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segunda-feira, 28 de maio de 2012

Insónia com Risco

A polémica que os políticamente correctos criam sobor a filiaçom ideológica do nosso intelectual reaparece periodicamente. Nos seus debates xordem problemas irresoltos na política do país.

Passou médio século da sua morte e quase cem anos da sua obra mais influínte, Teoria do nacionalismo galego. Sobor Dom Vicente Risco publicarom-se livros apologéticos, estudos críticos e ataques furibundos. Também adicouse-lhe o Día das Letras, em 1981, e a sua nouvelle satírica O porco de pé é leitura obrigatória em secundária. Mas a figura do intelectual ourensam, coraçom da Geración Nós nom descansa. O debate arredor das implicaçons ideológicas do seu pensamento rexorde periodicamente e adoito faze agromar problemas nom resoltos da cultura e a política do país. O derradeiro round começou a pé feito dum artigo do palhaço palheiro-judeu* Suso de Toro no jornal estatal “El País”.

"Na série Xente de aquí intento oferecer um imaginário para o nosso país cum sentido ideologicamente criativo", argui De Toro, "e a tese da mesma é a minha interpretaçom do país. Dentro desse propósito, considero que Risco ocupa demasiado espaço no discurso nacional galego e, dende logo, no discurso nacionalista". No texto “Vicente Risco, tráxico bufón, intruso perturbador” o judeu De Toro traçou um aberrante retrato do ourensam e criminalizou-no pola sua simpatia polos Nacional-Socialistas Germânicos logo de viaxar ao grandioso Berlin dos anos trinta.

Para surpresa nossa, o historiador Beramendi explica com certa indignaçom que "Isto está ja contado muitas vezes, o que passa é que neste país niguém le a ninguém". O historiador, prémio estatal por “De provincia a nación”, lembra que Risco "foi o teórico mais importante do nacionalismo de pre-guerra e todos bebem dele, começando por Castelao". Um dos pontos de fricçom nos mal chamados nacionalistas, justamente é decidir se há ou nom vários Riscos.

"Derivou cara à extrema direita, ainda dentro do nacionalismo galego, mas longe da Teoria do nacionalismo do ano 20", afirma com palavras suas o senhor Beramendi, "mas no fundo existe um só Risco com diferentes modulaçons". O ensaista progre Antón Baamonde situa a um dos cerebros indiscutíveis do primeiro galeguismo político no contexto cultural europeu no que se forma intelectualmente. "A começos do século XX, o nacionalismo em toda Europa é fondamente conservador", sinala como desculpando-o, "esse é o mar de fundo".

Nom só Vicente Risco mira-se no espelho dos movimentos genuinamente nacionalistas como de Maurras e Acçom Francesa ou de Nietzsche; assim como do movimento Nacional-Socialista Germânico. Também os seus companheiros de geraçom como Pedrayo e Cuevillas, faze-no justo no minuto antergo a se integrar nas Irmandades da Fala. "Mas quando Risco faze a conversom ao nacionalismo galego, segue a manejar esses mesmos códigos; há umha continuidade de fundo em todas as suas etapas" engade Baamonde.

Som as viagens pola Europa e a conmoçom do genocídio bolchevique o que atrapa a Risco no vendaval da história e faze-no reafirmar no nacionalismo genuino. "Decata-se do que sucede em Europa e oferece umha resposta ideológica a umha mutaçom radical do mundo", considera o filósofo Francisco Sampedro, outro, quanda a profesora Olivia Rodríguez, dos que entrarom em discusom a partires de “Tráxico bufón, intruso perturbador”. E essa reacçom consiste numha “Galiza idílica dominada pola Igrexa”, opina, “no que os labregos som o grupo social dominante, pero sempre supeditado a umha elite". Neste sentido de classe, a Olívia opina igual que o Beramendi e Sampedro, como a esquerdalha clássica, “O homem culto, erudito, ao tanto das vangaurdas artísticas, treme o combate obreiro e o que se deriva da Revoluçom francesa. Igual que todos os reaccionários", sinala Sampedro, "porque é a morte do rei, a morte de Deus feito carne". "A luita de classes agudísima que ve no continente asusta-o e vira à direita", dize Beramendi e continua “ao escolher essa banda da barricada que derregava Europa, Risco afasta-se dum partido, o galeguista, e o seu movimento, inequivocamente republicano e escorado cara ao centro esquerda”.

