sábado, 24 de setembro de 2011

Porque chama-mos "guarras" às mulheres promíscuas?

O cocho é, em certa maneira, umha criaçom nossa. Durante milheiros de anos de selecçom artificial convertimos o que origináriamente devia ser algo muito semelhante a um javarim salvagem num produto de consumo do que se aproveita todo.

Tantos milénios convivendo com eles ,mentres lhes davamos jeito para adaptá-los às nossas apetências culinárias, permitiro-nos apreçar, ademais destas virtudes como fonte de alimento, às que os próprios porcos permanecem alheios, alguns “defeitos”.

Naturalmente o das virtudes e os defeitos é algo muito subjectivo, e ademais muito humano. Nenhum outro animal pom-se a apreçar estas abstracçons. E se a isto engadimos-lhes que o que para umha espécie é virtude para outra bem puidera ser um defeito, se é que estivesem em condiçons de valorar estas cousas, só fica considerar que a suciedade do cocho está na nossa cabeça, como tal suciedade.

Essa valoraçom do ser sujo como um defeito está estreitamente ligada à importáncia instintiva que atribui-mos à higiene. Que considere-mos ou ser sujo desta maneira deve-se a que a denominada suciedade é básicamente umha fonte de patógenos. A nossa moral, nisto como noutras tantas cousas, edifica-se sobor o cimento da necessidade. A falta de higiene é mau, sim, mas também aqueles que som pouco higiênicos, ao converter-se eles mesmos numha fonte de patógenos.

Chamar cocho a alguém pode significar duas cousas. Umha que a pessoa aludida tem pouca higiene corporal. A outra que tem pouca higiene moral. Pode em princípio semelhar que ambas cousas nada tenhem que ver, mas tenhem umha relaçom sútil, que da-se sobradamente em questons sexuais. Estas significaçons tenhem a sua causa comúm na necessidade. A suciedade é perigosa, assim como as pessoas sem escrúpulos morais.



O caso que provavelmente melhor seja exemplificado é o das mulheres promíscuas, e a universalidade do rejeite às mesmas, que em toda cultura expressa-se, verbalmente, a través de epítetos que fazem alusom à suciedade.

Umha mulher sempre sabe que ela é a nai dos seus filhos. O homem em cámbio tivo-se que guiar durante toda a história humana ,e a mais longa pre-história, durante a qual conformou-se a sua mente, por indícios para reforçar a sua certeza de paternidade.

As mulheres promíscuas som moralmente reprovadas, em toda sociedade, por nom oferecer garantias aos possíveis pais da criatura. A sua promiscuidade supom um jogo de lotaria genético intra-uterino ao que poucos homens mostram-se dispostos a jogar. Com certeza sim estám dispostos a ter umha relación ocasional, já que procuram o maior número de potenciais parelhas e de postas de semente, mas nom o estám em absoluto para ter umha relaçom estável, formal, que implique formar umha família, ter filhos e sacá-los adiante. Assim, as mulheres promíscuas vem-se como um produto, igual que o cocho, de usar e tirar.

Por outro banda está o aspeito higiênico puro e duro. Umha mulher promíscua intercambia fluxos corporais com multitude de pessoas. Estes fluxos som também umha importante fonte de patógenos. Assim, a pessoa promíscua resulta ser suja num sentido nada metafórico, ao portar potencialmente maior número de enfermidades ,nom exclusivamente venéreas.

Se a mulher é promíscua será ademais, polo geral, apaixonada nos seus encontros sexuais. Isto implica entregar-se de maneira muito mais arriscada. Nom imos entrar nos detalhes das práticas sexuais mais “sujas”, que todos conhecemos. Sim dire-mos, nom obstante, que muitas delas som escenazaçons dum jogo antergo de submissom ao macho dominante que implica umha entrega total (e da que deviam abstener-se todas as "feministas"). Dita entrega dura o que dura o encontro, mas é suficiente para rebaixar moralmente ,ademais de emporcar, a quem a realiza.

Por que chamar guarras às mulheres promíscuas e nom aos homens igualmente promíscuos? Alguns explicara-no pola pegada deixada por um machismo patriarcal na linguagem e nos costumes. Mas umha vez mais o cimento está na biologia e na necessidade. Som as mulheres as que traim a descendência e as que se ocupam principalmente dela (a pesares das igualdades de gênero sonhadas ou impostas). Som elas e as criaturas que levam no seu seio o centro mesmo de todo o complexo e emocionante jogo do sexo. Um homem promíscuo é como um satélite que se sai da sua órbita. Umha mulher promíscua é umha perigosa aposta evolutiva.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Galiza, como Europa



GALIZA, COMO EUROPA por Vintilă Horia Iucal
“Espanha e outros mundos”
Ed. Plaza&Janés, Barcelona 1970 Págs. 31-34


Escuitando cair a chúvia, cantando dende as goteiras antigas de Santa Maria a Real de Osseira, passando como cortinas fantasmais e como saias da aurora boreal por cima das fachadas ilustres da praça do Obradoiro, de Compostela; martelando as folhas das altas camélias do pátio do mosteiro dos mercedários de Poio, dim-me conta de que a chave de Europa esteja cecais nos dous pontos extremos e menos conconhecidos de Europa: Rumania e Galiza. Dizer que os dous foram unidos pola linha migratória dos visigodos, os quais passarom quase dous séculos na Dácia trajana; que Santo Vintila Solitório (soterrado em Punxim, perto de Ourense) é um santo galego de nome rumano, que os celtas deixarom pegadas na toponímia e na raça destes dous límites do nosso mundo e continente, resulta conhecidíssimo, mas há que voltar a dizer certas cousas para que a ideia da nossa unidade se torne realidade em marcha.

Cheguei dumha viagem à Galiza e de descobrir, como depois dumha pesca milagreira, os baixos fundos da nossa existência europeia, e parece-me que ninguém pode falar de Europa, tratar de sintetizá-la dalgum jeito e de fazá-la habitável para um só povo, sem estar em Compostela, em Ponte Vedra, na ria de Vigo (que deve de ter inspirado aos paisagistas flamencos, sedentos de mares azuis e de montanha espelhando-se no oceano), em Osseira e noutros sítios menos conhecidos, mas imbuidos de mágia étnica, de poesia ancestral e de rumbos futuristas. O nome mesmo da Galiza indica umha antiguidade que representa no fundo toda umha época pre-rromânica e pre-helênica, por cima da qual nom se pode conceber nem Europa nem o que somos todos; quero dizer, os povos da Europa de hoje e a maneira de ser de todos os povos do mundo em trance de voltar-se europeus.

