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quinta-feira, 19 de abril de 2012

O Derradeiro Filho da Luz , 123 Aniversário



O Derradeiro Filho da Luz

(Por SAVITRI DEVI - "The Lightning and The Sun")


Foi em 1889, durante o primeiro ano do reinado do Kaiser Guilherme II.

Bismarck, o chanceler de ferro, o criador do Segundo Reich alemam estava, todavia, no poder, ainda que nom por muito tempo. As forças ocultas anti-germanas que de pronto iriam posteriormente causar a sua queda, de forma gradual, rompendo desta forma o ímpeto que ele tivo dado aos acontecimentos, já estavam em plena atividade; há tempos presenciava-se o trabalho na procura deste objetivo o qual visava vê-lo em ruínas. Além disso, existiam outros fatores imponderáveis – forças morais e místicas – ao lado e inclusive atrás delas: as mesmas forças de desintegraçom que tiveram estado, durante mais de dous milênios¹, guerreando a conduzir a raça ariana para a sua perdiçom. Portanto, necessitava-se um gênio mais-que-político, umha personalidade sobre-humana, para se impor àquele caminho.

Especialmente durante os passados cem anos, concretos desde a eclosom da Revoluçom francesa, a Europa esteve submergindo mais depressa que nunca, sob influência do judaísmo internacional e seus hábeis agentes: a maçonaria e os diversos corpos supostamente “espirituais”, direta ou indiretamente ligados a ela. Séculos de errônea explicaçom do cristianismo – umha crença essencialmente extraterrena – aos assuntos mundanos. Tiveram preparado a base para o triunfo das mais perigosas superstiçons; a crença na “ledícia” e a “igualdade de direitos” para “todos os homens”; a crença na cidadania e na “cultura” como algo separado e inclusive mais importante que a raça em si; a crença em um progresso ilimitado através dumha suposta receptividade à “educaçom” e na possibilidade dumha paz e “ledícia” universal como resultado do “progresso” – os maravilhosos descobrimentos da ciência postos ao serviço do “homem”; a crença no direito do “homem” e a conseqüente crença deste mesmo homem trabalhando contra o espírito da natureza e a favor de seu próprio prazer e benefício. Tivera sido incrementado o acentuado, exaltado e popularizado nauseabundo amor ao “homem” como algo distinto e oposto a todas as demais criaturas, ou, sendo mais exato, o “para além do bem e mal”, mas deficiente, medíocre – tam debilitado e, de certo modo, distante de toda a idéia milenar de homem guerreiro, comum aos povos arianos, integrantes dumha humanidade superior, expressada na concepçom de que “o herói assemelha-se aos deuses”, empregando as palavras de Homero.

E o colonialismo estava no seu ponto culminante e a atividade missioneira cristiã também. O que vem a significar ter cedido ela mesmo diante das forças de desintegraçom, fazendo com que a Europa, o continente invadido, estivesse conduzindo essas atividades cristiãs, de forma veloz, ao resto do mundo. Preparava, desta forma, o epílogo da Idade Média: o estado de caos biológico que representava a condiçom preliminar para o domínio de inferiores e a conseqüente aniquilaçom sistemática de qualquer elite humana supervivente de sangue e caráter.

