pensadores da Tradiçom, sabemos que som ou eram pessoas excelentes, de grande qualidade humana e de delicados sentimentos. Nada mais distante da gentinha e da vulgaridade que o homem da Tradiçom.
O problema nom é pois que a Tradiçom seja negativa ou leve à posturas negativas, absolutamente. A Tradiçom é algo sublime, é umha enorme utopia do Sublime. O mal é que é falsa, que é irreal e corresponde a caráter utópicos, mentais, nom reais.
O místico ou o esotérico podem atopar seu próprio cainho de perfeiçom, mas levam a massa social ao desastre! Numha palavra, a Tradiçom sublima os quais a seguem à custa de difundir umha febre de utopias e injustiças entre as massas. A Tradiçom é tam positiva ao indivíduo superior como nefasta à Política dos Povos.
Quando um médico tentou curar a peste bubônica meiante medidas de profilaxia (limpeza), foi queimado vivo por duvidar que era um castigo de Deus.
Algo assim, excetuando os tempos, acontece agora. O pensamento tradicional dá explicaçons que santificam o indivíduo superior (como a Fé na Peste como castigo divino foi motivo de brilhantes abusos místicos), mas esteriliza a aceitaçom da realidade, da luita política real e científica como caminho seguro, fulmina a Ciência e é o principal inimigo da consciência científica oriental: prova e corrige erros antes de aceitar verdades.
Toda a ciência oriental, todo o desenvolvimento do conhecimento, baseou-se na mentalidade do homem branco de assumir que "a realidade é real", é algo que se pode medir e controlar, e nom somente "rezar". Toda a Ciência saiu dumha luita constante contra o misticismo utopista.
OS PRINCÍPIOS UTÓPICOS DA TRADIÇOM: A DISGREGAÇOM DO HOMEM
Talvez a melhor forma de olhar os erros do pensamento tradicional é analisar alguns dos seus princípios.
Nom quere-mos dizer que nom tenha princípios absolutamente válidos na Tradiçom, absolutamente. Há pontos que coincidem totalmente com a nossa forma de pensar, como já veremos, mas em geral há umha série de princípios básicos da Tradiçom que mostram claramente a sua base utopista e irracional.
O primeiro é a visom categorizada do homem: a compreensom utopista do homem em "planos hierárquicos diferenciados" (chame-se espírito, alma e corpo, ou Natural e Sobrenatural), como a mania em assumir que o "inferior" nom pode influenciar no superior, ou seja, que o corpo e o material som somente "servidores" dum elemento espiritual "nom contaminado" por essa matéria.
É evidente que a Ciência e a Realidade mostram-nos dia a dia as relaçons entre as capacidades superiores do homem e a sua base genética, o seu corpo, os hormônios e o caráter, o metabolismo e as inclinaçons superiores, enfim, a UNIDADE de matéria e "espírito" no homem. O maior conhecimento do cérebro humano e da psicologia científica foi demonstrando mil relaçons entre "pensamento" e fisiologia. A genética descobre a cada dia relaçons de comportamento... E diante de toda essa realidade obstinada a Tradiçom continua com a sua cantilena utopista dum espírito livre de vínculos materiais que governa o corpo como cavaleiro vindo de Deus direitamente. E continua falando de classes insolúveis. E de "superior" ou "inferior", com o qual contrai o feio defeito da origem judaica de desprezar o corpo. Contra as religions pré-socráticas, que davam ao corpo a importância que tem (e com isso ao sexo e à ledícia da mocidadel, à vida e à Natureza), a Tradiçom alinha-se com as visons espiritistas, anti-materiais, que promovem o desprezo ao sexo e ao corpo e negam as evidências científicas que demonstram a interaçom unitária de corpo e alma. Como dizia Rosemberg: "A alma é a raça vista por dentro".
O problema nom é somente a crença num Deus indemonstrável senom para cúmulo a negaçom da interaçom matéria-pensamento-"alma" no homem. Num momento no qual sabemos que umha desordem hormonal pode mudar as inclinaçons do caráter dumha pessoa, que um gene (conjunto de moléculas dum ácido ribonucleico e proteínas complexas) pode influenciar em toda a personalidade (até o fato de reduzir o novo ser ao mongolismo), no momento em que se fala de engenharia genética e em que devemos inclusive nos proteger contra a possibilidade dumha deformaçom intencional da mentalidade humana por manipulaçons químicas ou genéticas, o vir agora cumha doutrina de separaçom corpo-alma e de classificaçom no interdependente, em nome dum deísmo utópico é quanto menos surpreendente e com certeza de duvidosa lógica.
domingo, 29 de abril de 2012
Umha mentira repetida várias vezes, torna-se verdade
Pormenor do mapa elaborado por Modesto
Lafuente para a sua obra "Historia General de España".