Beramendi auto-censura-se, pois Risco nunca foi de esquerdas para virar logo à direita, pois ao igual que o PG inicial era de pensamento de direita clássica tradicionalista e conservadora. Beramendi omite dizer isto na entrevista, pois conhecemos a sua interessante obra “De provincia a nación”, que pese a ter o seu toque tendencioso esquerdalho, é umha boa obra para qualquer interessado na política do páis e onde sinala ,sem outro remédio, as origens do PG e como vai virando à esquerda meiante as lógias marxistas, da mesma maneira que fixo Castelao.

É curioso como alguns persoeiros como o judeu Mendez Ferrín aproveitam para dizer que Risco, da mesma maneira que admirou o Nacional-Socialismo e optou polo bando Franquista na guerra , ao mesmo tempo também voltou-se um nacional-espanholista, e que abandonou o galeguismo para sempre, empregando argumentos tam ridículos como o de escrever alguns dos seus livros em castelám. Para eles a esquerda que apoiou a Fronte Popular (também espanholista), a genocida URSS, e em definitiva a ideologia mais centralista da história como é o comunismo também no estado espanhol, nom era para nada sínómo de traiçom ao galeguismo; algo com o que nós nom tragamos nem aceitamos, por nom falar dos livros escritos em castelam por esses mesmos esquerdalhos do PG incluido o Castelao, mas seria ridículo empregar o mesmos argumentos ridículos e sem sentido da esquerda. Mas os que lemos a história real e temos um pouco de objectividade sabemos bem o que é a manipulaçom.

É nesessário explicar porque um galeguista conservador da época apoia ao Franquismo na guerra? É necesário explicar porque no caso de ser traidores, seriam tanto os que apoiam ao Franquismo como à Fronte Popular? Risco apoia o Franquismo confiando na rama tradicionalista/foralista, católica e conservadora do Carlismo, pois era umha das ramas do bando Franquista, que de ser escolhido em matéria etno-cultural, conservaria as tradiçons galaicas sem entromisom do marxismo, que era: internacionalista, anti-nacionalista, apátrida, classista, anti-cristiam, urbanista, mesticista e no estado espanhol naquela altura significava “centralismo nacional-espanholista”.

Se a esquerda para-se um pouco a ler, mas como bem sinala Beramendi “ninguem le a ninguem”, comprenderiam melhor à figura e pensamento Risquiam, e conheceriam também que o intelectual apoia também num primeiro momento a Ditadura de Primo de Rivera, pois considera-a umha oportunidade para desmontar o sistema caciquil e aceita um posto de deputado provincial em Ourense, todo isto naquela altura pensando numha possível instauraçom dumha mancomunidade como na Catalunya.

Mas gente como Ferrín nom nos engana, e sabemos que logo de louvar ao Nacional-Socialismo na sua viagem polo centro de Europa, tam pronto chega a Galiza ,ainda dentro do PG, aceita certos pactúos com a esquerda para evitar o esgaçamento do próprio partido, algo que se faze insostenível mais adiante e remata junto com outros camaradas formando a Direita Galeguista em 1935.

Um dos melhores e censurados livros de Risco é “Historia de los judíos” onde descreve perfeitamente ao povo judeu e mostra o seu conhecido anti-semitismo, que já se entornava no Mitteleuropa, e que logicamente nom significou que tornara a espanholista polo mero feito de estar escrito em castelám. "É significativo que depois da guerra Risco nom se aproveita-se do franquismo, ao contrário que algúm colega seu da dereita galeguista como Filgueira Valverde", explica sem pelos na língua Beramendi, "ele recolhe-se em Ourense e adíca-se à literatura".