Naquela época entom, um digno e honesto trabalhador oficial de aduanas vivia junto da sua família em Braunau, umha bonita e pequena cidade sobre o rio Inn, na fronteira entre o Estado Austriaco e Alemam; A cidade, com a sua praça principal, onde num dos seus lados presencia-se umha velha fonte ocupada por umha estátua de Cristo feita em pedra; com as suas velhas casas e igrejas, com antigas vias – limpas e estreitas – e a “torre” de quatro andares – Salzburger Turm – que já entom separava a praça principal de suas imediaçons², que eram um pouco diferentes das outras numerosas e pequenas cidades da regiom germana. Provavelmente tinha o mesmo aspecto que a tem dos dias de hoje: as cidades menores transformam-se com menos intensidade se comparadas às maiores. E o oficial de aduanas, cujo nome era Alois Hitler, vivia e se relacionava com a vida como tantos outros funcionários do governo. Agraciado com enorme vontade de potência e perseverança, desde a sua mocidade teve formaçom autodidata, promovendo a si mesmo desde a posiçom dum rapaz do povo ao notável público do cargo governamental que ocupara, o qual se lhe manifestava acima do respeito. E agora, após todos estes anos, cujos dias foram tam desesperadamente iguais, a sua vida monótona nom semelhava de facto ser assim diante de seus olhos, posto que nom dispusesse de tempo para refletir a o seu respeito. Meticulosamente rigoroso, trabalhou e trabalhou. E os dias e anos se passaram. E deste modo, chegaria o tempo em que o honesto funcionário retiraria-se a umha pequena pensom.

Para tanto, vivia nas imediaçons, a alguns passos da Salzburger Turm, em uma velha casa de dous andares, com patamares pitorescos curvados sobre os degraus da escada, além de espaçosas habitaçons. Sua esposa Clara era bela: loira, com magníficos olhos azuis. Com apenas vinte e nove anos (era ela sua terceira esposa), era dotada de apaixonada natureza, sendo pensativa e serena; tam imaginativa e intuitiva, ao passo que seu marido nom dotava de romantismo; tam agarimosa como respeitoso ele o era; e capaz dum contínuo e interminável sacrifício. Ela respeitava-o fondamente: ele era o seu marido e, sobretudo, ela amava a suas crianças – e o Deus que tinha dentro delas. E ela desconhecia o quanto estava certa, de forma tam concreta quanto o espírito divino – a divina personalidade da humanidade ariana, cuja manifestaçom aparece agora e entom na forma dum ser humano extraordinário – e que vivia nela como o bebê que estava a amamentar: o seu quarto filho.

Recém acabava de tê-lo em 20 de Abril, às seis e dezoito da noite, nesta longa e arejado quarto do segundo andar – encontrava-se ela no derradeiro cômodo à mão direita – no qual estava agora recostada, sentindo-se fraca, cansa, porém imensamente leda. As três janelas davam vista à rua. Através de límpidos cristais e brancas persianas, ardentes raios de sol penetravam na abundância. O bebê dormia. A nai, pola sua vez, descansava – Nom tinha noçom de que acabava de ser o instrumento dum tremendo poder cósmico.

A algumhas poucas centenas de jardas mais adiante – atrás da Salzburger Turm e a ampla praça rodeada de casas relativamente altas – fluía o azulado rio Inn, afluente do Danúbio. Havia umha ponte sobre ele, tal como existe ainda nos dias de hoje. A paisagem – suaves colinas, com bosques aqui e ali; e bem casas de telhado vermelho bem conservadas, aconchegantes por si só, além de, ocasionalmente, um campanário de uma igreja localizado entre a borda do rio e as preciosas pendentes verdes à distância – era, pois, o mesmo a ambos os lados da ponte. As pessoas que ali residiam também eram a mesma: Bávaros – germanos, portanto. Porém este lado, de onde se encontrava a praça principal com sua velha fonte, a Salzburger Turm e as imediaçons, era chamado Áustria. O outro lado, Alemanha.

Dormia o bebê; a nai, por sua vez, serenava, estando grata pelos brilhantes raios de sol já próximos daqueles emitidos durante o verão. Tendo sua criança ao seu lado, poderia vê-la sempre que pudesse. Contudo rezaria de forma intensa ao reino dos céus para que pudesse ele viver: os seus três primeiros filhos teriam morrido, um em seqüência doutro.

A criança fora batizada com o nome de Adolf.

Trinta e cinco anos mais tarde, o homem em que se teria convertido escreveu: “Hoje parece-me que o destino me dispôs, de forma leda, Branau como o lar do meu nascimento. Esta pequena cidade situa-se justamente à borda dos estados germânicos e sua conseqüente unificaçom representa, para os nossos homens que integram umha nova geraçom, um trabalho vital que bem merece realizar-se por todos os meios”³.