No povo de Santo Salvador de Poio, nom longe do famoso mosteiro, vim umhas ruinas às que a gente chama ainda “a casa de Colombo”. Segundo umha tradiçom local, estourada logo por vários historiadores de Ponte Vedra, Cristobo Colombo nasceu ali e o seu apelido sobrevive ainda naquele lar. Feitos da epopeia colombina venhem a apoiar esta tradiçom. Em efeito, o descobridor de América deu o nome do seu povo (Santo Salvador) à primeira terra ocidental que vislumbrou mais aló das augas e foi a Galiza onde enviou à "Pinta" para anunciar aos seus o descobrimento da nova terra. Como é sabido, o primeiro povo do mundo a cujo porto chegou a nova de que o oceano nom rematava num abismo, senom num novo mundo terrenal, foi Baiona, perto de Vigo.

Mas esta justificaçom galega do descobrimento é menos importante que a sua hispanidade em geral; quero dizer que a sua posibilidade engendradora de europeidade. Hispânia fizo possível o descobrimento de América por cima da nacionalidade originária de Colombo. Este puido ser genovês, grego ou galego; a suas vinculaçons administrativas interessam hoje menos que a façanha em si. Importante é o facto de que Galiza, como terra de navegantes, esteja também, junto a Génova, em plena mitologia colombina.

Pola janela da biblioteca do convento viam-se as augas da ria e a chúvia caindo sobor os eucaliptos. Alguem, ao meu lado, dizo-me: “Ali vinham a invernar as naves dos vikingos”. Deseguido imaginei-me a aquela gente do Norte, durmindo e comendo nas suas casas itinerantes e fedorentos, cercado pelo ódio e o medo, como umhas alimárias perigosas. Abandonavam aos seus familiares na neve e frio do septentrióm, e vinham aqui a gozar o sol e a calor de Janeiro, mentres os pescadores das costas –celtas romanizados, mesturados com visigodos e com algúm dácio da minha terra- vigilavam dia e noite as embarcaçons ancoradas no médio da ria. Porque o dia no que rematavam a sua cerveja e a sua carne, os vikingos iam à terra na procura de comida e vinho, de lenha para os seus lumes, de mulheres para as suas noites solitárias. E entom acendiam-se nas praias e nos bosques o rumor da antiga sangria humana. “Era da alta noite- o som perpétuo”, como dize nos seus versos de paixom galega o poeta Ramón González Alegre. Cecais algum daqueles bárbaros emprendera um dia, vistindo-se de peregrino, o Caminho de Santiago, atraiçoando aos seus, beneficiando à Humanidade. Na realidade, os vikingos desaparecerom nos Evangelhos como umhas embarcaçons diminutas polos meandros de bosque e auga das rias baixas.

Na minha vida vim um conjunto mais impresionante, mais evocador de mistérios e de tempo carcomido por si mesmo, como em Osseira. O mosteiro está situado no fundo dum val, ao lado dum povo pequeno, como colgado entre pedras e nubes. O conjunto arquitectônico é majestoso, talhada a nave da igreja em românico puro, a fachada da mesma e a do convento em plateresco vegetal, prefiguraçom do barroco. Aquele grande conjunto semelhava abandonado. Os vidros das janelas estavam rotos, caidos os balcons, molhadas as torres verdes de musgo. Mas entrei, e desde o gris escuro e acuático da pedra exterior atopei-me de súpeto no calor apaixonado da misa, cantada em latím por um coro de monges invisíveis e oficiada por dous sacerdotes vestidos de branco e que semelhavam dous anjos movemdo-se no médio dumha luz sobrenatural que envolvia o altar. Era como se nom tocaram terra. Quando diziam: Dominus vobiscum, e no coro respostava: et com espiritu tuo, sentia atopar-me em Asis, mais longe cecais no tempo, como desprendido do espaço, liberado por aquela misa maravilhosa dita no seu idioma originário, deixando ao fiel a liberdade de orar, de arrepender-se, de adorar, que a misa perfeitamente entendida, dita no idioma dum, permite menos, porque impom umha participaçom permanente e coletiva. Dende fora chegaba o ruido sem cesar da chúvia e a igreja semelhava como envolta numha capa de auga, como umha campã de exploraçom submarina. Um só instante, um raio de sol venceu as nubes e posou-se numha parede, logo fora tragado pola masa marinha prendida nos aires. Trás minha soarom as botas com solas de cravos dalgúm pastor dos arredores, e naquel recuncho da Galiza, na sombra daquela igreja atormentada por umha chúvia que se me antojava eterna, nom havia mais que aquele desconhecido, a minha mulher e eu, de geonlhos perante o mistério maior, mentres o coro susurrava em latín o seu cántico de graça e de glória, como contradizendo docemente a melodia exterior da Natureza, com o só repetir das palavras sagradas.

Eu nom sei o que passou em Osseira, nem quem edificou aquele templo gigantesco, nem que reis o visitarom, nem por que jace quase abandonado no meio das castinheiras e dos prados. Nom sei nada acerca desta maestria criada e afogada pela História, porque quando saim e toquei a campã da entrada era ja hora proibida e ninguem saiu para contar-mo. E foi melhor assim, porque nunca vim tanta imensidade de pedra labrada no meio de tanta soidade e chúvia, e porque nunca atopei numha igreja tam soa e tam havitada polo sopro do espírito como na desconhecida profundidade de Osseira.

Na rústica taberna campesinha onde comeramos, melhor que no melhor restaurante de Paris, decatei-me de que Europa é antes que todo misterio de igrejas e conventos e que detrás deles –como em Chartres, Asis, Compostela, Osseira e tantos outros- está como soterrada desde séculos, lista para resurgir, o alma antiga da nossa nova Pátria, esta Europa esculpida em antiguidades que formam como un laço de uniom vivente entre o que desgarradamente somos e o que fumos em som de unidade sem sabé-lo.