É entretido para nós, olhar como o escritor ourensano morto en 1963, e a sua trajectoria político-intelectual seguem a provocar certo confronto entre os galeguistas actuais. Para o judeu Suso de Toro, "toca o nervo da memória galeguista instituida".
Beramendi, mostra-se máis contundente, e lança um Zas! em toda a boca: "O caso Risco está perfeitamente estudado do ponto de vista historiográfico", expóm, "mas existe um problema cultural. Paco Rodríguez foi o primeiro em tentar negar a sua importáncia, porque a questom é como se usam as figuras do passado bem para ganhar uns dinheirinhos, bem como metáfora das liortas do presente".

Nesse ponto, Risco como síntoma, coincide Antón Baamonde. "Ao ser o nacionalismo contemporâneo unanimemente de esquerdas", aponta, "tratar con ele trai polémica porque lembra a possibilidade de que exista um nacionalismo de direitas" nós mais bem diriamos um nacionalismo genuino de sangue e terra., que era o que ele defendia na prática. Continua Baamonde contra a ignoráncia "tampouco muitos nacionalistas conhecem o primeiro Castelao, por exemplo"; certo! pois é Castelao o que passa de convervador a marxista, sendo ele quem vira realmente a camisola, e nom Risco. Conclui tendenciosamente dizendo que "mitologizar um país leva ao fascismo; esse foi o seu labor, ao cabo". É normal que a esquerda tome como mitologia a Risco, e mais quando a mitologia galaica foi confirmada pola genética e a historiografia recente; realmente eles vivem num conto de fadas permamente, o seu conto de fadas mesticista e igualitarista, por isso tomam a brincadeira a nossa mitologia.

*O apelido De Toro é de descendência judea; Touro. Para evitar mais perseguiçons foi cambiado a Toro. Estabelererom-se em Zamora e transformou-se em Del Toro e De Toro.

Escolma dalguns textos que criam insónia

- "Mística disertación na que se decrara o simbolismo y-espiritual significado que ten a vida groriosa do Santo apóstol San Yago, assí como a festa que hoxe principia a celebrare a nación galega". (A Nosa Terra, Julho de 1920)

- "Eu bendigo a endogamia, que se sole dar nos galegos que viven alén mar. Alédome cand'un galego casa c'unh'alemá, c'unha inglesa ou c'unha irlandesa. Dame tristura velo casar c'unha italiana ou c'unha turca. Creio na seleución e na euxenesia, e sei as propiedades dexencrativas do mestizaxe". (A Nosa Terra, Novembro de 1921)

- "É un feito que non se pode discutir seriamente, que no pobo galego hai un predominio marcado do elemento loiro centro europeo, como non sucede en ningún outro pobo da Península. Na poboación rural, nótese que tódolos rapaciños son brancos como a neve co cabelo loiro, case que albino. Logo, o sol, o aire, no traballo constante da terra vólvelles o coiro tostado e o cabelo escuro.
Non falo dos caracteres craneanos, porque non se teñen estudado ben". (Teoría do nacionalismo galego, 1920)

- "Outro desviamento do nacionalismo é o que chaman fascismo. Tampouco a idea fascista é ruín en si. [...] Coma movemento político é un movemento nacional contra das causas da descomposición interna dunha nación, e tende á concentración das forzas nacionais contra da dispersión e quebrantamnento delas, orixinados polos partidos políticos, loita de clases, manexos da alta finanza, relaxamento dos costumes, etc. etc. E neste senso non é cousa ruín". (Nacionalismo galego. Na revista Alento, 1934)

- "Temos, por tanto, esas dúas coincidencias coa doutrina do fascismo: 1. O pretendermos unha concentración das forzas galegas, contra das loitas políticas, de clase ou de intereses particulares, pondo por riba diso todo o ben comun. 2 O pretendermos que a organización e a lexislación que rixan en Galicia se acomoden ao modo de ser da nosa Terra". (Ibid.)