Refere-se ele ao “destino”. Se nom o fora pela singularidade de tal afirmaçom num livro escrito para milhons de europeus, dificilmente preocupados ou interessados com a idéia do nascimento ou o renascimento, poderia ele ter dito, com igual ou maior exatidom, de “a sua própria eleiçom”. Pois dacordo com a antiga sabedoria, homens dotados de tanta qualidade como a sua escolhem nascer, sem a obrigaçom de sê-los, e, do mesmo modo, escolhem ao lugar de nascimento.

Invisível sobre o céu da pequena cidade de fronteira, as estradas formavam, em 20 de Abril de 1889, às seis e dezoito da noite, um claro desenho marcando o retorno à terra daquele que retorna; o homem divino “contra o tempo” – a encarnada personalidade coletiva da humanidade superior – aquele que, umha vez ou outra, e cada vez mais heroicamente, interpom-se de forma solitária contra a permanente e acelerada onda de decadência universal e prepara, através de uma árdua e sangrenta luta, o amanhecer do seguinte ciclo do tempo, ainda reconhecendo-se aparentemente estar, durante anos ou décadas, propício ao fracasso.

Pois o recém nascido nom era outrem senom Ele.

Nunca as circunstâncias teriam sido mais desfavoráveis ao seu reconhecimento. Difícil era a possibilidade da tomada de consciência de sua missom no hábito dum soberano predestinado. Nom tinha somente, como qualquer um que está disposto a reconhecer, um longo caminho desde o humilde status da criança a aquele que teria de alcançar para inserir-se, na história do ocidente, na parte política que lhe fora destinada, sem que nada parecesse apropriado para preparar-lhe a execuçom da sua grandiosa tarefa, sabendo que viria a ser a de despertar a alma ariana ocidental à sua própria sabedoria natural. A sabedoria ariana, na sua forma consciente e guerreira, em oposiçom a todos os valores tradicionais do cristianismo, era desconhecida no mundo ocidental da época – sobretudo entre Braunau – Desconhecida à exceçom dalguns poucos pensadores como Nietzsche. Os poderes celestiais, sem dúvida alguma, deram à criança divina, pois, grandiosos privilégios através dos quais ele iria, estando surpreendentemente pronto, a ter consciência; a reinventar o poder com que fora presenteado, segundo o seu próprio entender: primeiro, umha pura e saudável herança, contendo o melhor tanto do sangue nórdico como de celta – a imaginaçom apaixonada e a intuiçom mística dos celtas, aliada à vontade de potência, minúcias, eficiência e senso de justiça (e também perspicácia) nórdica; e, tempo junto dele, um amor apaixonado, ilimitado e insondável por essa terra germana que se estende a ambos os lados do Danúbio e mais adiante; e por seu povo, seus irmãos de sangue: nom àqueles caracterizados como espécies perfeitas da humanidade superior (pois, contudo, não há evidências de seres perfeitos nesta Era Obscura), mas o seu amor direcionava-se àqueles que puderam e chegaram a ser como tais, ainda que possuam seu elemento fundamental.

Através desse amor – e somente através dele – iria elevar-se à intuitiva certeza da verdade eterna sobre a qual iria construir a doutrina nacional-socialista, forma moderna da perene religiom de vida; essa certeza que a separa dos maiores políticos e o estabelece diretamente dentro da categoria dos guerreiros, profetas, fundadores das mais sábias civilizaçons que conhecemos; dentro da categoria dos homens “contra o tempo”, cuja visom alcança algo para além de nosso enfermo mundo, condenado a umha rápida destruiçom. Homens contra o tempo cujo mundo encontra-se próximo da Idade Dourada, na qual som eles profetas e deuses.


Notas:

¹ Digo “mais de dous milênios” significando isto que a influência degradante do judaísmo sobre a raça ariana concretizou-se antes do advento do cristianismo. A desastrosa nova escala de valores delineada pela errônea aplicaçom da religiom extraterrena, assim como a extensom do seu culto, foram as conseqüências da influência do judaísmo e, portanto, nom as suas causas.