O autor primeiro transliterou do árabe
o nome do reino ali representado como "JALIKIAH" e
posteriormente traduziu-o para o castelám como "Reino de León".
Isto ocorreu em Barcelona (Gothalaunia), no ano 1850.
Modesto Lafuente era de Palência (Castilla). Estudou em Lliom e Valladolid, foi condecorado com a Cruz de Isabel a Católica e foi nomeado membro da "Real Academia de la Historia".
A sua obra principal, aquela "Historia General de España" (1850-1867) em vinte e nove volumes é considerada a obra paradigmática da historiografia nacionalista espanhola liberal (progressista e contrária ao absolutismo) do século XIX. O seu objetivo foi a criaçom duma consciência nacional espanhola (sei-que nom existia) estando muitos dos seus mitos vigentes na atualidade.
Umha história inventada dende o
começo, ao igual que o estado português fixo com o sul da
Gallaecia. O triste é que nas escolas e licéus, as crianças andam
a estudarem estes mapas e os discursos que há por baixo deles,
enquanto os irmandinhos ou os reis da Gallaecia, por pôr somente
dous exemplos, ficam reduzidos a meio parágrafo.
A maior parte do mal chamado
nacionalismo galego “de esquerda” dos derradeiros 50 anos
esqueceu ou preferiu nom dar a batalha neste terreo. Cecais
entendendo muitas das vezes que já a Geraçom Nós fizera todo o
trabalho e que havia pouco que descobrer ou desmentir. Mas também
houve umha parte deste "galeguismo" que prefiriu deixar a
umha beira a história galega e optarom de forma consciente, por
subscrever os princípios historiográficos do nacional-espanholismo.
Estes "desmitificadores" que
combatem supostos mitos do galeguismo sem mover um dedo contra os do
espanholismo, estes okupas que se auto-proclamam “nacionalistas”,
som parte responsável e muito responsável de que ainda hoje as
mentiras do nacional-espanholismo sejam divulgadas sem mais no ensino
académico galego e galaico.
Ainda assím, o espanholismo segue
sendo consciente de que esta é umha parte muito importante para
justificar e perpetuar a consciência nacional espanhola. É por isto
que ainda estes dia vemos novas como a do actual ministro de interior
que vai-se encarregar que “Se enseñe la misma historia de España
en las diferentes CC.AA” história da sua Espanha centralista e
liberal, logicamente. Mentres tanto para a maior parte dos
professores, mestres e associaçons pedagogicas galegas, asturiana,
leonesa e portuguesa; o tema da história, do ensino da história
própria desde umha vissom historiogáfica galaica nom é
prioritário.
Saim também no mapa em vermelho os
“Campos Góticos”, que como saberedes eram chamados Campus
Gallaeciae (campos galaicos), que foi primero topónimo
documentado que alude a esta comarca campesinha. Documenta-o o Bispo
de Chaves Hidacio Lemico no seu livro "Hydatii Lemici
continuatio Chronicorum Hiero nymianorum" na página 30.
Posteriormente também é nomeada assim por Sanchez Albornoz nos seus
"Fuentes para el estudio de las Divisiones eclesiásticas
Visigodas" na página 53 do número 1 no Boletín da
Universidade de Santiago en 1930.
A paciência temos que pedir aos deuses
quando o que supostamente é sempre reino de Asturias, logo de León
resulta ser Gallaecia, Galizuland, Gallicea etc nas crónicas
francas, britânicas, vaticanas, escandinavas etc. Quando nom mesmo a
muitas testemunhas peninsulares da época. Pretender justificar a
mentira e deturpaçom "noventayochista" em base a
supostos pantasmas expansionistas galaicos é simplesmente ridículo.
Nom é só que os muçulmans chamassem Gallaecia ao território
cristam;é que os próprios reis do que a Historiografia espanhola
denomina "reino de León" diziam-se eles mesmos serem REIS
DA GALLAECIA.
Hoje Gallaecia é umha naçom dividida
em dous estados peninsulares, e dentro do Espanhol em três CC.AA.
Está a ser DESTRUIDA a consiência em todo âmbito: étnico,
cultural, linguístico, económico, patrimonial, ecológico,
populacional etc... inclusivamente a sua História a qual é
distorcida,quando nom apagada direitamente. Está habitada por umha
maioria de pessoas sem qualquer consciência nacional e os partidos
políticos que se dim nacionais só pensam em termos eleitorais,
tendo-se perdido muitos anos na imprescindível laboura de
conscientizaçom e trabalho de base.
terça-feira, 29 de novembro de 2011
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Que é o Socialismo Suevo?