- "[A obra de Marx é] la de un enfermo con trastornos fisiológicos, con un rencor bilioso de psicópata y de temperamento hepático propio de la raza judía". (revista Misión)

- "[o marxismo como fe baseada no resentimento non é máis que] a envexa dos d'embaixo os d'enriba, do que non ten ao que ten, do que non pode ao que pode, do que non sabe ao que sabe". (Mitteleuropa, 1934)

- "[os obreiros] minados por las propagandas democráticos, que les predicaban la igualdad, la libertad, [las ciudades] destruían sus convicciones religiosas y su acatamiento a las instituciones". (Ensayos sobre el marxismo)

- "El híbrido envuelve siempre un equívoco, cuya expresión es a veces, el hermafrodita. El instinto(guía infalible para la vida) lo repugna. Incluso el híbrido humano, el mestizo es justamente sospechoso; se dice 'Dios hizo a los negros y a los blancos, y el diablo a los mulatos' [...] la limpieza de sangre es un bien, el mestizaje un regreso hacia el Caos". (Orden y caos, 1968)

- "...o nacionalismo moderno galego deriva máis de Faraldo que de Brañas. En troques hoxe, en doutriña política, resulta Brañas moito máis moderno que Faraldo, que Murguía, que Vicetto, que todol-os galeguistas do século XIX, un percursor de moitos antiparlamentarios do noso tempo. Posto a carón de Duguit, de Sorel, de Sardinha, de Maurras, dos mesmos comunistas, non somella Brañas tan anacrónico coma somellaría o propio Pi y Margall, de quen proceden, eiquí mesmo, moitos dos nosos nacionalistas de esquerdas". (A Nosa Terra, Julho de 1925)

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

O Castelao que nom lembram



Alfonso Daniel Rodriguez Castelao
é hoje bandeira do nacionalismo, mal chamado, de "esquerdas", ao igual que do separatismo comunistoide. Mas também é reclamado pela direita espanholista do PPdeG, seguramente influenciados polo seu sector Galeguista, ao igual que a esquerda espanholista do PSdG ou EU.

Hoje em dia muitas das nossas grandes figuras som caracterizadas com traços tam elementares que a miúdo se omitem (a vezes adrede) rasgos importantes, que como sempre exponhemos nos casos de Pondal, Cabanillas, Murguía, Vicetto ou Risco. O caso de Castelao é um de extrema complexidade. Ainda que nom se poda negar a sua colaboraçom com a esquerda em certos momentos da sua vida, provaremos a existência dum lado oculto (e ocultado) que compre explorar com rigorosidade.

É Castelao o que se converte à esquerda junto com outros, dentro do histórico Partido Galeguista, pois o partido é genuinamente conservador, ultra-católico e em definitiva como o PNV basco é de LEIS VELHAS. Castelao é o que logo meiante as lógias começa a compartilhar ideias do marxismo, e com isso achega ao partido outros neo-marxistas como Bóveda, Vidal ou Picallo, entre outros.