² Die Vorstadt.


³ HITLER, Adolf. Mein Kampf.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Álvaro das Casas e os Ultreia



Nos derradeiros anos, certos grupinhos mal chamados "nacionalistas" com certo cheirinho a marxismo e também liberalismo, pretendem deturpar a história dum dos grupos históricos mais achegados ao nosso ideário. Teremos que lembrar-lhes meiante a história, quem é o que tem que reclamar o legado ideológico dos Ultreia e Alvaro das Casas.

A Dom Álvaro das casas, como a outras figuras do Nacionalismo Galego, pretende-se apagar desse grande mapa que é a história do nosso país. Há quase 10 anos cumpriu-se o centenário do seu nascimento e também o ciquenta aniversário da sua morte. Tais datas nom fórom aproveitadas para a merecida homenagem que das Casas merece e os poucos textos publicados distam muito tanto da qualidade como da quantidade necessárias para dar a conhecer umha figura tam maliciosamente esquecida. Realmente há que dizer que era preferível aguardar 50 ou 100 anos mais, que ter que ver as injúrias e manipulaçons descaradas que lamentavelmente produzirom-se. Um livrinho, que por pouco nom fica em pasquim, de Francisco Abeijóm Nuñez e algum que outro artigo, nom puidendo deixar de citar ao de Uxio-Breogám Diegues Cequiel, que destacam pela sua manipulaçom esquisitamente implícita.

Quando se fala de Álvaro das Casas é curioso como a sua existência semelha rematar precisamente no ano 36, quando se translada ao Estado Português. De aí em adiante é tudo mistério. Mas comecemos polo princípio. Álvaro das Casas Branco nasceu em Ourense o 2 de Julho de 1901, filho do advogado Jose Casas Gonçalves e Antónia Branco Nieto, distinguida família originária de Sabuzedo de Montes (Cartelhe). Pola parte paterna o doutor é licenciado em direito Joám Bautista Casas Gonçalves, canónico da catedral de Ourense e governador eclesiástico da Habana.

Trás criar-se em Ourense, foi estudar Filosofia e Letras em Valladolid (Castilla), rematando em 1920 com prémio extraordinário de literatura. Durante o curso 1921-22 ingressou como Mestre Ajudante e um ano mais tarde participou na guerra do protectorado do estado espanhol em Marrocos. Rematado o enfrontamento bélico transladou-se a Madrid, acadando o doutorado em Filosofia mentres impartia classes de língua e literatura portuguesas na Escola Superior de Polícia. Entre os anos 1924 e 1925 foi secretário do alcaide de Madrid (Castilla), o Conde de Vallellano. Tinha, segundo alguns umha singular e pinturesca personalidade: Criador de Ordens de Cavalaria , Os infançons de Illescas, possuidor de importantes títulos e condecoraçons... "(Fernández Maza,1984)". O seu gosto pola nobreça e a épica levou-no a escrever várias novelas de cavalaria em estes anos mas as suas relaçons com galeguistas ourensans, especialmente com os jornalistas de "La Zarpa", fam que se converta em um dos mais ferventes luitadores e propagandistas do nosso Nacionalismo.

O 12 de fevereiro de 1928 casou com Maria Natividade Ulhoa Sotelo. Esse mesmo ano marcha a Fregenal de la Sierra (Badajoz) a exercer como mestre de Geografia e História no instituto da vila, onde passará dous cursos.

Durante os anos 29 e 30 a sua actividade é incansável. Participa em juntanças e conferências por todo o país: Chantada, Mazeda, Carvalhinho, Vigo (na Festa da Raça do 25 de Julho de 1930). Escreve artigos em "La República" e "La Zarpa" (em umha desta publicaçom pide ao alcaide de Ourense, o Sr. Junquera, que a bandeira galega pendure no balcom da Casa Consistorial) e pujo-se ao fronte da protesta que impediu um acto de José Antonio Primo de Rivera e Calvo Sotelo.

