terça-feira, 24 de agosto de 2010

Unidade Nacional-Socialista



Os arredores do Rio Órbigo foi o lugar escolhido para o festejo das Jornadas Ibéricas N-S. No passado este lar significou a batalha entre as dinastias dos Suevos e Visigodos no ano 456, mas neste mes de Agosto de 2010 significou a irmandade entre camaradas N-S de tres naçons ibéricas: Castilla, Gallaecia e Baskonia.

O evento saiu adiante sem nenhum tipo de incidente, e como já estava programado ao ar livre realizarom-se as diferentes actividades (Conferências, charlas, caminhadas e desportos vários)




Num futuro esperamos poder fazer mais actividades como estas, pois ajudam ao entendimento e acordos entre os camaradas das diferentes naçons hispânicas. Nos vindeiros anos realizaram-se as Jornadas com os camaradas Catalans e Lusos, pois desta vez nom foi possível a sua assistência.

NAÇONS IBÉRICAS! NAÇONS EUROPEIAS!
PUXA IBÉRIA NACIONAL-SOCIALISTA!

terça-feira, 17 de agosto de 2010

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

TINHA EU UM CAMARADA



TINHA EU UM CAMARADA

Tinha eu um camarada
nom o atoparei melhor
a luitar juntos marchava-mos
a luitar, nós, avançava-mos
à chamada do tambor. (bis)

Umha bala véu voando
vem por mim ou vem por ti?
ela tem-lhe alcançado
aos meus pés está deitado
como umha parte de mim.(bis)

Ainda a mam quixo acadar-me
com a que o fuzil carreguei
Eu nom podo dar-te a mam,
fica eterno camarada,
sempre eu te lembrarei (bis)

Por Gallaecia eu luitarei !!
Por Europa eu luitarei !!
fica eterno camarada
voltarei ver-te em Ávalom
Pola Raça eu luitarei !! (bis)

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

O Castelao que nom lembram



Alfonso Daniel Rodriguez Castelao
é hoje bandeira do nacionalismo, mal chamado, de "esquerdas", ao igual que do separatismo comunistoide. Mas também é reclamado pela direita espanholista do PPdeG, seguramente influenciados polo seu sector Galeguista, ao igual que a esquerda espanholista do PSdG ou EU.

Hoje em dia muitas das nossas grandes figuras som caracterizadas com traços tam elementares que a miúdo se omitem (a vezes adrede) rasgos importantes, que como sempre exponhemos nos casos de Pondal, Cabanillas, Murguía, Vicetto ou Risco. O caso de Castelao é um de extrema complexidade. Ainda que nom se poda negar a sua colaboraçom com a esquerda em certos momentos da sua vida, provaremos a existência dum lado oculto (e ocultado) que compre explorar com rigorosidade.

É Castelao o que se converte à esquerda junto com outros, dentro do histórico Partido Galeguista, pois o partido é genuinamente conservador, ultra-católico e em definitiva como o PNV basco é de LEIS VELHAS. Castelao é o que logo meiante as lógias começa a compartilhar ideias do marxismo, e com isso achega ao partido outros neo-marxistas como Bóveda, Vidal ou Picallo, entre outros.