Sala capitular de Osseira, sala das Palmeiras…”Obra alquímica”

Nota: este texto foi “rescatado” no Mosteiro de Oseira el 24.04.10

É evidente que o autor desconhece que o Reino da Gallaecia de Dinastia Visigoda, foi antes disso por quase 200 anos, de Dinastia Sueva.

sábado, 17 de setembro de 2011

Paulo Bragança - Sou galego


Das terras da Rosalia às terras de Miguel Torga
percorre o ar a cantiga que todo o povo recorda
das Beiras a Trás-os-Montes, dos rios Mondego ao Minho
o perfume da Galiza, de giesta e flor de pinho

Mil anos do mesmo sangue num passado sem fronteiras
o fumo das chaminés nas memórias das aldeias
gaita de foles Galega, Adufeiras da Idanha.
cantamos em Mirandês, lingua que nom nos é estranha

sou Galego, ai, sou Galego
sou Galego até ao Mondego
moiro escuro t'arrenego
da Galiza até ao Mondego

vindimamos o suor por tradiçom e castigo
som irmas no seu destino, rias de Aveiro e de Vigo
e ha tanto calor humano ao redor de uma fogueira
à lareira vinho tinto, requeijom, broa caseira

e a guitarra de Coimbra, gaita de foles Galega
som os sons da nossa alma aos quais o Norte se apega
caminhos de Santiago, trilhos, veredas, clareiras
cantamos ao desafio ao fim da tarde nas eiras

sou Galego, ai, sou Galego
sou Galego até ao Mondego
moiro escuro t'arrenego
da Galiza até ao Mondego

sou Galego, ai, sou Galego
sou Galego até ao Mondego
moiro escuro t'arrenego
da Galiza até ao Mondego

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

BNG, o partido anti-galaico




O BNG no canto de apoiar aos galegos apoia aos senegaleses.

O BNG da Crunha caracteriza-se por apoiar qualqueira inciativa dos imigrantes africanos.


O partido supostamente "nacionalista" ocupa-se mais dos de fora que dos galegos, cecais no futuro esperam, em base as nacionalizaçons de extrangeiros, ter umha bolsa de votos que os apoie em detrimento dos votos dos galegos.

A soluçom ao problema da imigraçom ilegal e massiva é sinxela: repatriaçom.

Devem lembrar os numerosos episódios delitivos nos que esta involucrada a comunidade africana na Crunha; mas o BNG nom se ocupa das vítimas galegas, isso seria para eles logicamente racismo. O único que realmente interessa ao BNG, é que estes africanos falem a nossa língua.

Mentres, os meios de comunicaçom agocham sempre que podem estes episódios, que no caso dos manteiros conlevam ademais infracçons administrativas no pago de impostos e seguridade social que os galegos sim pagam), e frequentes liortas e agresons à polícia municipal crunhesa.

http://mragallaecia.blogspot.com/2009/09/um-senegales-detido-em-ferrol.html

http://mragallaecia.blogspot.com/2009/07/manifestacom-de-africanos-na-corunha.html



Baixo umha apariência de mãgoa e solidariedade humanitária, o medo dos galegos a ficar como "racistas" (que é o "pecado maior da bíblia do gili-progre), há um coleitivo de gente beneficiário de ajudas sociais diversas, que entrou ilegalmente no estado e que ficam aqui porque dam mãgoa, nem mais nem menos, e por cima escraviçados pelos árabes.

O germolo de futuros problemas, dentro duns anos aqui passará o mesmo que nas cidades de Castilla, Catalunya, England, Padania, mas isso os meios nom o difundem, quando a informaçom contradize o politicamente correcto chama-se racismo.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Para os de fora o PP nom tem recurtes

Emigraçom destina 400.000 euros a integrar a imigrantes de fora da UE



A Secretaria Geral da Emigraçom fixo pública a resoluçom das subvençons concedidas a concelhos, mancomunidades e consórcios locais, para que no que fica de ano desenrolem programas e actividades encaminhados a favorecer os processos de acolhida e integraçom da povoaçom imigrante extra-comunitária residente na C.A. galega.

O Executivo galego resolve com esta listagem à convocatória realizada no passado mes de Abril, na qual fixava-se o sistema de concorrência competitiva, é dizer, a eleiçom das melhores ofertas entre todas as presentadas, segúndo o baremotécnico publicado pola Junta, ademais dos objectivos estratégicos marcados desde a própria Secretaria.

Com a finalidade de financiar parte dos programas feitos polas entidades locais destinadas à inserçom de cidadans extracomunitários, o departamento que dirige Santiago Camba invirte nesta convocatória 400.000 euros, ainda que neste ano o organismo já provou outra inversom de igual quantia para o mesmo projecto, mas destinado às ONG, o que eleva a contribuçom do Governo autonómico a esta iniciativa a uns 800.000 euros.

Beneficiados

A listagem de entidades locais beneficiadas e que publicou ontem o Diário Oficial da Galiza (DOG) inclui 47 concelhos, mancomunidades e consórcios galegos aos que Emigraçom otorga ajudas superiores aos 3.000 euros. Os mais beneficiados som os consistórios de Vigo, que percebe 30.501 euros das ajudas autonómicas seguido de Crunha com 21.449 euros. Na distáncia situam-se Compostela (13.853), o Consórcio As Marinhas (12.937), Ames (12.095), e Vilagarcia de Arousa (12.077).

De entre as 14 entidades locais que superam os 9.000 euros recebidos, na província de Crunha encontram-se seis-Ames, Ribeira, Santiago, Arteijo, Betanços, e a capital provincial-; quatro na demarcaçom de Ponte Vedra, -Vila-Garcia de Arousa, Marim, Vigo e Lalim-; dous em Lugo, -o Consórcio As Marinhas e o próprio concelho lucense-; e outros dous na província de Ourense, concretamente em Ginço da Límia e Verim.

domingo, 4 de setembro de 2011

Heribert Barrera por Ramón Bau



A funda dicotomia entre o chamado catalanismo marxista, igualitário e "democrático", com os princípios fundamentais do catalanismo nacionalista e popular, pode-se estudar muito bem ao analisar o estalido do escândalo do livro de Heribert Barrera.