Em 1930 chega a Noia cobrindo a mesma cadeira no instituto, que começava seu terceiro curso. Antes da proclamaçom da República, em 1931, das casas já iniciara sua actividade política aparecendo como assinante do manifesto Fundacional da Irmandade Galeguista de Noia.

Mais tarde, em Abril de 1931, já forma parte da "Junta provincial republicana" presidida por Germán Vidal.

Da mam de Risco e Otero Pedrayo colaborará no Seminário de Estudos Galegos, publicará numerosos artigos e livros e participará na criaçoms da Associaçom de Escritores Galegos, sendo seu primeiro primeiro Secretário Geral. Trâ-la VII Assembleia Nacionalista, celebrada em Ponte-Vedra o 5 e 6 de Dezembro de 1931, funda-se o Partido Galeguista e das Casas formará parte do seu primeiro Conselho Ejecutivo.

No mês de Maio de 1932 é nomeado direitor do Instituto substituindo a D.Luis Vilanova. Um ano mais tarde será destituido deste cargo a causa da sua conferência "Verbas aos moços Galegos. O Movimento Universitário", no Paraninfo da Universidade de Compostela do 9 de Março de 1933. 23 catedráticos instárom ao reitor a abrir-lhe um expediente por considerarem que suas verbas atentavam o estudantado à violência. A pesares das mostras de solidaridade mostradas desde todos os recunchos da Galeguidade. Das Casas fazia um apaixoado chamamento à mocidade universitária para que abandona-se o seu nihilismo: "A nossa mocidade ten que porse na emozón dos ourizontes patrios…para a gran tarefa de restaurar a Galiza doutrora, soberán dos seus destinos, xogando na órbita de tódolos pobos, luceiro con luz propia na constelación de tódalas patrias…"

Aquele acontecemento cultural, que alporizara aos seitores mais republicanos da comunidade universitária, constituiu um revulsivo importante do que som exponhentes históricos os grandes “Ultreia” , Álvaro das Casas foi encarcerado um ano após.


Das Casas, com camisola dos Ultreia

O nome, Ultreia, tomou-no do Liber Sancti Jacobi ou Códice Calixtinus que se conserva na catedral compostelã, do hino dos peregrinos do século XII conhecido por “canto de ultreia” que começa com o verso Dum pater familias, tem a sua origem no caracter guerreiro, dos cruzados,
já que esta verba significa “mais alá!” ou “adiante!”:

Herru Sanctiagu! Got Sanctiagu! E ultreia!, e sus eia! Deus, adiuvanos!

A simbologia empregada polos Ultreia, ao igual que nós, era o trisquele galaico, desde o começo maila às opinions contrárias dos que nom lhes gostava pela manifesta semelhança com a "esvástica hitleriana", manteria-no até a sua extinçom da agrupaçom a partires do 18 de Julho de 1936.

"Concebín a ideia de crear os agrupamentos Ultreya libre de toda suxerencia; si acaso pensando no éisito que un tempo alcanzaron no noso país os eisproradores –xa totalmente desaparecidos- e na posibilidade de ispirar unha orgaización que, recollendo o esprito xuvenil daquelas tropas, se mantivese ao marxen de patrioteirías pueriles e de malsanas parodias castrenses. Coidaba que o intre era propicio: nosa mocedade, aburrida dos partidos polítecos, cansa de loitar por conquerir metas eiscesivamente fáciles, arelaba xuntarse nunha gran cruzada espritoal na que os obxetivos, por lonxanos, serían infinitamente máis cobizados. Outras orgaizaciós semellantes como Schokol ou Palestra na Iberia, conocinas despóis de estar en marcha, en prena realización, a miña ideia. Agora, sabendo como viven as xuventudes da Europa nova, estudado o intresantísimo libro en col da educación na Alemaña, síntome máis que nunca orguloso da miña obra e teño a certeza de que, continuando como hastra eiquí a miña patria será un belo eisempro".