Mas imos ao importante que como N-S, é de interesse deste homem.
Os quatro quadernos nos que o errante Castelao ia apontando ideias para o que seria o Sempre en Galiza som curiosos e contradictórios como qualquer panfleto "necionalista" do BNG ou FPG . Podem-se consultar no apéndice da ediçom crítica que fiço o Parlamento no 2000. Revelam um homem muito distante da imagem mesiânica que lhes outorgarom alguns sectores históricos do pensamento nacional-marxista. Revelam um homem mais complexo.
Em Alger percorre às clássicas diferenciaçons raciais, quando se refire a "negros" e "árabes" e "varias razas mediterráneas". As suas ideias tocantes aos judeus nom som nada excepcionais para com o resto de nacionalistas, nem distam das do grande Vicente Risco. Ademais, Castelao conta como no paquebote atlântico os judeus ganharon a antipatia de todos, opinando que os "demócratas" vam chegar a coincidir com Hitler na questiom judea (como se isso fosse mau), e que a culpa será dos próprios judeus. Referindo-se à República Dominicana, o rianxeiro compara os "negros insensatos" com os povos cultos e civilizados. Sente-se afastado da raça negroide por "reparos incoercibles da natureza", e quando em París ve umha ariana cum preto cre que se trata dum caso de perversom sexual. Considera a mestura de raças anormal e nom nega que a separaçom racial coincide com os seus instintos de pureza e perfeiçom, ainda que isso nom lhe impede considerar a sua humanidade, sempre capazes de merecer a sua amizade fraternal. Todo isso, claro, complica aquela referência ao "negro Panchito" que para ele era galego, e que sempre que pode a esquerda "necionalista" saca do trasteiro para amosar o seu Castelao. É mais, o facto de nom expressar essas ideias na versom final do Sempre en Galiza sugire que era consciente do problema da mestiçagem, ainda que os "necionalistas" nom o admitam.
Porém, quando percorre Virginia Ocidental en 1938, Castelao redime-se. Confessa sentir enorme compaixom polos pretos e um desejo de matar a sua repugnância por eles. Na porta dum bar de aldeia, "onde comían e bebían uns cantos bárbaros brancos", visualiza um letreiro que lhes proibe a entrada aos pretos. É aqui onde começa a sua etapa marxistoide, como se esses homens e esse letreiro tivera algo que ver com a cosmovisom Nacionalista Galega genuina e escreve que agora se sente irmam deles (dos pretos). Fala de "avanzar máis" e de ser capaz de trocar-se em líder das reivindicaçons pretas e defensor desta raça. Ninguém é perfeito, mas amossa, nesse apontamento pouco conhecido, a capacidade humana de auto-enganar-se e de traicionar aos valores herdados, por um facto pontual que nada tem a ver com o racismo, mais bem com a xenofobia.
A raça e etnia é um dos conceitos principais da teoria política de qualquer movimento genuinamente nacionalista, e disto Castelao foi consciente até que renegou e guiado pelas lógias converteu o seu ideário numha mestura entre nacionalismo e marxismo.
Castelao foi um homem de innegável carisma político e variadas capacidades artísticas –era um excelente debuxante, humorista gráfico e narrador de contos. Mas isso nom evitou que nos toparamos planejamentos etnicistas idénticos aos dos grandes do Rejurdimento. Os anos passarom e detecta-se em Castelao um grande reparo a exponhê-los cara o público, reparo que deriva no que é consciente da importância do etnicismo no movimento. Sem embargo, semelha nom poder evitar fazer afirmaçons sobre isto, de maneira que sempre procura excusâ-las, aliviâ-las com recursos, para nom ficar mal com os seus já seguidores nacional-marxistas.
No párrafo que aportamos seguidamente, Castelao considera umha “tentación antipática” própria dos galegos falar de arianos e semitas. Sem embargo aproveita um texto doutro autor, Portela Valladares, para afirmar o mesmo que censura. Emprega, isso si, eufemismos como “repetición de sangue” e “unidade etnográfica” no canto de falar claramente de Raça ou Etnia, mas a ideia é exactamente a mesma: todos os povos que habitarom na Galiza som da mesma raça, e todos os que habitarom no resto da Península som dumha raça diferente:

"Existe na Galiza umha homogeneidade de carácter, tam secularmente autóctono, tan contrario á alma castelá, que a miudo caemos en tentacións antipáticas, tales como a de proclamar que nós somos arios e os demáis semitas. Con todo, sexanos permitido dicir con Portela Valladares: “Os confusos lindeiros da raza destácanse na Galiza de maneira rara, porque celtas, suevos, normandos, peregrinos, cantos alá foron, veñen dun tronco común, repiten o mesma sangue, como a repiten os iberos, os fenicios, os árabes e bereberes, os almoades e os almorávides noutras zonas da Península. Na medida do posible, indudablemente poseemos unidade etnográfica”"
Obviamente rejeitamos o que opina Castelao ao igual que o faziam Murguia ou Pondal ao considerar ao resto de peninsulares como "povos semíticos", mas sim apreçamos esse importante rejeitamento ao mundo semítico e mestiço que hoje em dia nos querem imponher.
Este é o espírito que Castelao mostra ao longo de todo o Sempre en Galiza: dize sem dizer, bate cumha mam mentres distrai a nossa atençom com a outra. Noutra ocasiom afirma, por exemplo, que Galiza “ten, se quiséramos –que non queremos–, características diferenciais de raza, pois somos predominantemente celtas” . Em definitiva, quere-se ou nom se queira, para ele a pátria galega está povoada por umha raça céltiga.
Mas nom foi sempre Castelao tam comedido. Nestoutros textos nem sequer tenta ocultar a sua opiniom sobre as outras raças da Península Ibérica. Ainda assim, volta jogar ao mesmo: cita a Sarmiento, pom reparos à sua opiniom sobre os ciganos, mas termina por dar-lhe a razom. Vejamos que pensa Castelao sobre a “xitanización de Hespaña", umha parte do Sempre en Galiza, do Livro Terceiro, XXIV:
"O que nom se pode defender é o império moral de Castela, exercido desde umha metrópole embebida da golferáncia e senhoritismo. Em algures já nos mostramos doidos pola desfiguraçom do “espirito português”; e, quê diremos do “espirito hespanhol” que hoje corre como genuíno e representativo! O que o mundo distingue como “hespanhol” já nom é o “castelhano”; é o “andaluz”, que tampouco é andaluz senom gitano. A este respeito cumpre dizer que nom negamos a fundura cultural de Andaluzia, somente comparável à nossa; mais é que ali os fundos antigos e de maior civilizaçom estám afogados pola premência dumha raça nómada e mal avenida co trabalho. “Estos son unos hombres errantes y ladrones” –dizia o padre Sarmiento–; e se nós nom apoiamos tam duro juízo, amostramo-nos satisfeitos com esse grémio na nossa terra. O caso é que os gitanos monopolizam o sal e a graça de Hespanha e que os hespanholes toleam por parecerem gitanos como denantes toleavam por serem godos. A cousa está em consagrar como hespanhol todo quanto seja indigno de sê-lo. Já no tempo de Sarmiento Hespanha começava a agitanar-se: “Como están tolerados en España estos gitanos y ya se meten a aquella vida muchos castellanos foragidos, se comunicó insensiblemente al idioma castellano, mucha peste de sus voces bárbaras”. Mais... quê é a golferáncia e o senhoritismo senom um remedo da gitaneria? Quê é o flamenquismo senom a capa bárbara em que se assulagárom os fundos tradicionais de Hespanha, a tona imperial austríaca, os farrapos piolhosos da delinquência gitana? Hoje o irrintzi basco, o renchillido montanhês, o ijujú astur, o aturuxo galego e o apupo português estám vencidos polo afeminado olé... Pois bem; os galegos escorrentaremos do nosso país a “praga de Egipto” ainda que se apresentara com recomendaçons..., porque somos a antítese da golferáncia e do senhoritismo, da gitaneria e do toureirismo.
Que ressuscite a Castela assassinada em Villalar. Que Castela deixe de ser o que António Machado lhe botou em cara: “Castilla miserable, ayer dominadora, envuelta en sus andrajos, desprecia cuanto ignora”. Entom Castela seria quiçá umha Hespanha, e com ela nos endenderiamos. Com os golfos e os senhoritos, nom."
No seguinte texto o autor escuda-se outra vez na opiniom doutro escritor, desta vez no grande Vicetto. Chama-lhe exaltado, mas da-lhe a razom exactamente na mesma frase. É importante que prestemos atençom aos termos empregados para falar de conceitos raciais:

“Sendo Galiza o reino máis antigo de Hespaña foille negada a capacidade para asistir ás cortes, e ésta é unha ofensa imperdonable; pero peor ofensa foi a de someternos a Zamora –unha cidade fundada por galegos, pero separada xa do noso reino e diferenciada étnicamente de nós–. Con razón o exaltado Vicetto escribeu estas palabras: “E quen lle negaba (a Galiza) ese dereito de igualdade e solidaridade entre os demáis pobos peninsulares? Negáballo a canalla mestiza de galegos e mouros que constituia os modernos pobos de Castilla, Extremadura, etc.; Negáballo, en fin, esa raza de impura, adulterado sangue”"
Agora exponhemos um texto que forma parte da quarta parte do livro de Castelao, escrita desde 1947 em adiante, quando o complote Comunistoide-Liberaloide já se puxera em marcha com o seu holoconto e desprestígio ao etnicismo arianista do N-S germânico. Novamente colhe a estratégia com as que tenta fazer ver que nom mantem as opinions que, sem embargo defende:

"E se a raza fose, en efecto, a determinante do carácter homoxéneo dun pobo, sen que por asi cree-lo incurrísemos en pecado, ben podería Galiza enfrontar a sua pureza con a mestizaxe do resto de Hespaña, atribuindo-lle ó sangue árabe a indisciplina, a intolerancia e a intransixencia co que os Hespañoes se adornan”
A pureza do sangue, polo tanto, é considerada por Castelao umha virtude herdada que afecta no moral, ao igual que no moral afecta a mestiçagem com o sangue árabe que converteu aos "Hespañoes" em pessoas radicais e indisciplinadas.
Tal é já a propaganda anti-NS em Europa que chega a rejeitar o nosso trisquele como simbologia nacional por recordar-lhe a esvástica que empregou o Führer para o movimento N-S Germânico.
"Se os nacionalistas alemáns -co gallo de considerárense arios- non roubaran para si a «icurriña» vasca teríamos nós un emblema xenuinamente galego: a esvástica de tres brazos curvos encerrada no círculo, ou trisquele, que representaría o sol -pai de toda fecundidade- . A esvástica dos alemáns, cos brazos doblados en ángulo 'recto, xa non é aria senón adaptación dun vello emblema cruciforme ao cristianismo. Na Europa somentes os vascos tiñan direito a usar este símbolo -por ser tradicional en Euzkadi- e usárono moito antes que os alemáns como distintivo nacionalista. A esvástica galega, que tan arreo aparece na época castrexa e que pol-o tanto é celta, sería un xurdio emblema nacional para Galiza. Os alemáns roubaron a «icurriña» vasca e fixeron imposible o «trisquele» galaico."
O que Castelao nom sabia, é que o que supostamente roubarom os "alemans" nom era umha "ikurriña", se nom o Lauburu bascom ou a Ikurra Bascona, e que ao igual que a cruz céltiga e umha simbologia solar nossa, que pode ser empregada em qualquer naçom Europeia, de raça ariana indo-europeia; e que obviamente nom roubarom os germanos nem os N-S Germânicos, pois está presente em tuda Europa e em muitos outros lares do mundo onde estivo presente a nossa raça. O que está claro é que rejeita o nosso emblema nacional, o trisquele galaico, pola sua evidente influência marxista no seu ideário.
E para rematar, estoutra cita da qual também gostamos muito, e que nom tem nada que ver com o tema racial, na qual opina ao igual que nós, que som os "espanholistas" os verdadeiros e únicos separatistas:
“Os catalans, os galegos e os vascos serían anti-españois se quiseran impoñer o seu modo de falar á xente de Castela; pero son patriotas cando aman a sua lingua e non se aveñen a cambia-la por outra. Nós comprendemos que a un galego, a un vasco ou a un catalán que non queira ser español se lle chame separatista; pero eu pregunto cómo se lle debe chamar a un galego que non quere ser galego, a un vasco que non queira ser vasco, a un catalán que non queira ser catalán. Estou seguro de que en Castela, a estes compatriotas se lles chama "buenos españoles", "modelo de patriotas", cando en realidade son traidores a si mesmos e á terra que lles deu o ser. ¡Estes si que son separatistas!”

