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terça-feira, 26 de julho de 2011

Jornadas Patrióticas

24 Julho - Ardóbriga

Ardobriga, cujo nome original céltigo de Ferrol, havia um assentamento de origem celta, chamado Recimil, que comprendia parte de Carança, todo Esteiro e boa parte de Canido. Em torno ao ano 44 da nossa era, Ardóbriga era como umha das cidades do Grande Porto Ártabro, era efeitavamente a capital dos Ártabros.

Ali visitamos o Castelo de Sam Felipe, umha das fortaleças mais importantes da ria de Ferrol, construido no século XVI. Junto a este castelo na ria também se atopam o Castelo da Palma e o Castelo de Sam Martinho, hoje em día em ruinas, que conformavam em conjunto o escudo defensivo da ria. Este sistema foi mandado projectar pelo capitám general do Reino da Galiza, o marqués de Cerralbo aos engenheiros Fratín, Spanochi e Muñíz.



No 1594 a armada inglesa tentou apodera-rse de Ferrol fracasando no intento, ao igual que no 1639 durante o ataque do exercito francês ao mando do almirante Henri D'Escobleau quando os tres fortes demostraron a sua eficácia. O 25 de agosto de 1800 tem lugar umha tentativa de apoderarse de Ferrol e destruir os estaleiros por parte dumha armada inglesa, que se dirigia a Egipto para loitar contra Napoleom, durante a Batalha de Briom, com mais de cem barcos e 15.000 homens, mandados polo contraalmirante Warren, que tras enviar tres oleadas contra o forte, que foron sucesivamente vencidas graças a ajuda dada dende o forte da Palma e das canoneiras situadas na ria o que obrigou às tropas britânicas a reembarcar, deixando mais dum milhar de baixas nos intentos. Trala derrota inglesa, Napoleóm celebrou-no com a frase: "polos valentes ferroláns".


Homenagem adiantado a Rudolf Hess

O governo do estado sionista alemam profanou a tumba do Martir da Paz, e exumou o seu cadaver destruindo o seu féretro e panteom. Hess foi sem dúvida o Percival que todos levamos dentro, um heroe desses que os livros de história riscam de mau polo mero feito de ser Nacional-Socialista, mas Rudolf Hess era mais que isso, era um servidor honorável da sua pátria, era e será sempre um estandarte que guie o nosso espírito e faga de nós outro mártir por defender a paz entre todas as naçons irmãs da sagrada Europa.
A homenagem decidimos fazê-la ao carom do mar, já que os seus restos forom botados ao mesmo, com o objectivo de que ninguem fosse visitar a sua tumba. Desconhecemos se esta porcalhenda acçom conta com a aprovaçom da família, mas fosse como fosse, é umha atitude totalmente detestável.

O lar escolhido foi a praia do Vilar, em Covas (Ferrol)


25 Julho - Dia da Pátria - Brigântia



Como nom podia ser doutra maneira, o acto comemorativo do Dia da Pátria adicouse-lhe ao Cantor da Raça Galega, Dom Eduardo Pondal. O seu corpo descansa no cemitério de Sam Amaro na Crunha, ali rendimos-lhe a sua devida homenagem ao som da nossa gaita, com a Marcha do Antergo Reino e entoando o Hino Nacional.

Leitura do "Mitologia em Pondal"


quarta-feira, 24 de março de 2010

Pondal e Leónidas




O Bardo no poema "Morrer en brando leito" descreve-se o desejo de cair como Leónidas cuja consequência será a admiraçom dumha personagem dumha naçom irmã como a grega, perante o facto heróico.

"de modo qu'o viandante
vendo con gran zozobra
crubir a dura terra
a cinza poderosa
dixera con espanto:
Q'certarnente,
este era grande cousa!"


A descripçom da caida de Leónidas aparece no poema "Cinguido en duro ferro"

"Cinguido en duro ferro
sobre as negras curotas,
na gorxa esquiva e dura

das abruptas Thermópilas,
caera con estrépito
o forte e bo Leónidas;
seu cadavre ocupando espacio grande
sobre as desertas rocas"

A actitude do Bardo perante estas mortes é o desejo de imitâ-las nom só por ele mesmo, se nom pola própria naçom galaica, expressa-o querendo imitar a figura de Leónidas:

"Oh quen morrer poidera
coma o forte Leónidas

envolto en duro ferro
noutras duras Thermópilas"

sábado, 26 de setembro de 2009

A mitologia em Pondal

A MITOLOGIA EM PONDAL



O melhor da poesia pondaliana há que procurâ-lo sem dúvida no breve volume de “Queixumes dos pinos” . Os ritmos sinxelos, as estrofas sonoras e quentes, os intensos latexos do texto, reflexam a baruda voz do poeta. A mítica raizame da tradiçom celta mostra-se expresada nessa voz. Forom os poemas gaélicos os que lhe emprestarom a Pondal o amor à natureza salvagem, o ar de senhardade e afastamento, a reverência pólos feitos gloriosos anteriores à história.