"Distínguenos un triskele bermello que vai sempre sobre noso peito i-en cada unha das nosas bandeiras; o triskele é a eispresión do home correndo tal coal aparez nas nosas insculturas da prehistoria i-esí foi recollido nos seus estudos polo prof. R. Sobrino. Quer dicer dinamismo, marcha, avance, procura do noso ideal de máis alá. Un triskele que por outra parez recoller os tres temas fundamentais de noso orgulo de cidadáns galegos: fogar, raza e língoa"


Bandeira do Conselho dos Ultreia,
azul de feiçom Nacional-Socialista


Bandeira das Linhas Ultreia

Os quadros paramilitares estavam formados polas chamadas Linhas, de 264 rapazes cada umha, ou "doze dúzias" como eles diziam. Na carta da organizaçom diz no seu seu ponto 4º:

"Cada linha terá umha bandeira que será azul-galega e branca cum trisquele no meio, e levará em chefe um signo qualquer para se distinguirem umhas Linhas das outras. A bandeira do Conselho é toda azul com o trisquele cobrindo o campo da bandeira"



Mas voltemos atrás. A começos do 1932 criam-se os agrupamentos Nacionalistas de jovens "Ultreia", um dos mais importantes legados de das Casas. Ideados a semelhança doutros grupos europeios para a formaçom da mocidade, os uniformes brancos com o trisquele geométrico vermelho espalharom-se por todo o país chegando a contar em menos dum ano com 800 membros.

Dizia Ortega que “é unha ilusión pueril crer que está garantida nalgunha parte a eternidade dos pobos; da historia teñen desaparecido moitas razas como entidades independentes... É preciso que a nosa xeración se preocupe con toda consciencia, premeditadamente, organicamente, do futuro nacional” (Vieja y nueva política).

Foi, pois, aquela mocidade galaica dos Ultreia a que recolheu a mensagem orteguiana, a que protagonizou o compromisso com esta raça e com esta terra. Aos poucos daqueles ultreias que ainda gozam do privilégio de viver devemos-lhes dar protagonismo e ter em conta as suas opinions sobor do desenvolvimento de Galiza porque, coincidindo com Nietzsche, “só aquel que construi o futuro tem direito a julgar o passado”.



Numha inauguraçom dumha exposiçom de pintura de Mario Granell a qual visitam os Ultreia, Das Casas advirte ao grupo de quem esta personagem, sem por isso quitar-lhe méritos:

"O Granell está fala que te fala dándome un mitin, apropósito dos ultreyas. Dí que si todos os mozos galegos estivesen na nosa organización Galiza sería outro pobo, unha verdadeira nación como debe ser. O Granell é comunista, pero en moitas cousas ten razón. Eiquí temos de todo: rapaces de famílias de dereitas e das izquierdas, xentes de familias ricas e probes, pero nos levamos tan ben, aprezámonos tanto, que entre Nós non hai disgustos e todos somos como verdadeiros irmáns".


A causa das discrepâncias com a linha do PG, em parte também causadas pola sua política com os Ultreias, dara-se de baixa do Partido e no 25 de Julho de 1933 apresenta-se à sociedade galega umha nova organizaçom: Vanguarda Nacionalista Galega (VNG). Aparecerá nas ruas umha brochura intitulada Máis! Na que ademais de das Casas escrevem entre outros F. del Riego Manuel Beiras e Ramón Cabanillas. Chamam a luitar sem trégua pola liberdade absoluta do país galego...". A pesares das discrepáncias, a plana maior do PG está presente na conferência que baixo o título de " Terra, Raça e Língua" das Casas pronúncia o 16 de Fevereiro de 1933 em Ponte-Vedra. Nas eleiçons de Novembro de 1933 das Casas apresenta-se como candidato ao Parlamento espanhol acadando quase 10.000 votos que nom som suficientes para obter a acta de deputado.