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Dia da pátria / Lughnasadh

O dia 25 de Julho concentramo-nos na Praça do Rei em Lugo para festejar o dia da pátria, ali dimos leitura a um fermoso poema dum dos grandes, umha Oda a Galiza de Joam Manuel Pintos

Políticamente incorrecta hoje, tanto que remata deste jeito:

ln hoc misterium fidei firmiter profitemur.

D' aqui non nos arrincan herejes nin gentios,
Nin tod' os protestantes con mouros e judios.


O poema foi publicado por primeira vez na Corunha, na Revista de este mesmo Reino, 1 de setembro de 1861.

Poema enteiro: http://www.mra-gallaecia.org/literatura-f13/a-galiza-t178.htm#464

Joam Manuel Pintos Vilar, nado em Ponte Vedra o 16 de Dezembro de 1811 e finado em Vigo o 29 de Junho de 1876. Está considerado um dos precursores do Rejurdimento literário galego, e ao igual que Murguia e Pondal, nom agochava esses sentimentos de amor e pertença orgulhosa à nossa Raça., que para nós som naturais e normais, que na actualidade o mal chamado "galeguismo" tenta agochar e censurar.

Umha vez rematado o acto e cantado o hino nacional braço em alto, fumos jantar a umha taberna enxebre da cidade, onde podimos degustar um excelente churrasco de tenreira e porco.

Logo dirigimo-nos a Monforte de Lemos, e num povo das aforas acampamos tuda a semana. Nesta comarca visitamos o seu famoso Castelo, ainda que tivemos um par de avarias nos carros que finalmente dimos atalhado.

Ao dia seguinte fumos até Auga-Caida que está no concelho de Pantóm, no povo de Marce. A fervença tem um desnível duns 40 metros e posteriormente o rio de Marce segue o seu caminho cara o Minho formando vários saltos menores e rápidos entre o fermoso bosque autóctono de grande beleza e perfeitamente conservado polo seu difícil accesso. Ali desfrutamos dum gostoso banho que bem merecia-mos polo caminho feito.



Lughnasadh

Lughnasadh é também conhecido como Lammas (Lê-se "lamas") ou Festival da Primeira Colheita. Dia sagrado no paganismo, tendo origem principalmente Céltigo. Celebrado no dia 31 de julho para o 1 de Agosto.

Como é tradiçom nestas festividades o dia 31 fumos recolher froitos das árbores para cear , depois jogamos ao tradicional jogo da estornela, consiste essencialmente em dar cum pau a outro mais pequeno, para que salte e vaia o mais longe possível. Quando rematamos, estivemos a contar contos tradicionais céltigos ao carom do lume



Finalmente na manhã do día 1 de Agosto fumos visitar Os Canons do Sil na Ribeira Sacra, estos Canons son verdadeiros desfiladeiros produzidos pela erosom fluvial do próprio Sil, que lavrou sem pausa a funda fenda que o conduz até desembocar à esquerda do Minho. A sua inclinaçom é bastante importante, chegando a ser nalguns pontos quase vertical e alcançar umha altura máxima de 500 mts. A sua longitude é polo redor duns 30 km.


quarta-feira, 21 de julho de 2010

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Festas da Identidade Galaica

FESTAS DA IDENTIDADE GALAICA: A Festa do Boi e A Rapa das Bestas.