Mas imos ao importante que como N-S, é de interesse deste homem.
Os quatro quadernos nos que o errante Castelao ia apontando ideias para o que seria o Sempre en Galiza som curiosos e contradictórios como qualquer panfleto "necionalista" do BNG ou FPG . Podem-se consultar no apéndice da ediçom crítica que fiço o Parlamento no 2000. Revelam um homem muito distante da imagem mesiânica que lhes outorgarom alguns sectores históricos do pensamento nacional-marxista. Revelam um homem mais complexo.
Em Alger percorre às clássicas diferenciaçons raciais, quando se refire a "negros" e "árabes" e "varias razas mediterráneas". As suas ideias tocantes aos judeus nom som nada excepcionais para com o resto de nacionalistas, nem distam das do grande Vicente Risco. Ademais, Castelao conta como no paquebote atlântico os judeus ganharon a antipatia de todos, opinando que os "demócratas" vam chegar a coincidir com Hitler na questiom judea (como se isso fosse mau), e que a culpa será dos próprios judeus. Referindo-se à República Dominicana, o rianxeiro compara os "negros insensatos" com os povos cultos e civilizados. Sente-se afastado da raça negroide por "reparos incoercibles da natureza", e quando em París ve umha ariana cum preto cre que se trata dum caso de perversom sexual. Considera a mestura de raças anormal e nom nega que a separaçom racial coincide com os seus instintos de pureza e perfeiçom, ainda que isso nom lhe impede considerar a sua humanidade, sempre capazes de merecer a sua amizade fraternal. Todo isso, claro, complica aquela referência ao "negro Panchito" que para ele era galego, e que sempre que pode a esquerda "necionalista" saca do trasteiro para amosar o seu Castelao. É mais, o facto de nom expressar essas ideias na versom final do Sempre en Galiza sugire que era consciente do problema da mestiçagem, ainda que os "necionalistas" nom o admitam.
Porém, quando percorre Virginia Ocidental en 1938, Castelao redime-se. Confessa sentir enorme compaixom polos pretos e um desejo de matar a sua repugnância por eles. Na porta dum bar de aldeia, "onde comían e bebían uns cantos bárbaros brancos", visualiza um letreiro que lhes proibe a entrada aos pretos. É aqui onde começa a sua etapa marxistoide, como se esses homens e esse letreiro tivera algo que ver com a cosmovisom Nacionalista Galega genuina e escreve que agora se sente irmam deles (dos pretos). Fala de "avanzar máis" e de ser capaz de trocar-se em líder das reivindicaçons pretas e defensor desta raça. Ninguém é perfeito, mas amossa, nesse apontamento pouco conhecido, a capacidade humana de auto-enganar-se e de traicionar aos valores herdados, por um facto pontual que nada tem a ver com o racismo, mais bem com a xenofobia.
A raça e etnia é um dos conceitos principais da teoria política de qualquer movimento genuinamente nacionalista, e disto Castelao foi consciente até que renegou e guiado pelas lógias converteu o seu ideário numha mestura entre nacionalismo e marxismo.
Castelao foi um homem de innegável carisma político e variadas capacidades artísticas –era um excelente debuxante, humorista gráfico e narrador de contos. Mas isso nom evitou que nos toparamos planejamentos etnicistas idénticos aos dos grandes do Rejurdimento. Os anos passarom e detecta-se em Castelao um grande reparo a exponhê-los cara o público, reparo que deriva no que é consciente da importância do etnicismo no movimento. Sem embargo, semelha nom poder evitar fazer afirmaçons sobre isto, de maneira que sempre procura excusâ-las, aliviâ-las com recursos, para nom ficar mal com os seus já seguidores nacional-marxistas.
No párrafo que aportamos seguidamente, Castelao considera umha “tentación antipática” própria dos galegos falar de arianos e semitas. Sem embargo aproveita um texto doutro autor, Portela Valladares, para afirmar o mesmo que censura. Emprega, isso si, eufemismos como “repetición de sangue” e “unidade etnográfica” no canto de falar claramente de Raça ou Etnia, mas a ideia é exactamente a mesma: todos os povos que habitarom na Galiza som da mesma raça, e todos os que habitarom no resto da Península som dumha raça diferente:

"Existe na Galiza umha homogeneidade de carácter, tam secularmente autóctono, tan contrario á alma castelá, que a miudo caemos en tentacións antipáticas, tales como a de proclamar que nós somos arios e os demáis semitas. Con todo, sexanos permitido dicir con Portela Valladares: “Os confusos lindeiros da raza destácanse na Galiza de maneira rara, porque celtas, suevos, normandos, peregrinos, cantos alá foron, veñen dun tronco común, repiten o mesma sangue, como a repiten os iberos, os fenicios, os árabes e bereberes, os almoades e os almorávides noutras zonas da Península. Na medida do posible, indudablemente poseemos unidade etnográfica”"
Obviamente rejeitamos o que opina Castelao ao igual que o faziam Murguia ou Pondal ao considerar ao resto de peninsulares como "povos semíticos", mas sim apreçamos esse importante rejeitamento ao mundo semítico e mestiço que hoje em dia nos querem imponher.
Este é o espírito que Castelao mostra ao longo de todo o Sempre en Galiza: dize sem dizer, bate cumha mam mentres distrai a nossa atençom com a outra. Noutra ocasiom afirma, por exemplo, que Galiza “ten, se quiséramos –que non queremos–, características diferenciais de raza, pois somos predominantemente celtas” . Em definitiva, quere-se ou nom se queira, para ele a pátria galega está povoada por umha raça céltiga.
Mas nom foi sempre Castelao tam comedido. Nestoutros textos nem sequer tenta ocultar a sua opiniom sobre as outras raças da Península Ibérica. Ainda assim, volta jogar ao mesmo: cita a Sarmiento, pom reparos à sua opiniom sobre os ciganos, mas termina por dar-lhe a razom. Vejamos que pensa Castelao sobre a “xitanización de Hespaña", umha parte do Sempre en Galiza, do Livro Terceiro, XXIV:
"O que nom se pode defender é o império moral de Castela, exercido desde umha metrópole embebida da golferáncia e senhoritismo. Em algures já nos mostramos doidos pola desfiguraçom do “espirito português”; e, quê diremos do “espirito hespanhol” que hoje corre como genuíno e representativo! O que o mundo distingue como “hespanhol” já nom é o “castelhano”; é o “andaluz”, que tampouco é andaluz senom gitano. A este respeito cumpre dizer que nom negamos a fundura cultural de Andaluzia, somente comparável à nossa; mais é que ali os fundos antigos e de maior civilizaçom estám afogados pola premência dumha raça nómada e mal avenida co trabalho. “Estos son unos hombres errantes y ladrones” –dizia o padre Sarmiento–; e se nós nom apoiamos tam duro juízo, amostramo-nos satisfeitos com esse grémio na nossa terra. O caso é que os gitanos monopolizam o sal e a graça de Hespanha e que os hespanholes toleam por parecerem gitanos como denantes toleavam por serem godos. A cousa está em consagrar como hespanhol todo quanto seja indigno de sê-lo. Já no tempo de Sarmiento Hespanha começava a agitanar-se: “Como están tolerados en España estos gitanos y ya se meten a aquella vida muchos castellanos foragidos, se comunicó insensiblemente al idioma castellano, mucha peste de sus voces bárbaras”. Mais... quê é a golferáncia e o senhoritismo senom um remedo da gitaneria? Quê é o flamenquismo senom a capa bárbara em que se assulagárom os fundos tradicionais de Hespanha, a tona imperial austríaca, os farrapos piolhosos da delinquência gitana? Hoje o irrintzi basco, o renchillido montanhês, o ijujú astur, o aturuxo galego e o apupo português estám vencidos polo afeminado olé... Pois bem; os galegos escorrentaremos do nosso país a “praga de Egipto” ainda que se apresentara com recomendaçons..., porque somos a antítese da golferáncia e do senhoritismo, da gitaneria e do toureirismo.
Que ressuscite a Castela assassinada em Villalar. Que Castela deixe de ser o que António Machado lhe botou em cara: “Castilla miserable, ayer dominadora, envuelta en sus andrajos, desprecia cuanto ignora”. Entom Castela seria quiçá umha Hespanha, e com ela nos endenderiamos. Com os golfos e os senhoritos, nom."
No seguinte texto o autor escuda-se outra vez na opiniom doutro escritor, desta vez no grande Vicetto. Chama-lhe exaltado, mas da-lhe a razom exactamente na mesma frase. É importante que prestemos atençom aos termos empregados para falar de conceitos raciais:

“Sendo Galiza o reino máis antigo de Hespaña foille negada a capacidade para asistir ás cortes, e ésta é unha ofensa imperdonable; pero peor ofensa foi a de someternos a Zamora –unha cidade fundada por galegos, pero separada xa do noso reino e diferenciada étnicamente de nós–. Con razón o exaltado Vicetto escribeu estas palabras: “E quen lle negaba (a Galiza) ese dereito de igualdade e solidaridade entre os demáis pobos peninsulares? Negáballo a canalla mestiza de galegos e mouros que constituia os modernos pobos de Castilla, Extremadura, etc.; Negáballo, en fin, esa raza de impura, adulterado sangue”"
Agora exponhemos um texto que forma parte da quarta parte do livro de Castelao, escrita desde 1947 em adiante, quando o complote Comunistoide-Liberaloide já se puxera em marcha com o seu holoconto e desprestígio ao etnicismo arianista do N-S germânico. Novamente colhe a estratégia com as que tenta fazer ver que nom mantem as opinions que, sem embargo defende:

"E se a raza fose, en efecto, a determinante do carácter homoxéneo dun pobo, sen que por asi cree-lo incurrísemos en pecado, ben podería Galiza enfrontar a sua pureza con a mestizaxe do resto de Hespaña, atribuindo-lle ó sangue árabe a indisciplina, a intolerancia e a intransixencia co que os Hespañoes se adornan”
A pureza do sangue, polo tanto, é considerada por Castelao umha virtude herdada que afecta no moral, ao igual que no moral afecta a mestiçagem com o sangue árabe que converteu aos "Hespañoes" em pessoas radicais e indisciplinadas.
Tal é já a propaganda anti-NS em Europa que chega a rejeitar o nosso trisquele como simbologia nacional por recordar-lhe a esvástica que empregou o Führer para o movimento N-S Germânico.
"Se os nacionalistas alemáns -co gallo de considerárense arios- non roubaran para si a «icurriña» vasca teríamos nós un emblema xenuinamente galego: a esvástica de tres brazos curvos encerrada no círculo, ou trisquele, que representaría o sol -pai de toda fecundidade- . A esvástica dos alemáns, cos brazos doblados en ángulo 'recto, xa non é aria senón adaptación dun vello emblema cruciforme ao cristianismo. Na Europa somentes os vascos tiñan direito a usar este símbolo -por ser tradicional en Euzkadi- e usárono moito antes que os alemáns como distintivo nacionalista. A esvástica galega, que tan arreo aparece na época castrexa e que pol-o tanto é celta, sería un xurdio emblema nacional para Galiza. Os alemáns roubaron a «icurriña» vasca e fixeron imposible o «trisquele» galaico."
O que Castelao nom sabia, é que o que supostamente roubarom os "alemans" nom era umha "ikurriña", se nom o Lauburu bascom ou a Ikurra Bascona, e que ao igual que a cruz céltiga e umha simbologia solar nossa, que pode ser empregada em qualquer naçom Europeia, de raça ariana indo-europeia; e que obviamente nom roubarom os germanos nem os N-S Germânicos, pois está presente em tuda Europa e em muitos outros lares do mundo onde estivo presente a nossa raça. O que está claro é que rejeita o nosso emblema nacional, o trisquele galaico, pola sua evidente influência marxista no seu ideário.
E para rematar, estoutra cita da qual também gostamos muito, e que nom tem nada que ver com o tema racial, na qual opina ao igual que nós, que som os "espanholistas" os verdadeiros e únicos separatistas:
“Os catalans, os galegos e os vascos serían anti-españois se quiseran impoñer o seu modo de falar á xente de Castela; pero son patriotas cando aman a sua lingua e non se aveñen a cambia-la por outra. Nós comprendemos que a un galego, a un vasco ou a un catalán que non queira ser español se lle chame separatista; pero eu pregunto cómo se lle debe chamar a un galego que non quere ser galego, a un vasco que non queira ser vasco, a un catalán que non queira ser catalán. Estou seguro de que en Castela, a estes compatriotas se lles chama "buenos españoles", "modelo de patriotas", cando en realidade son traidores a si mesmos e á terra que lles deu o ser. ¡Estes si que son separatistas!”