O mesmo dia que se apresenta VNG representantes das 3 "nacionalidades históricas" assinam no Seminário de Estudos Galegos o Pacto de Compostela, primeiro passo para a criaçom de "Galeuzca". Álvaro das Casas, por Ultreya, junto com Bóveda, polo PG, forma parte da delegaçom galega. Trá-los acordos participa na viagem "tripartita" por terras galegas, euskeras e catalanas. Suas palavras no concelho de Barcelona tiverom grande repercussom, provocando a ira de vários deputados madrilenhos. O PG ,pouco soberanista e revolucionário para das Casas, andava nervoso perante o excesivo radicalismo e os sobresaltos dialécticos de das Casas durante o périplo.

"Para os galaicos que atraiçoam a pátria e servem a aqueles que nos repudiam e escravizam, para esses luita fera e sem acougo"

"Eu estou adicado em alma e vida a umha actuaçom política que nom me deixa ponto de repouso. Concentro tudas as minhas forças em batalhar pola minhaterra galaica que está por cima de todo. Nom descanso, cada semana percorro o país, escrevo artigos, pronúncio discursos, dou conferências"

Em Julho de 1934 nasce, baixo a direcçom e sustento económico de Álvaro das Casas, o Boletín de Estudos Polítecos Alento. Na primeira editorial explica-se que a revista para "ir precisando a mais limpa e reja ortodóxia nacionalista, em estes tempos tristeiros de vacilaçons e dúvidas". Participarom entre outros Vicente Risco, Joám Branhas, Augusto Casas, F. Del Riego, A. Igrejas Alvarinho, L. Manteiga, Seoane, R. Vilar Ponte, P. Pedret Casado, Pedro Piquer... A andaina de Alento rematará com o número tripla 10-11-12, correspondente ao trimestre Abril-Maio-Julho de 1935.

Rematado o curso 1935-36 realizará umha viagem pola Alemanha Nacional-Socialista desde onde enviou duas crónicas a "El Pueblo Gallego". Em um dos seus artigos manifestava sonhar "... com o dia no que Galiza esteja cheia de mastins afiados e bandeiras, nossa bandeira, tam leda e limpa".

Das Casas amosa-se fascinado pola Germânia N-S, acompanhado polo seu amigo Ramón Reboredo sinala con ledícia desde Bremen:

"A hospitalidade de Bremen é clássica e nós puidemos percebe-la bem. Presenciando um exercício das Hitlerjugend, o rapaz Heinz Haake percebeu que eramos forasteiros. No acto pediu autorizaçom e veu a ponher-se ao nosso serviço, brindando-nos execelente e cordialísima companha que nom esqueceremos jamais"

Com o estalido da confrontaçom armada de 1936 será destituido como mestre do instituto de Noia, fazendo-se efectivo o casamento o 12 de Agosto por mandato do delegado da ordem pública de Compostela, D. Fermím Álvarez de Mesa.

"Dous antigos soldados, ambos de Família humilde e pobre, de suficiente leitura e de extraordinária tempera combativa, surgem como líderes da nova revoluçom: Adolf Hitler na Alemanha e Benito Mussolini na Italia. Os dous formaram-se no Marxismo, os dous padeceram fome e perseguiçom, os dous tenhem umha profunda vocaçom intelectual, os dous demostraram nas trincheiras serem patriotas heroicamente abnegados.Em Munich i em Milam ouvem-se as primeiras arengas clamorosas e imperativas.- Socialismo, sim, mas nacional, sem chefaturas nem mandos estranhos; revoluçom, sim, mas nom subversom; ordem, sim, mas nom anarchia feita costume. O socialismo de Georges Sorel revive em eles fortalecido, acrysolado, adaptado em razom de tempo, lugar e procedimento; Mussolini declarou dever-lhe mais que a Nitzsche.

Na Europa abre-se umha nova era."