Quem escreve estas linhas, nom é amante da tauromaquia nem de qualquer tipo de festa onde se exiba a crueldade e o asanhamento com animais. Deo gratia, na Gallaecia, a afeiçom às corridas de touros som umha minoria e com escassa implantaçom.

Em cidades como Crunha ou Ponte Vedra, as únicas com corridas de touros na Gallaecia, ditos eventos som subvencionados por tudos os contribuintes. As praças de touros existentes derruirom-se devido a que nom eram rentáveis. E as corridas actuais na Gallaecia geram muitas perdas económicas. Os toureiros cobram e ganham o seu, os empresários do sector cobram e embolsam dinheiro e o cidadam galaico paga por algo alheio, que nom pertence nem às suas tradiçons, nem aos seus íntimos sentimentos, nem a sua cultura. Pagamos a grande maioria dos galaicos por algo que nem nos interessa nem vemos arte algum na praça taurina. Por algo que nom forma parte da nossa identidade galaica. Na Gallaecia nom faz falha algumha debater se proibir ou nom as corridas, simplesmente quebraria-se o empresário que nom conta-se com a ajuda económica da Administraçom.

Por muito que magistralmente explique Sánchez-Dragó as suas origens cretenses ou pretéritos ritos mitraicos, sigo na opiniom que é algo alheio à alma atlântica galaica. Pois é que as raízes da identidade galaica tenme a sua origem no arco atlântico céltigo e assim pois é diferente neste sentido da mediterrânea, onde sim que tem arraigo esse tipo de celebraçom.

Existem duas festas ancestrais na Gallaecia onde os animais som os protagonistas. Umha tem origem no medievo: A festa do boi de Alhariz. A outra é de origem céltigo e de maior difusom ao longo e grosso da naçom galaica: A rapa das bestas, dos cabalos salvagens.

Nas duas festas, lógicamente com diferenças, o valor do moço, do homem em presença do animal é o denominador comúm como rito de passo, quase prova iniciática. E curiosamente, ainda que os “verme-verdes” ecologistas protestem pelo maltrato animal, o certo é que nom existe sacrifício algum nem o sangue do animal ve-se por nengures. Som festas estas onde a valentia e a coragem do homem, enfrenta-se ao animal enrabechado.

A FESTA DO BOI

A festa do boi, festeja-se na vila ourensã de Alhariz. Dita vila é exemplo na actualidade de como deve conservar-se e restaurar-se o legado etnográfico, artístico e paisagístico da naçom galaica. Permitase-nos aconselhar a sua visita, calejar entre casas com história, visitar a fundaçom do ilustre etnógrafo e nacionalista genuino Vicente Risco e enfeitizar-se à beira do seu rio… nom ficará ninguem decepcionado.

As origens desta festa tem as suas raízes na idade média. Conta a lenda que a festa tivo a sua origem a raiz das brincadeiras, insultos e escárnios que a colónia judea fazia os cristians que iam em processom pela festa do Corpus. Quando dita processom pasava pela zona de Socastelo, parte esta da judiaria, os ánimos caldeavam-se em excesso. E neste que apareceu umha personagem, Joam de Arzúa, homem de convicçons religiosas e disposto a ponher fim aos insultos dos hebreus irrespeituosos. Assim pois um ano saiu montado num boi com sacos de formigas e cinza, que lançou sobre aqueles que alteravam a orde da procesom.

Como recordo deste incidente, assim na festa do Corpus, corria-se um touro ou um boi (como sucede nos sanfermins pamplonicas em Baskonia) pelas ruas da vila. Joam de Arzúa deixou parte do seu capital em terras e com as rentas pagava-se o aluguer do boi assim como outros gastos da festividade do Corpus, que administrava o Concelho.

