quarta-feira, 21 de julho de 2010
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Festas da Identidade Galaica
Em cidades como Crunha ou Ponte Vedra, as únicas com corridas de touros na Gallaecia, ditos eventos som subvencionados por tudos os contribuintes. As praças de touros existentes derruirom-se devido a que nom eram rentáveis. E as corridas actuais na Gallaecia geram muitas perdas económicas. Os toureiros cobram e ganham o seu, os empresários do sector cobram e embolsam dinheiro e o cidadam galaico paga por algo alheio, que nom pertence nem às suas tradiçons, nem aos seus íntimos sentimentos, nem a sua cultura. Pagamos a grande maioria dos galaicos por algo que nem nos interessa nem vemos arte algum na praça taurina. Por algo que nom forma parte da nossa identidade galaica. Na Gallaecia nom faz falha algumha debater se proibir ou nom as corridas, simplesmente quebraria-se o empresário que nom conta-se com a ajuda económica da Administraçom.
Por muito que magistralmente explique Sánchez-Dragó as suas origens cretenses ou pretéritos ritos mitraicos, sigo na opiniom que é algo alheio à alma atlântica galaica. Pois é que as raízes da identidade galaica tenme a sua origem no arco atlântico céltigo e assim pois é diferente neste sentido da mediterrânea, onde sim que tem arraigo esse tipo de celebraçom.
Existem duas festas ancestrais na Gallaecia onde os animais som os protagonistas. Umha tem origem no medievo: A festa do boi de Alhariz. A outra é de origem céltigo e de maior difusom ao longo e grosso da naçom galaica: A rapa das bestas, dos cabalos salvagens.
Nas duas festas, lógicamente com diferenças, o valor do moço, do homem em presença do animal é o denominador comúm como rito de passo, quase prova iniciática. E curiosamente, ainda que os “verme-verdes” ecologistas protestem pelo maltrato animal, o certo é que nom existe sacrifício algum nem o sangue do animal ve-se por nengures. Som festas estas onde a valentia e a coragem do homem, enfrenta-se ao animal enrabechado.
A FESTA DO BOI
A festa do boi, festeja-se na vila ourensã de Alhariz. Dita vila é exemplo na actualidade de como deve conservar-se e restaurar-se o legado etnográfico, artístico e paisagístico da naçom galaica. Permitase-nos aconselhar a sua visita, calejar entre casas com história, visitar a fundaçom do ilustre etnógrafo e nacionalista genuino Vicente Risco e enfeitizar-se à beira do seu rio… nom ficará ninguem decepcionado.
As origens desta festa tem as suas raízes na idade média. Conta a lenda que a festa tivo a sua origem a raiz das brincadeiras, insultos e escárnios que a colónia judea fazia os cristians que iam em processom pela festa do Corpus. Quando dita processom pasava pela zona de Socastelo, parte esta da judiaria, os ánimos caldeavam-se em excesso. E neste que apareceu umha personagem, Joam de Arzúa, homem de convicçons religiosas e disposto a ponher fim aos insultos dos hebreus irrespeituosos. Assim pois um ano saiu montado num boi com sacos de formigas e cinza, que lançou sobre aqueles que alteravam a orde da procesom.
Como recordo deste incidente, assim na festa do Corpus, corria-se um touro ou um boi (como sucede nos sanfermins pamplonicas em Baskonia) pelas ruas da vila. Joam de Arzúa deixou parte do seu capital em terras e com as rentas pagava-se o aluguer do boi assim como outros gastos da festividade do Corpus, que administrava o Concelho.
Desconhece-se quando deixou de festejar-se a festa do Boi em Alhariz, mas mantivo-se viva dalgumha maneira posto que a recuperaçom da festa tivo lugar alá polo ano 1983, mercê à vontade e iniciativa duns grupos de vizinhos alaricans, que desde sempre ouvirom falar com nostálgia a os seus maiores, posto que pervivia na memória colectiva dos habitantes dessa belísima vila ourensã. No começo, a festa durava tres dias e com o apogeu, difusom e participaçom, passado na actualidade a nada mais e nada menos que a 9 dias de festa.