Protegido polos seus amigos do Instituto de Estudos Históricos do Minho, viajará até Viana do Castelo onde começa o seu exílio. No Brasil ocupou umha Cátedra na Universidade de Niteroi, dando numerosas conferências em diversos centros intelectuais financiadas polo Governo Brasileiro. Em 1939 fixa a sua residência em Buenos Aires e junto com Mariano Medina funda, baixo o mecenato da família argentina Menéndez-Braün, umhas das primeiras editoriais americanas. EMECÉ. Nela publicaram-se várias colecçons em galego (Dorna, Hórreo,...). Durante a década de 1940 aumenta consideravelmente sua obra escrita e impartirá numerosas conferências, muitas delas de forte conteúdo anti-comunista, por toda América do Sul.

"Quero unir a minha voz -clara, rotunda, viril- a esta grande manifestaçom da cidade que cantou hinos triunfais no seu avanço espléndido contra a horda comunista. Chegou o grande dia de Europa. Como nos tempos passados contra o perigo islâmico, que ameaça com demolir os eidos multifecundos das velhas pátrias, os povos que hoje tenhem consciência de si, e repudiam nefastas claudicaçons servis. As Espanhas som outra vez trincheira e clarim da Europeidade. Toca-nos viver umha das grandes horas na História da Humanidade. A guerra está iniciada e nom cabe descanso até esmagar para sempre o advesário. Na peleja está no jogo a Pátria, a Família, todo quanto mais podemos apreçar neste mundo. De nós depende que os estados Português e Espanhol voltem ser, como noutros tempos, categoria de primeiro orde no concerto dos grandes povos, ou pobres colónias russas ao ditado de qualquer assassino soviético, colónias misérrimas destinadas a sucumbir no pesadelo demoníaco de bolchevizar ao mundo"

"Se queredes comprehender a nova revoluçom europeia, temos de ver nos moços que seguem a Hitler e a Mussolini, tudo quanto ha além das preocupaçons nacionais, tudo quanto há de europeismo : a ilusom de restaurar nas artes cánones clássicos, de re-criar a cultura sobre bases de humanismo, de estructurar a vida em volta de princípios, de agrupar outra vez a Europa em ideais comuns"
"Se vos parades um momento a contemplar o avanço apocalíptico da onda vermelha, que trai consigo a bárbara civilizaçom dum mundo sem Deus, Ah! entom nom haverá um espírito nobre que nos aplauda sequer seja pola valentia da nossa sinceridade"

Em 1950, enfermo de gravidade, solicita o visado para viajar a Barcelona para ver a seu irmam Augusto. Embarca em Rio de Janeiro e durante a travessia sofre um ataque de hemiplégia complicando-se su falha de visom. À sua chegada, tivo que ser transladado em Ambuláncia, morrendo em Barcelona o 8 de Março de 1950. Seu cadaleito foi transladado à sua terra natal. Jaze soterrado em Sabuzedo de Montes, Galiza.

CELTIA

"Ei Armórica, Cornubia e Cambria,
Escocia, Eirín, Galicia
e a illa de Man.
Son as sete naciós celtas
fillas do rei Breogán.
Miña patria Galicia
ti és e ti serás
cos teus verdes agros
o máis quente fogar.
Son os sete cisnes brancos
fillos dos de Damiáns;
para tí, miña patria,
nos beizos un cantar,
nos peitos a ledicia
da nosa mocedá."

Hino dos Ultreia. A autoria do poema é atribuida a X.Filgueira Valverde.

ULTREIA

"A balandra dos ultreia
leva os coraçons por vela
navega cara o futuro
toda Galiza vai nela.

Toda Galiza vai nela
prensa do meu coraçóm
os mares forman trisqueis
em cada constelaçom.

Em cada constelaçom
ouve-se cantar umha estrela
velai vem a fror das naos
toda Galiza com ela."

Autor: Fermim Bouza-Brey

Mentres tanto e para rematar queriamos fazer umha sugestom aos marxistas e liberais, falsos nacionalistas, ponhendo umha cita do grande Vicente Risco, que de seguro entenderedes à primeira, e que podedes sentir-vos ameaçados se queredes.

"O Nacionalismo é fundamentalmente umha reacçom vital que se opom às forças destrutora da nacionalidade, sejam estas interiores ou exteriores, próprias ou alheias"