Barrera era o lider histórico e popular maximo de ERC, que é o partido independentista radical, pessoa já maior, estivera educado em parte pelo nacionalismo catalam original e tradicional. Já maior enfronta-se ao problema da invasom massiva que está sufrindo Catalunya. E nasce dentro seu a dicotomia: Cómo defender Catalunya dessa perda de identidade ante a invasom, sem ser racista ?

H.Barrera nom é umha personagem mediocre como quase tudos os políticos actuais, é umha pessoa de carácter e nom de silêncios hipócritas. Pode trabucar mas nom calar. O escândalo salta quando edita o seu livro "Que pensa...Heribert Barrera" de Deria Editors, e efeitua a sua apresentaçom no famoso Ateneu barcelonés, precisamente onde o Doutor Robert efectuou também a sua conferência sobor a Raça Catalana. As opinioms de Barrera som escandalosas para o pensamento único, idéntico e obrigado da democracia progressista actual, mundialista e anti-diferencial.

Tam escandalosas que as organizaçons vinculadas a colectivos de imigrantes e anti-racistas declararom: "É intolerável, produz arrepios", assegurou Teresa Losada, presidenta de Bait Al Thaqada. O portavoz de SOS Racisme,Txema Paez, cre que "é muito perigoso que umha pessoa de tanta relevância nesta sociedade diga isto. O seu -engade Paez- seria que rectificara e que se reconhecera como pessoa racista disposta a re-educarse" ( La Vanguardia )

Exigiam a sua re-educaçom, cecais num campo de concentraçom chinês-comunista de re-educaçom e lavagem de cerebro. Puxerom-lhe umha demanda judicial mas nom prosperou. ( Porque era Barrera, senom cecais sim teria prosperado )

Algumhas das cousas escritas por Barrera:

GENÉTICA E INTELIGÊNCIA -" Há umha distribuçom genética na povoaçom catalana estadisticamente diferente à da povoaçom sub-sahariana, por exemplo. Ainda que nom seja políticamente correcto dize-lo, há muitas caracteristicas que venhem determinadas genéticamente, e provavelmente a inteligencia seja umha delas"

RACISMO -" O cociente intelectual dos pretos de EEUU é inferior ao dos brancos"

EUGENISMO -" Nom vejo fora de lugar esterilizar a umha pessoa que é débil mental por um factor genético"

A IMIGRAÇOM DOS 60 -" O país no conjunto perdeu. Agora temos escasez de auga. Se em lugar de seis milhons foramos tres, como antes da guerra, nom teriamos este problema"

A IMIGRAÇOM ACTUAL -" De ser deputado teria votado a favor da lei de extrangeiria do PP. Os problemas do Terceiro Mundo nom cairam sobre os hombreiros de Catalunya, que só tem seis milhons de cidadans, nom tivo colónias, e nom tem estado." -" Umha das propagandas do multiculturalismo é que a mestiçagem é um enriquecimento. Por qué? Qué ganhamos com que neste momento bailem-se em Catalunya tantas sevillanas? Nada. Nem que tenhamos aqui umhas mesquitas e haja cada vez mais muçulmanos. A soluçom de El Ejido é a expulsom progressiva dos extrangeiros"

CATALUNYA -" Se continuam as correntes migratórias, Catalunya desaparecerá. Há que evitar por todos os meios outra invasom de povoaçom nom catalana"

Jose Luis Pérez Díez = Josep Lluis Carod Rovira, actual dirigente de ERC, ameaçou com expulsar a Barrera, ainda que nom se atreveu, pola sua grande popularidade entre a gente votante desse partido, chegando a acusar a Barrera de pro-nazi

FONTE: "El Sentido etnico en el catalanismo" -Ramon Bau.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

KALLAIKIA (ATLÂNTIA - KÉLTIA): A CIVILIZAÇOM ANTERIOR A ROMA



Aproximaçom sobor a Kallaikia

As fontes históricas dizem-nos que foi o derradeiro país ocidental do continente europeu conquistado por Roma “Estrabóm”. E que era o mais poderoso dos povos ibéricos “Estrabóm”. Ou seja, que Kallaikia era um país muito rico, povoado, e cumha temível potência militar “Júlio Cesar”. Umha autêntica ameaça para o Império Romano.

Roma só se atreveu abertamente com o reino de Augusto, quem declara a guerra ao pais galaico no ano 29 a.C. (Paulo Orosio)-, umha vez consolidado políticamente o Imperio Romano. É dizer, quando Roma puido contar com a estabilidade necessária para emprender umha guerra de conquista que se prometia dificil e de muito longa duraçom. Umha guerra carísima, de desgaste, na que Roma contava cuns recursos económicos e humanos dos países sobre os que consolidava o seu domínio, ademais dos seus próprios recursos.

Os primeiros anos da guerra seriam desastrosos para Roma. A guerra ia tam mal que o próprio Augusto, na nossa opiniom é o melhor general romano de todos os tempos –pois era alumno nº1 da escola de Júlio César-, vem a dirigir pessoalmente as operaçons militares (Paulo Orosio, Diom Casio). Mas, a pesares da propaganda romana, intue-se que também ele mesmo tem revessos.

Essa retirada dum Augusto “enfermo” a Tarragona, tem um cheiro a que puido ser derrotado e gravemente ferido em combate (Diom Casio). Naturalmente, a propaganda só admite que o “divino” Augusto puxo-se enfermo. A começos do século I d.C. ainda continuam em guerra os dous países “Estrabóm”, Roma perde várias batalhas, ainda assim ganha a guerra tras longos anos de luita.