A “Festa do Boi”- de Alhariz, foi declarada festa de interese turístico pela Junta da Galiza o 18 de Maio de 2006. E segundo a web oficial de Alhariz, isto ajudou bastante, mas nom foi umha ajuda económica e si a afirmaçom e o prestígio dos habitantes de Alhariz por manter viva a sua identidade e tradiçom.
A RAPA DAS BESTAS
Intue-se a origem desta festa, onde homem e cavalo som os protagonistas. O certo é que segundo alguns antropólogos, teriamos-nos que remontar no tempo para atopar este tipo de festejo nada mais nem nada menos que na Idade do Bronce.
Nesta festa podemos observar que ademais de rito de passo, propriamente dito, poderia considerar-se nas suas origens míticos como umha autêntica prova iniciática -que viria a dizer-nos Mircea Elíade- onde o moço doma a um animal salvagem, no transcurso do seu caminho iniciático. Assim pois, o moço é “iniciado” na madureza, na sua experiência de se converter num luitador. Ingressa com este rito de passo na comunidade do seu povo ou aldeia, na vivência da luita cum animal salvagem ao que enfrontar-se e someter pola sua própria força e habilidade para tumbâ-lo. Realiza com este rito a vitória e o triunfo e assim autoafirma-se como varóm na procura da sua própria identidade. E assim veriamos que na Galiza pervive essa alma céltiga e atlântica que tem nesta festa grandes analogias com a tradiçom irlandesa.
O rito da rapa das bestas, dos cavalos salvagens criados nas montanhas galaicas, consiste em “marcar” e “curtar-rapar” a coma dos animais. E todo isto tem lugar no curro, é dizer, o recinto onde som acurralados os cavalos e os seus poldros.
E a tempada onde o denominador comúm é o mesmo, é o verão, quando os homens sobem a montes e montanhas na procura de animais para baixá-los às aldeias situadas nas beiras dos vales e nos curros, realizar dito acontecimento. Primeiramente os vizinhos localizam as manadas de cavalos. De seguido apertam o cocho lentamente para assim poder encaminhar às manadas cara umhas correidoras que lhes levarám aos curros e assim ali poder “cabalgar e domar” aos animais.
É esta umha festa típica do norte e do centro de Galiza. Som de destacar entre várias, as seguintes: Na Crunha, festejam-se estas rapas em A Capelada (Cedeira), Campo da Areosa (Vimianço) e As Canhizadas (Póvoa do Caraminhal). Na de Lugo, temos a de Candaoso (Viveiro), Campo do Oso (Mondonhedo) e Sam Tomé (Valadouro), mentres que na zona de Ponte Vedra, temos a mais conhecida, que é a de Sabucedo (A Estrada), Mougas (Oia), Morgadans, O Galinheiro e Sam Cibrão(Gondomar), Monte Castelo (Cotobade), Paradanta (A Canhiça) e a de Domaio (Moanha).
Algum vezeiro dirá que um cavalo nom tem o mesmo perigo cum touro, já que o touro de lidia pesa mais quilos, turra feramente e tem cornos… nom é comparável, certamente. Mas um cavalo salvagem também tem as suas boas defesas. Dumha boa couce dum cavalo podem chegar ou umhas costelas rotas, ou umha faciana destroçada, ou uns intestinos estourados ou incluso a própria morte.
Estas festas da “rapa das bestas” conservam todavia essa alma rural, essa evocaçom céltiga, essa magia festiva improvisada que é essência da profundidade da identidade galaica.
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Jornadas solsticiais na comarca do Barbança

Os dias 19,20,21 deste mes de Junho estivemos presentes na comarca do Barbança para o festejo do Solstício de Verão; jornadas às quais assistirom nom só os camaradas, também amizades dos respectivos.


A zona ofereceu-nos mil e um agasalhos tanto naturais como devedores dos nossos devanceiros: dende as emblemáticas dunas aos milenários monumentos megalíticos como o dólmen de Ageitos e o nosso prefirido Castro de Baronha, zona na qual acampamos. Já instalados na zona de Baronha, realizamos caminhadas pelo complexo dunar de Corrubedo e as Lagoas de Carregal, já quase no Luco-fusco fumos até o Castro da Cidá.