"É o povo dos suevos o mais populoso e guerreiro de toda a Germânia. Dize-se que tem cem divisons, cada umha das quais contribui cada ano com mil soldados para a guerra. Os demais ficam na casa a trabalhar para si e os ausentes. Ao ano seguinte alternam; vam estes à guerra, ficando os outros na casa. Desta sorte nom se interrompe a lavrança e está suprida a milícia. Mas nenhum deles posui aparte terreo próprio, nem pode morar mais dum ano no seu sítio; o seu sustento nom é tanto de pam como de leite e carne, e som muito levados à caça. (...) Admitem aos mercaderes, mais por ter a quem vender os despojos da guerra, que por desejo de comprar-lhes nada. Tampouco som servidos de bestas de carga trazidas de fora, ao revés dos galos, que estima-nas muitísimo e mercam muito caras, senom que as suas nascidas e criadas no país, ainda que da má traça e catadura, com o cansaço diário faze-nas de suma resistência. (...) Nom permitem a introduçom do vinho, por julgar que com ele fazem-se aos homens regalons, afeminados e inimigos do trabalho. Tem pola maior glória do Estado o que todos os seus arrabaldes por muitas botas-léguas estejam despovoados, como em prova de que grande número de cidades nom puiderom resistir a sua fúria. E ainda asseguram que por umha banda dos suevos nom se vem senom páramos no espaço de seis-centas milhas."
Do belo Gallico, Julius Caesar
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domingo, 28 de novembro de 2010
25 Razones pa llamar Gallaecia a Asturies y Llión
1) PORQUE LA ETNOGÉNESIS DE LOS GALAICOS GALEGÓFONOS (DEL NORTE Y DE EL SUR) Y DE LOS ASTURICENSES YE LA MESMA, PROVENIMOS DE LOS ANTIGÜOS KALLAIKOI O GALAICOS
2) PORQUE LOS "ÁSTURES" DE LES GUERRES CÁNTABRES FUERON UN PUEBLU VASCÓFONO, ESTERMINÁU NESA GUERRA, Y ENSIN NADA QUE VER COLOS ASTURIANOS.
3) PORQUE LOS ASTURIANOS Y LLEONESES BAXEN DE LOS GALAICOS AL VIVIR NA "OININKOI" (SUBDIVISÓN TRIBAL GALAICA) ASTURIENSE.
4) PORQUE LOS ROMANOS (QUE TENÍEN EN CUENTA LES FRONTERES ÉTNIQUES PA LES SOS DIVISIONES ALMINISTRATIVES) INCLUYERON SIEMPRES EL CONVENTU ASTURIENSE (CON CAPITAL EN ASTORGA) NA PROVINCIA ROMANA DE CALLAECIA
5) PORQUE EL NOME "ASTURIES" QUIER DICIR "ESTI" (NESTI CASU, ESTI DE LA GALLAECIA) Y TIEN EL MESMU ORIXE QU'EL NOME "AUSTRIA", QUE YE L'ESTE DE LA XERMANIA ÉTNICA (YE LA TRADUCCIÓN LLATINA DEL NOME XERMANU PA ESI MESMU PAÍS: ÖSTERREICH)
6) PORQUE FIXO PARTE DEL REINU DE GALLAECIA DE DINASTIA SUEVA, Y CALTÚVOSE DIENTRO DE L'ALMINISTRACIÓN GALAICA MIENTRES EL DOMINIU VISIGODU.
7) PORQUE ASTURIES FOI OCUPADA POLOS ÁRABES NUN PRIMER MOMENTU, Y TENÍEN UNA GUARNICIÓN EN XIXÓN, QUE FOI GANADA POR DON PELAIO, UN NOBRE GALEGO DE TUI, NA BATALLA DE CUADONGA (722)
8) PORQUE, APESAR DE MENÉNDEZ PIDAL Y SÁNCHEZ ALBORNOZ, EL REINU D'ASTURIES" FOI EM REALIDÁ EL REINU DE LA GALLAECIA, CON CAPITAL N'UVIÉU, Y EL REINU DE LLIÓN" FOI ESI MESMU REINU, COLA CAPITAL CAMUDADA PA LLIÓN.
9) PORQUE LA RIVALIDÁ ENTE LES NOBLECES OCCIDENTAL Y ORIENTAL, POLA CUESTIÓN DE LA CAPITALIDAD, FOI L'EMPIEZU DE LA SEPARACIÓN
10) PORQUE FOI UNA DINASTIA ESTRANJERA, IMPUESTA POR CASTELLANOS Y NAVARROS DESPUES DE LA BATALLA DE TAMARÓN EN 1037, LA QUE DIXEBRÓ ADMINISTRATIVAMENTE LA PARTE OCCIDENTAL Y LA ORIENTAL DE LA GALLAECIA
11) PORQUE LA LLINGUA PRERROMANA FOI LA MESMA, EL GAÉLICU GALAICU, QUE SIRVIÓ DE SUBSTRATO COMÚN TANTU AL GALEGO ACTUAL COMO AL ÁSTUR-LLEONÉS ACTUAL.