O investigador português Francisco Martins Sarmento (capo dos extraordinários descubrimentos na Citânia de Briteiros ) ao analizar o “Ora Marítima” da-se conta da censura dos textos realiza pelo Pro-Consule Avieno, mas impidem-lhe a ingenuidade dos historiadores da época denunciar publicamente isto. Transcreve o investigador: “... ubi Brigantia civitas Galleciae sita, antiquissimam pharum et inter pauca memorandi operis ad speculam Britanniae erigit” Adversum Paganos, Paulo Orosio

Esta é a pedra angular que empregará para estabelecer o ponto de partida do Periplo do Oestrymnis. Paulo Orosio, um kallaikoi natural de Braga e, ademais contemporâneo do Procónsule Avieno , dizia que na sua antiguidade, é dizer, na orde de 1.000 a 3.000 anos antes do seu tempo, já trabalha em Brigântia um Faro, isto quer dizer que os buques que se construiam na Europa Ocidental, já dispunham de ajudas à navegaçom na Kallaikia antes da chegada de Roma.

Na religiom celta, Brigântia era o nome dumha importante deusa, e a palavra Briga-, na antiga céltiga, significava “elevado” ou “sagrado”. Ademais da Brigantium galaica, no Atlântico também havia outros reinos de Brigântia na Eire e England. A antiga torre poderia ter mesmo o aspeito aos “Broch”.

Os investigadores dos países da Europa Atlântica ficarom sorprendidos polos resultados do seu trabalho. Sem embargo. No estado espanhol ocultam-se os seus descubrimentos, e ainda hoje retronam a passividade e o silêncio cobardes que mantenhem certos historiadores galegos da época perante aos novos dados disponíveis para a comprensom da História Pre-Romana da Europa Ocidental. Sarmento, ainda que adica o seu estudo empregando umha metodologia avançada para o seu tempo, à Real Académia das Ciências de Lisboa, em realidade prepara-o para a sua apresentaçom no “IX Congresso Internacional de Antropologia e Arqueologia Pre-Históricas”, que se celebrou no 1880 na sua casa de Guimarães. A este congresso acodem historiadores e investigadores germanos, franceses e destacados intelectuais do estado português, por desgraça o estado espanhol em plena restauraçom borbónica, envia a este evento a um triste delegado do governo.

Suspeitas de manipulaçom por parte de Roma

Quase nom chegarom até nós autores clássicos que trataram nas suas obras sobor das Guerras Kántabras, ou sobor da própria Kallaikia pre-romana. Chama poderosamente a atençom que, curiosamente, dumha guerra tam longa que durou mais de 40 anos, que nom haxa quase registros históricos. Os poucos autores clássicos que mais informam sobor dessa guerra contam pouco, pois a Censura do Império estava pendente.

Nom nos extranaria, nem é umha hipérbole pensar que o Emperador César Augusto tomara a decisom de apagar da História umha importante Cultura Atlântica à altura da Grega ou Romana, em vingança polas terríveis derrotas que os exércitos infligirom tanto a Júlio Cesar, nas suas falidas tentativas de invasom da Britânia, como ao próprio César Augusto durante as Guerras Kântabras.

Os Pioneiros

D. Fermim Bouza-Brey, historiador, arqueólogo e grande erudito, logo da péssima república e da trágica Guerra Civil, no 1947 salva da censura franquista, importates dados arqueológicos obtidos nas campanhas de excavaçons oficiais realizadas nas zonas de Bares nos anos: 1930, 1931 e 1932, baixo a direcçom do importante historiador e arqueólogo D. Federico G. Macinheira e Pardo de Lama.

Bouza-Brey foi um brilhante historiador que padeceu o infortúnio de realizar as suas investigaçons no entorno mais indesejável para um científico. Desenrolou umha boa parte da sua obra numhas épocas na que o estado espanhol estivo sometido a uns regímenes políticos jacobinos ,anti-étnicos e asfixiantes da cultura de toda a sua história: A II república e o Franquismo.

Como consequência disto, toda a sua obra científica -mais de mil trabalhos de investigaçom arqueológica, histórica, etnográfica e literária sobre Kallaikia- segue a ser totalmente desconhecida para o grande público desta pátria, onde hoje em dia só se sabe dele por escrever um par de livros de poesia na nossa língua -cuja circulaçom estivo proibida no estado espanhol no franquismo.

A atitude deste científico fronte ao Franquismo é um claro exemplo de como, ainda tendo a má sorte de viver suportando umha situaçom política lamentável onde todo o mundo era suspeitoso de ser “roxo”, foi capaz de resistir escamoteando à censura informaçom importantísima para a nossa História, ou evitando que seja destruida por ésta e perdam-se para sempre validísimos conhecimentos.

Actuando com grande inteligência – e nom sem risco- conservou para a posteridade a memória do historiador e arqueólogo D. Federico G. Mazinheira e Pardo de Lama, um dos historiadores mais importantes do primeiro terço do século XX -científico que sufriu por parte do Franquismo o sequestro e a destrucçom de tuda a sua extensísima obra, a defenestraçom, o silenciamento; e a condena ao esquecimento. Ademais, salvou todo o que foi possível da estrondosa obra científica do historiador, evitando que se perdesem para sempre os seus trascendentais descubrimentos para a História Antiga da Gallaecia e da Europa Ocidental.

Fermim Bouza-Brey Trillo de Figueroa

Nasceu em Ponte Areias (Ponte Vedra) o 31/03/1901. Passou a sua infância em Vilagarcia de Arousa, lar de nascimento do seu pai. Cursou os seus primeiros estudos em Ponte Vedra e Ourense e, no 1918, incía as carreiras de Filosofia e Letras e de Direito na Universidade de Compostela, de onde era originária a sua família materna.

Já dende os seus primeiros anos universitários mostra as suas inquedanças pola cultura. Ao igual que muitos dos seus companheiros, participa na vida estudantil: é membro da tuna universitária, e funda umha associaçom de tertúlias e debate.

Em 1923 começa a carreira de História. O 12-10-1923 junto com outros companheiros, participa na sua visita à Casa de Castro de Ortonho, onde viviu parte da sua infância a escritora Rosalia de Castro. Depois da sua visita, os membros do grupo decidem a criaçom do Seminário de Estudos Galegos.

O 23/10/1923 o seminário passa a ser umha realidade, elabourano-se a acta fundacional no domicílio de D. Armando Cotarelo Valledor. Assinam a acta: Fermim Bouza-Brey, José F. Filgueira Valverde, Ramom Martins Lopes, Manuel Magarinhos, José Pena e Pena, W. Requejo Bouet, Franciso Romero Lema, Lois Tobio Fernandes e Alberte Vidam Freiria.