Num terreo perto deste derradeiro castro, à noite do 20 ao 21 realizamos o acto do Solstício de Verão:
Bem-vindos a nossa festividade do solstício de verão: camaradas, mulheres e amigos. Esta é a nossa indestructível comunidade de vida, luitadora e vitoriosa, vidos desde tudos os puntos cardinais da Gallaecia, aprestam-se para festejar o antigo rito do Sol, como vinham fazendo os nossos antergos desde há milénios atrâs.
Para entender-mos bem o sentido e significado desta festa solsticial, temos que trasladarnos interiormente dum mundo a outro, superando a mentalidade moderna e fazer espertar umha nova sensibilidade que nos ponha em contato com o tronco espiritual que deu vida a esta tradiçom solar.
Mirade com os olhos do espírito. Pensade que estamos ao mesmo tempo noutras em tudas partes: na terra, na mar e no ceu. Comprendei todos ao mesmo tempo. Polas centelhas que fluem através e por em baixo da matéria proporcionada polos sentidos corporais, chegaremos a vislumbrar a essência metafísica e o mundo suprasensível.
Assim, pois, sube acima de toda a altura; baixa mais fundo que toda a profundidade; concentra em ti todas as sensaçons das cousas criadas: do Auga, do Ar, da Terra e do Lume!
velha filha de Europa
de legendária história,
em pê! em pê dispostos
a nom morrer sem luita!
…
Já está ao vento a bandeira do trisquel! ,
berremos alto e forte: SANGUE E TERRA!
quarta-feira, 9 de junho de 2010
terça-feira, 8 de junho de 2010
Bardos velhos cujas palavras forom recolhidas polo primeiro alento do nosso renascer

"Nom lhe ensinedes à vossa prole brandos cantares, senom versos de épica à luita guerreira, sede feros e valentes meus filhos, afiar as fouces, hoje enferrujadas, que fulgiam ao sol com o sangue do nosso inimigo"
quarta-feira, 26 de maio de 2010
terça-feira, 4 de maio de 2010
Destruiçom do património
O governo local (PP) despreza o interesse patrimonial e defende "mirar ao futuro" para justificar a destruiçom destes achados catalogados.
A condiçom de bem de interesse cultural do jazimento rupestre de Boa-Ventura, também chamado d'O Sobreiro, na paróquia de Burgueira, nom conmove a actuaçom do Concelho de Oia que optou por ignorar na prática a sua existência à hora de autorizar no lugar umha plantaçom massiva de kiwis. Catalogado desde há tres anos, trata-se dum conjunto rupestre que os expertos valoravam ademais especialmente pelas suas características, ja que é um gravado pouco habitual neste tipo de pedra louseira a pê de costa. A afectaçom da plantaçom kiweira chega também a um jazimento próximo que é evidência dum grande assentamento romano na zona.
O alcalde justifica a actuaçom
"Non hai queixa veciñal de ningún tipo", sublinha o alcalde de Oia, Alejandro Rodríguez (PPdeG). "Iso, sexa o que sexa, é algo que estaba por aí agochado atrás duns pinos e terra", insiste o regedor, para quem nom está claro que no lugar exista ou existise jazimento ou gravado nenhum protegido patrimonialmente. "Diso ninguén sabía", teima Rodríguez.
Interpelado ao respeito da existência dumha comunicaçom da delegaçom provincial da Junta para a paralizaçom das obras, Alejandro Rodríguez afirma-se profundo conhecedor do património do município que governa e reitera que "diso ninguén sabe se é ou non xacemento ningún". A continuaçom, Rodríguez, que esta quinta feira em declaraçons à prensa local já chamara a "mirar ao futuro" em defesa da autorizaçom à plantaçom de kiwis, afirma que se trata dumha grande extensom de térreo com potencial produtivo e chama a nom perder a geraçom de emprego no concelho por "algo que non está comprobado". "Asumirei as responsabilidade que tenha que assumir", resposta o regedor, "e dios queira que sexa mentira, porque haberá denuncia contra os que din que se destruíu igual que haberá denuncia a Patrimonio por non ter avisado o concello se se proba que si existía un xacemento".
Desde o IEM sublinham que a plantaçom podia ser perfeitamente compatível com a conservaçom de gravados e jazimento. "Poderíase conservar todo sen afectar a explotación" e criticam o proceder do governo local e em especial do alcalde. "Era para metelo no cárcere directamente", acusam.
Petróglifo antes de passar as máquinas
A rocha posteriormente desfeita