12) PORQUE LA LLINGUA ROMÁNICA EN FORMACIÓN FOI COMÚN, EL PROTO-GALAICU, Y ACABÓ BIFORCÁNDOSE EN DOS BIEN VENCEYAES ENTE ELLES
13) PORQUE DAMBES LLINGÜES COMPARTEN UN 80 PER CIENTU DE VOCABULARIU, ESPECIALMENTE PALABRES PATRIMONIALES
14) PORQUE HAI MENOS DISTANCIA ENTE ELLES QU'ENTE L'ALEMÁN PATRÓN Y EL DIALECTU BÁVARU, O ENTE EL CATALÁN Y EL OCCITANU
15) PORQUE LA TOPONIMIA ASTURIANA YE CASI IDÉNTICA A LA GALEGA, CON CIERTES VARIACIONES FONÉTIQUES PROPIES DEL ASTURIANU
16) PORQUE NUN YE SIEMPRES Y NECESÁRIAMENTE LA LLINGUA LA QUE MARCA LES LLENDES ÉTNIQUES.
17) PORQUE EL CONDE DE BENAVENTE ESCRIBIÓ, NEL SIEGLU XI: "NÓS LOS GALAICOS..."
18) PORQUE NA EDÁ MEDIA LOS ESTRANJEROS, TANTU NA AL-ANDALUS, EN FRANCIA, N'INGLATERRA, N'ALEMAÑA, Y EN EL NORTE D'EUROPA, LLAMABEN GALLAECIA AL SUPUESTU REINU "ÁSTUR-LLEONÉS"
19) PORQUE, DESPUES DE LA RESTAURACIÓN D'UNA DINASTIA GALAICA EN 1111, FIXIMOS PARTE DEL MESMU REINU HASTA LA USURPACIÓN CASTELLANA DE 1230
19) PORQUE EL FOLCLORE, LA MÚSICA, EL COSTUMES Y LA CULTURA MATERIAL (CASTROS, HORROS, ETC) SON PRÁTICAMENTE IDÉNTICOS
20) PORQUE ASTURIES Y GALIZA SON IGUAL DE CELTES
21) PORQUE LOS FANÁTICOS ANDECHANISTAS Y NACIONAL-ESPAÑOLISTES, SON LOS TONTOS ÚTILES DEL XACOBINISMU D'ESTÁU Y SIONISTA, PA CREAR NOS ASTURIENSES ODIU Y DESPRECIU CONTRA LOS GALAICOS OCCIDENTALES (GALEGOS), ENFRENTANDO ASI DOS PUEBLOS HERMANOS ENCUANTO L'ASTURLLEONÉS YE ESCORRÍU NA SO PROPIA TIERRA
22) PORQUE YE POSIBLE TENER DOS LLINGÜES OFICIALES, HEXEMÓNIQUES NES SOS PROPIES ÁREES, NUN MESMU PAÍS
23) PORQUE NUN YE INCOMPATIBLE DEFENDER LA UNIDÁ DA GALLAECIA Y COLES MESMES, LA LLINGUA ASTURIANA N'ASTURIES, LLIÓN, BIERZO-ESTE , ZAMORA Y MIRANDA DEL DOURU
24) PORQUE EL BIERZO, SIENDO 50% GALEGÓFONO Y 50% ASTURÓFONO, YE 100% GALAICU Y EL ORIXE DE LA UNIDÁ NACIONAL GALAICA
25) PORQUE "GALEGOS Y ASTURIANOS, PRIMOS HERMANOS"!!!
QUE NUN VOS ENGAÑAR LOS SEPARATISTES!
ASTURIES Y LLIÓN SON GALLAECIA!!
Blogger M.R.A. Gallaecia Asturicense
http://mraasturicense.blogspot.com/
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Mapas medievais da GALLAECIA
Nos mapas do medievo traçados por cartógrafos cristians e muçulmans, ao longo de mais de cinco séculos, o noroeste da península ibérica aparece preferentemente denominado como Gallaecia.
Quando aparece Asturies, sempre faze-o dentro da Gallaecia, como no mapa do Beato de Burgo de Osma. Nunca ocorre que só apareça Asturies.
Quando aparece Llión, sempre faze-o como umha cidade de Gallaecia, como na Tabula Rogeriana. Nunca ocorre que só apareça Llión.
O Reino de Gallaecia foi o primeiro reino do medievo em Europa (410 d.C. - 1486 d.C.) De ele nascerom o Reino de Portucale, o Reino de Llión e o Reino de Castilla. O Reino de Asturies é umha forma errónea de chamar ao Reino de Gallaecia.
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