A funçom nasce tendo como objectivos o estudo científico de todos os aspeitos da realidade da Galiza, e a formaçom de investigadores para essa finalidade. Já desde começos o S.E.G. conta com o apoio dos intelectuais que participam na revista Nós, organo de expresom dos mais representativos membros da cultura galega da época. Estes integram no seminário e asumem a direcçom dalgumhas Secçons às que aportaram aportaram o seu prestígio e valiosos conhecimentos.

No curso 1926-1927 estam em funcionamente as seguinte funçons:

Bouza-Brey trabalha duro no S.E.G. Formando parte nas secçons de Artes e Letras, e História da Literatura; mas, especialmente, desenrolará umha extraordinária laboura de investigaçom nos campos de Pre-História, História, Arqueologia e Etnografia. Ali tem a ocasom de conhecer a Pardo de Lama, já consagrado e com grande prestígio internacional, com quem manterá umha estreita relaçom.

Levado polo seu interesse nesses campos da investigaçom, realiza algumhas viagens polo extrangeiro com a finalidade de efectuar estudos comparativos, porque algo muito importante foi descuberto na Galiza por Pardo de Lama, e há que fazer mutísimas verificaçons antes de lançar definitivamente ao mundo umha novísima e revolucionária proposta para a História Antiga da Europa Ocidental.

No 1929, pensioado polo Centro de Estudos Históricos, percorre Bretanha “Breizh”; e no 1933 realiza investigaçons no estado português, estabelecendo excelentes relaçons com historiadores portugueses, os quais conservou perante toda a sua vida.

Vencelhado ao galeguismo -é membro do Partido Galeguista- incluso escreve o hino da organizaçom juvenil nacionalista Ultreia -incluido na sua obra Nao Senelheira-, organizaçom de mocidades galeguistas ao estilo das Hitlerjugend, concevida e dirigida polo grande Alvaro das Casas.

Ingressa na Carreira Judicial no 1926. Destinado como juiz a Viella (Baskonia-Catalunya), povo do Pirineu, situado no Val de Arán, ali realiza os primeiros trabalhos que se fizerom sobor do folclore aranês. Logo dumha tentativa de “revoluçom intelectual” e passar por várias etapas desagradáveis no Franquismo, no 1973 morre levando-se à tumba o segredo de ter salvado para a História Europeia a memória e os importantes achados arqueológicos de Pardo de Lama.

No ano 1944 incorporou-se ao CSIC-Instituto Padre Sarmiento de Estudos Galegos com o fim de reiniciar as suas investigaçons. Fechado o S.E.G. Durante a guerra civil, dous sacerdotes, D. Jesus Carro e D. Paulino Pedret, atrevem-se a tratar salvar o que se poida do expólio que fixo a Censura Franquista com o património cultural da Galiza que se guarda nos seus locais do Colégio de Fonseca, cedidos ao Seminário no 1930 pola Universidade de Compostela com a autorizaçom, meiante decreto do Ministerio de Instrucción Pública. No 1940 por Orde do direitor geral de Ensinança, som confiscados os restos do património que fica no S.E.G. e entregados à USC.

No 1943 graças à laboura dalguns antigos membros do Seminário que forom aceitados polo Franquismo, tolera a criaçom do Instituo Padre Sarmiento, adscrito ao Patronato “José Mª Quadrado” do CSIC. No 44 quando se constitui o Instituto Padre Sarmiento, ao qual entregam-se os restos do expólio do S.E.G., aí está novamente Bouza-Brey ao fronte das Secçons de Arqueologia e Pre-História, e formando parte da primeira Junta Direitiva composta por: D. Francisco Javier Cantom (direitor), D. Abelardo Moralejo (vice-direitor), D. Felipe Carrete (secretário), D. Antonio Fraguas (bibliotecário), D. Jesús Carro (sonservador), e os Chefes de Secçom: D. Ramom Otero Pedrayo, D. Florentino Lopes Cuevillas, D. Paulino Pedret Casa, D. José Figueira Valverde, D. Fermim Bouza-Brey, D. Alfonso Zamora Vicente e D. Vicente Risco. Infelizmente nom se poderá fazer prácticamente nada para reeprender a laboura iniciada polo S.E.G.

A nova instituçom encarregara-se de re-escrever a História da Antiga Kallaikia, em sintonia com a História Moderna do Estado Espanhol desenhada polo aparelho de propaganda do Franquismo para favorecer os interesses políticos do nacionalismo espanhol, jacobino e anti-étnico. E a primeira tarefa que há que fazer é destruir ou desprestigiar aos historiadores e arqueólogos do S.E.G. , e as revolucionárias vias de investigaçom que abriram antes da guerra civil.

No 47, decidem editar um livro prepardo cum “popurrí” de materiais extraidos de vários trabalhos de Pardo de Lama, com a finalidade de desacreditar a sua pessoa, o seu grandísimo prestígio e a sua estrondosa obra científica. Entre os trabalhos do historiador que som empregados na preparaçom do “popurrí” atopam as memórias das excaçons oficiais que dirigiu na Estaca de Bares nas campanhas de 1930, 1931 e 1932. Por sorte, Bouza-Brey, quem obedecendo aparentemente, rebela-se e decide conservar no “popurrí” os importantísimos dados para a História antiga da Gallaecia e da Europa Ocidental – descubertos em ditas excavaçons.

Durante as escavaçons, Pardo de Lama puido comprovar que o quebra-mares do porto Pre-Romano de Bares foi construida com um desenho do mais sofisticado. Proporcionava-lhe serviço de auga na darsena aos buques, por meio dumha conducçom de auga instalada no seu interior. Também descubriu que muitos séculos antes da existência do Império Romano, empregavam um morteiro de construcçom -opus signium- de bastante melhor qualidade que o empregado durante o Império Romano. O dique foi construido muitos séculos antes da existência do Imperio, porque o estrato do período da dominaçom romana está a mais de 4,5m por cima do estrato da época da construcçom do quebra-mares de Bares. O próprio Bouza-Brey mostra como Pardo de Lama datou a construcçom do quebra-mar do Porto Pre-Romano de Bares na época megalítica galaica.