Quando o dolmem de Dombate fala-lhe de tempos recuados, umha tensa ledícia alampa-lhe o peito. O Val de Brantoa, amado dos celtas, desperta-lhe o som de muitas lonjanas lembranças. No mundo da sua paisagem rejurdem velhos ecos das castinheiras de Dormeá, da Campá de Brandomil, ou do garrido castro Nemenço. As musas vistem, no verso pondaliano, tragens ancestrais, e dançam ao acougo das acinheiras sagras a cançon inmorrente ouverá. Noutros momentos tremem os marmúrios do pinheiral de Telha, ou os sons evocadores das campa de Anlhons.

Eduardo Pondal, bardo senlheiro, soubo da existência dumha céltia antiga, traduzindo a cifra estelar dos mistérios. Andivo a ler as nom labradas inscripçons nos penedos das terra solar de Bergantinhos para formular a sua profecia. Fixo vibrar nos seus poemas o nosso passado mais escuro e primigênio, entre o soar dos pinheiros e o balbordo do mar. Trouxo assim os acentos do ignorado preteito; cousas que os livros nom conhecerom e que a tradiçom esquecera. Na sua arpa bárdica puxo à nossa terra a cantar. A travês da arpada música revive a naçom esquecida, e os mitos antingem umha seguridade precisa de verdade.

O poeta bergantinham criou umha mitologia peculiar, a sua, a da Galiza. Resucitando a alma do passado, troucou-na em símbolo dumha pátria velha e eterna. Traduciu o espírito integral da terra própria, birlhando como um luzeiro sobre o mar épico dos destinos. Afundiu os olhos e as mãos na memória do pretérito, e arrincou dela um magnífico botim. Para Pondal, o sentido do mundo era geológico e racial. A paisagem mete-se no cerne da sua poesia. Em ocasons, mesmo semelha que a heroicidade desta é obra do vento. O vento e o mar dam-lhe o seu tom. Só uns pulmons tam rexos puiderom oferecer, sem alentar, tam lonja e aoesa proclama. Trata-se do berro mais expresivo e verdadeiro da natureza galega. A sua voz era a voz dos penedos e dos cons, namorada dos horizontes mareiros. E misturado com ela, o fundo amor ao segredo das gândaras e as branhas.

Os topônimos que reverdez o verso pondaliano guindam-se desde as penedias ao paronama do mar presentido, ou presente, em sinfonia de farallons. Mas emparelham-se também pela ribeira das labranças, pelo terreio preto e calmoso, ourizado pelo rio e animado pólo borborinho dos pinheirais. Som os caminhos e as vertentes de Neminha, Muxia, Morpeguite, Corcubiom, Camarinhas, Coucieiro, Bergantinhos, Suxo. Som os baixios de Camelhe, Corme, Lagem, Ponte-Ceso. Os povos, os lares, os cabos, os cons, prestam-lhes os seus eufônicos nomes à mitologia do poeta. E este re-descobre a velha linhagem que na paisagem asentou as suas expresivas amosas.

O autor de Queixumes dos Pinos sentiu a fonda arela de se ceivar da lama, e ser espírito. Anceiava misturar-se com a natureza, com a do mar bravo na que se guarda a consciência cósmica. Na terra de Xalhas, cenário desta soidade guindou o seu berro baril. Despertou-no um bater de ás salvagens; envejava aos corvos, e queria, esquecido dos homens e do tempo, vagar pela gândara para se atopar mais perto da própria alma. Nos seus poemas, por outra banda, sobranceia o acento profético que o conmoveu. Deu a conhecer a essência primordial, no que tem de baruda, de magnificamente criadora. Esculcou no passado, mas com aceio posto nas energias da vida. Preferiu sempre a soberba intranquilidade do espírito à inquietude apagada da matéria.



Antes que nada, Dom Eduardo Pondal foi intensidade. Encheu a sua obra de tam rexa actitude de viver, que o seu aceno eterniza-se numha encarnaçom de lenda. Foi um sentidor do mundo celta, um poeta de rexo cerne, umha voz funda acugulada de saudade cósmica. Poderia equipar-se a Galiza, com cuia extrana mesturou-se. Por isso, como dixo alguém, os trenos pondalianos fizerom época na história galega; derom a pauta para pescudar as razons históricas que insuflarom vida à realidade geográfica da nossa naçom.