Desconhece-se quando deixou de festejar-se a festa do Boi em Alhariz, mas mantivo-se viva dalgumha maneira posto que a recuperaçom da festa tivo lugar alá polo ano 1983, mercê à vontade e iniciativa duns grupos de vizinhos alaricans, que desde sempre ouvirom falar com nostálgia a os seus maiores, posto que pervivia na memória colectiva dos habitantes dessa belísima vila ourensã. No começo, a festa durava tres dias e com o apogeu, difusom e participaçom, passado na actualidade a nada mais e nada menos que a 9 dias de festa.

A “Festa do Boi”- de Alhariz, foi declarada festa de interese turístico pela Junta da Galiza o 18 de Maio de 2006. E segundo a web oficial de Alhariz, isto ajudou bastante, mas nom foi umha ajuda económica e si a afirmaçom e o prestígio dos habitantes de Alhariz por manter viva a sua identidade e tradiçom.

A RAPA DAS BESTAS

Intue-se a origem desta festa, onde homem e cavalo som os protagonistas. O certo é que segundo alguns antropólogos, teriamos-nos que remontar no tempo para atopar este tipo de festejo nada mais nem nada menos que na Idade do Bronce.

Nesta festa podemos observar que ademais de rito de passo, propriamente dito, poderia considerar-se nas suas origens míticos como umha autêntica prova iniciática -que viria a dizer-nos Mircea Elíade- onde o moço doma a um animal salvagem, no transcurso do seu caminho iniciático. Assim pois, o moço é “iniciado” na madureza, na sua experiência de se converter num luitador. Ingressa com este rito de passo na comunidade do seu povo ou aldeia, na vivência da luita cum animal salvagem ao que enfrontar-se e someter pola sua própria força e habilidade para tumbâ-lo. Realiza com este rito a vitória e o triunfo e assim autoafirma-se como varóm na procura da sua própria identidade. E assim veriamos que na Galiza pervive essa alma céltiga e atlântica que tem nesta festa grandes analogias com a tradiçom irlandesa.

O rito da rapa das bestas, dos cavalos salvagens criados nas montanhas galaicas, consiste em “marcar” e “curtar-rapar” a coma dos animais. E todo isto tem lugar no curro, é dizer, o recinto onde som acurralados os cavalos e os seus poldros.

E a tempada onde o denominador comúm é o mesmo, é o verão, quando os homens sobem a montes e montanhas na procura de animais para baixá-los às aldeias situadas nas beiras dos vales e nos curros, realizar dito acontecimento. Primeiramente os vizinhos localizam as manadas de cavalos. De seguido apertam o cocho lentamente para assim poder encaminhar às manadas cara umhas correidoras que lhes levarám aos curros e assim ali poder “cabalgar e domar” aos animais.

É esta umha festa típica do norte e do centro de Galiza. Som de destacar entre várias, as seguintes: Na Crunha, festejam-se estas rapas em A Capelada (Cedeira), Campo da Areosa (Vimianço) e As Canhizadas (Póvoa do Caraminhal). Na de Lugo, temos a de Candaoso (Viveiro), Campo do Oso (Mondonhedo) e Sam Tomé (Valadouro), mentres que na zona de Ponte Vedra, temos a mais conhecida, que é a de Sabucedo (A Estrada), Mougas (Oia), Morgadans, O Galinheiro e Sam Cibrão(Gondomar), Monte Castelo (Cotobade), Paradanta (A Canhiça) e a de Domaio (Moanha).

Algum vezeiro dirá que um cavalo nom tem o mesmo perigo cum touro, já que o touro de lidia pesa mais quilos, turra feramente e tem cornos… nom é comparável, certamente. Mas um cavalo salvagem também tem as suas boas defesas. Dumha boa couce dum cavalo podem chegar ou umhas costelas rotas, ou umha faciana destroçada, ou uns intestinos estourados ou incluso a própria morte.

Estas festas da “rapa das bestas” conservam todavia essa alma rural, essa evocaçom céltiga, essa magia festiva improvisada que é essência da profundidade da identidade galaica.