Mentres que outras culturas europeias e mediterrâneas ainda estavam no neolítico, já existia na Kallaikia umha civilizaçom que, tendo o desenrolo social, cultural e tecnológico necessários, e os recursos económicos suficientes, tinha criado umha indústria de construcçom naval que fabricava frotas comerciais e militares; e que dispunha dumha poderosa indústria de construcçom civil capaz de realizar obras públicas ciclópicas como os quebra-mares dos portos de Bar-es e Bur-ela, para guarecer aquelas frotas dos temporais do Mar Kantâbrico.

Que classe de história antiga da Gallaeciae e da Europa Ocidental nos ensinarom durante as derradeiras sete décadas?

AS OBRAS MARÍTIMAS QUE CONSTRUIA KALLAIKIA

A existência dum país estruturado pre-romano que ocupava o norte e a metade ocidental da Península Ibérica antes das Guerras Kântabras, denunciada por: O Timeo e o Kritias de Platóm; A geografia de Estrabom, e a sua Ora Marítima -cuja autoria tratou de arrebatar-lhe séculos mais tarde o Procónsul Avieno; A Guerra das Gálias de Júlio César; O Adversum Paganos de Paulo Orósio, A História de Heródoto,...

Devia poder verificar-se por meio dos restos da sua cultura material que tiveram supervivido à destrucçom sistemática que contra ella efeituou o Império Romano, tras a ocupaçom dos seus territórios. Mas, onde procurar quando as investigaçons som carísimas? Para um primeiro trabalho de campo -e pensando num custo baixo- , as provas mais sinxelas de atopar para verificar a sua existência deviam ser as obras marítimas portuárias que Kallaikia construiu; porque, segundo as obras clássicas citadas, essa naçom era umha poderosa Talasocrácia na época Pre-Romana. Ademais, como os portos davam serviço as suas cidades marítimas, pronto atopariam sítio por onde começar com as suas piquetas os arqueólogos, para sacar à luz as cidades da Talasocrácia galaica Pre-Romana.

Como as obras marítimas som práticamente impossíveis de destruir, e de grandísima duraçom -se bem é verdade que Roma ocultou algumhas à posteridade por meio dos recheios, como denunciam as obras clássicas-, existe umha grande probabilidade de que se tiveram conservado até o presente as obras marítimas dos kallaikoi, e que seja relativamente sinxelo efeiturar a sua localizaçom. Todas as costas e rias galaicas abondam em obras marítimas Pre-Romanas; mas as mais doadas de descubrir, pola sua obviedade, forom os quebra-mares dos portos pre-romanos de Bar-es e Bur-ela.

PORTO DE BAR-Es

Pardo de Lama, fo primeiro investigador que se deu conta de que o Quebra-Mar do Porto de Bar-es foi construida em tempos pre-romanos; e que ademais, puido comprovar que a sua construcçom fizo-se muitos séculos antes da existência do Império Romano, nas Excavaçons Oficiais que dirigiu nos anos 30, assim como a cidade à que dava serviço o porto.

Tal e como nos transmitiu o historiador e arqueólogo Bouza-Brey nas Memórias das Excavaçons citadas -as quais, como é lógico, nom se cinhirom única e exclusivamente à zona do porto de Bar-es , contenhem a informaçom de que umha parte da cidade estava ubicada na zona baresa da Condominha, chapada que desemboca na ponta de Cabo da Estaca de Bar-es.

Como desenharom os kallaikoi o quebra-mar do Porto de Bar-es?

Pardo de Lama conheceu o quebra-mar de Bar-es com anterioridade às obras de reparaçom que o Estado Espanhol realizou nela entre os anos 1898 e 1900. Antes destas obras, como pode ver-se no plano adjunto preparado polo arqueólogo, o quebra-mar conservava umha forma mais semelhante ao seu desenho original, ainda que nessa época já estava bastante afetado polos embates do mar ao longo de milheiros de anos, razom que ocasionou a decisom de proceder a sua reparaçom.

Nos derradeiros anos do século XIX via-se mais claramente que o traçado do quebra-mares seguia umha linha poligonal, a qual constava de quatro tramos de 95, 80, 25 e 100 m, respeitivamente, contando dende terra firme, sendo a totalidade da sua longitude de 300 m. Estimava Pardo de Lama que quando os Kallaikoi finalizarom a construcçom, a secçom típica da mesma era de forma triangular, e teria sido duns 30-40 m de ancho na base e mais de 8 m de altura, contando dende o nível da baixa-mar máxima até o vértice superior. Trata-se, polo tanto, dum quebra-mar do tipo de clarabóia, um desenho dos mais apropriados para amortigueirar os impactos da ondagem. Com motivo das citadas obras de reparaçom, rebaixou-se o vértice supeior, com a fim de criar umha espécie de caminho pola parte alta do quebra-mar em tuda a sua longitude.

Os Kallaikoi construirom o quebra-mar logo de de recolectar, transportar e colocar -de maneira planejada- muitas dezenas de milheiras de pedras ciclópicas esferoidais de diorita, material obetido na zona. A técnica com o que foi construida revela a perícia e experiência dos Kallaikoi na construcçom deste tipo de obras marítimas. Ao igual que se faze na actualidade, colocarom na parte inferior externa e no morro do quebra-mar as rochas ciclópicas da maior volume -algumhas pesam umhas 7 toneladas; mentres no lado que da à dársena, excluido o morro, colocarom-se rochas de menos peso, devido a que o mar está mais tranquilo no interior da doca.

Baseando-se nas dimensons citadas, o arqueólogo que os Kallaikoi teriam depositado uns 50.000 m³ de pedras ciclópicas esferoidais de diorita. Este cálculo, tendo em conta as dimensons que estima o historiador , e que o ángulo do talude natural é duns 38º, damo-lo por válido para dar-se umha ideia bastante aproximada do alcance do trabalho realizado. Tendo em conta o peso específico da diorita é dumhas 2,8 Ton/m³, o anterior implica que Kallaikoi recolherom, transportarom e colocarom umhas 140.000 Toneladas de pedras.

QUEBRA-MAR DO PORTO DE BUR-Ela

Nom é Bar-es o único porto de abrigo Pre-Romano que se conserva no norte de Gallaecia, criado a base de construir um quebra-mar ciclópico. Também em Bur-ela existe um. Devido à acçom das augas do Mar Cantâbrico durante milheiros de anos, gerou-se a actual Praia de Marosa, o grande atrativo turístico do povo de Burela. Este quebra-mar também trata-se dum quebra-mar de tipo de clarabóia. As pedras ciclópicas nom som esferoidais, como no caso das de Bar-es, senom que forom empregadas para a construcçom do quebra-mar rochas ciclópicas obtidas em canteiras da zona. O peso médio que estimamos para as pedras ciclópicas que constituim a parte visível do quebra-mar, nom é inferior às 3 toneladas. O traçado é rectilíneo, sendo a sua longitude duns 100m. Estimamos que forom empregadas na sua construcçom 40.000 toneladas de pedras. Um custe estimado a dia de hoje para a construcçom de 20.000.000 de €uros.

Conclusons

Numha primeira aproximaçom, a mera existência dos portos Pre-Romanos de Bar-es e Bur-ela descalifica a história aceitada hoje em dia para Gallaecia. Pom no mais absoluto des-credo à descripçom histórica de que o noroeste da Península Ibérica estava habitada por povos que viviam em castros, num estado de alta barbárie, com anterioidade à conquista romana. Considerando que hoje em dia fariam falha 60.000.000 de €uros para a ingenharia, os materiais, a logística, os medios técnicos, e a mam de obra necessária para a construcçom do Porto Pre-Romano de Bar-es; e uns 20.000.000 de €uros para o de Bur-ela, nom faze falha disfrutar dumha grande cultura para darem-se conta de modo imediato, de que foi muitísimo maior o esforço económico e humano dos Kallaikoi para levar a cabo a construcçom destes quebra-mares num praço razonável, tendo em conta que nom dispunham duns meios técnicos tam poderosos como os que temos hoje em dia para acometer umha obra desta dimensom.

Só um país estruturado tem a capacidade de construir obras públicas da categoria dos quebra-mares de Bares e Burela. Ou seja, que séculos antes da existência do Império Romano, já existia no N.O. Peninsular um pais estructurado, o qual, dispondo do capital, a ingenharia, a logística, e os meios técnicos e humanos necessários, construiu em Bar-es e Bur-ela uns quebra-mares de abrigo que teriam um valor actual conjunto duns 80.000.000 de €uros.

Para que construiu Kallaikia portos de abrigo?

Evidente: para res-guardar as suas frotas mercantes e as suas frotas de guerra dos temporais do Mar Cantâbrico. Como corresponde a um pais estruturado contemporâneo do Império Romano. Nom para barcos de coiro como menciona o Pro-consule Avieno na Ora Marítima, senom para frotas compostas por buques de grande tonelagem para a época, cuja existência testemunhal deixou Júlio Cesar no livro III da sua Guerra das Gálias. E como nom poderia ser doutra maneira, pois estamos a falar dum país estruturado, há muitas mais obras marítimas e nom marítimas Pre-Romanas nas costas ,rias e interior (castros pre-históricos, cidades enteiras, dolmens, circulos lícitos) da Gallaecia. E para saber algo mais sobor disso, só há que botar-lhe umha olhada à obra enteira do grande Pardo de Lama, da sua grande actividade investigadora e obra publicada, serva como botom de mostra este brevísimo resumo de seu curriculum:

1893 Começa a investigaçom, com arranxo aos métodos mais modernos da época, dos jacimentos pre-históricos da comarca de Ortegal-Bares.

1895 Escreve: Investigaçons prehistóricas da Galiza, A ilustraçom Artística, Barcelona, Nós.684 e 687

1897 Escreve: Os castros pre-históricos da Galiza I, e II, Revista Crítica de História e Literatura espanhola, portuguesa e hispano-americanas; Ano II, Nos 4, 8-9.

1900 Escreve: Os castros pre-históricos da Galiza III, IV e V, Revista Crítica de História e Literatura espanhola, portuguesa e hispano-americanas; Ano IV, Nós. 7, 11 e 12.

1902 É nomeado Membro Numerário da Real Académia da História

1902 Escreve: Exemplares galegos e portugueses da escritura hemiesférica, Boletím da Real Académia da História do 15 de Maio

É membro da delegaçom de historiadores que representa ao Estado Espanhol no Congresso Internacional de Antropologia e Arqueologia Pre-Históricas que se celebra em Mónaco.

1909 É membro da delegaçom de historiadores que representa ao Estado Espanhol no Congresso Internacional de Antropologia e Arqueologia Pre-Históricas que se celebra em París.

1912 Publica: Arros, Boletim da Real Académia Galega do 20 de Janeiro

1928 Escreve: Novos achados arqueológicos no porto de Bares, Boletim da Real Académia Galega 1 de Maio.

1929 É membro da delegaçom de historiadores que representa ao Estado Espanhol no Congresso Internacional de Antropologia e Arqueologia Pre-Históricas que se celebra em Barcelona, com motivo da Exposiçom Universal. Ler o seu trabalho “Relaçons entre Galiza e Inglaterra nas épocas pre-históricas”, o qual presenta acompanhado de copioso informaçom gráfica.

1930 Pola Real Orde do 25 de Março de 1930, é nomeado Delegado Direitor das Excavaçons Arqueológicas no Porto Pre-Romano da Estaca de Bares, dotadas dum orçamento de 5.000 pesetas.

1930 Dirige a primeira campanha de Excavaçons Arqueológicas no Porto Pre-Romano da Estaca de Bares.

1931 Dirige a segunda campanha de Excavaçons no Porto Pre-Romano da Estaca de Bares.

Dirige a terceira campanha de Excavaçons no Porto Pre-Romano da Estaca de Bares.

1933 Como consequência dos trabalhos e achados, a Estaca de Bares é declara Sítio de Interesse Nacional.

1935 Escreve:A Estaca de Bares declarada Sítio de Interesse Nacional, La Voz de Galicia, 11 de Outubro.